Ataque contra a Universidade de Garissa

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Ataque contra a Universidade de Garissa
Localização do distrito de Garissa no Quênia
Local Garissa
 Quênia
Data 2 de abril de 2015 (4 anos)
Tipo de ataque Assassinato em massa, terrorismo e crise de reféns
Alvo(s) Estudantes cristãos da Universidade de Garissa
Mortes 147 (incluindo 4 terroristas)
Responsável(is) Al-Shabaab

Em 2 de abril de 2015, homens armados invadiram a Universidade de Garissa, no Quênia, matando pelo menos 147 pessoas.[1][2] Os terroristas afirmaram serem membros do grupo militante Al-Shabaab e que atacaram a instituição pois ela estava em território muçulmano colonizado por não-muçulmanos.[3] Os militantes tomaram vários alunos como reféns, libertando os muçulmanos, mas retendo os cristãos.[4]

Ataque[editar | editar código-fonte]

O ataque começou às 5h30min hora local, provocando um tiroteio entre os jihadistas e os policiais e guardas da universidade. Dois guardas foram mortos na entrada.[5] Os atiradores foram para o bloco de administração e, posteriormente, às salas de aula antes de entrar nos dormitórios.[5] 20 estudantes foram resgatados por soldados. O sobrevivente Collins Wetangula, membro do grêmio estudantil, descreveu a presença de pelo menos cinco homens armados mascarados. "Se você fosse cristão, era alvejado ali mesmo. A cada disparo eu achava que iria morrer", afirmou Wetangula.[6] Michael Bwana, um outro estudante que fugiu, disse que "a maioria das pessoas ainda lá dentro são meninas", em referência ao dormitório estudantil, onde se acredita que os terroristas estejam escondidos. Um extremista suspeito foi preso quando fugia da área.[7]

Policiais e militares cercaram e isolaram a universidade para expulsar os jihadistas, sendo que autoridades do governo relataram que três em cada quatro dormitórios tinham sido evacuados. Graça Kai, um estudante de uma universidade próxima, disse que "estranhos haviam sido localizados na cidade de Garissa e eram suspeitos de serem terroristas", em seguida, "na segunda-feira [30 de março de 2015] a nossa principal faculdade nos disse ... que estranhos haviam sido localizados". Na terça-feira a faculdade fechou e mandou seus alunos para casa, mas a universidade permaneceu aberta e foi atacada.[8]

Os pistoleiros foram associados com o Al-Shabaab, um grupo militante baseado na Somália, que tem ligações com a Al-Qaeda. Sua motivação declarada por ter lançado o ataque foi que a faculdade era "terra muçulmana colonizada por não-muçulmanos".[3] A porta-voz da Al-Shabaab indicou que a missão do ataque era matar aqueles que eram contra o grupo e afirmou que os insurgentes haviam libertado todos os muçulmanos, mantendo os cristãos como reféns.[9] As forças quenianas e outras agências de segurança de Garissa foram mobilizadas.[10] O governo queniano afirma que Mohamed Mohamud Kuno, conhecido como "Dulyadin", é o cérebro por trás do ataque.[11] Kuno foi professor da Universidade de Garissa.[12]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Kenya attack: Garissa University assault 'killed 147'». BBC News. 2 de abril de 2015. Consultado em 2 de abril de 2015 
  2. Zirulnick, Ariel. «Kenya university attack puts security capabilities under fresh scrutiny (+video)». Christian Science Monitor. Consultado em 3 de abril de 2015 
  3. a b «More than 70 dead in Al-Shabaab attack on Kenyan college, as Christians reportedly held hostage». FoxNews. Consultado em 2 de abril de 2015 
  4. «Kenya Garissa students 'taken hostage' by al-Shabab». BBC News. 2 de abril de 2015. Consultado em 2 de abril de 2015 
  5. a b Kenya attack: Garissa University assault 'killed 147' BBC, 2 de abril de 2015
  6. O Estado de S. Paulo, ed. (3 de abril de 2015). «Ataque do Al-Shabab deixa 147 mortos em universidade no nordeste do Quênia» 
  7. Odula, Tom; Muhumuza, Rodney (2 de abril de 2015). «At least 15 dead as gunmen attack university in Kenya». Associated Press. Consultado em 2 de abril de 2015 
  8. Jorgic, Drazen. «Al Shabaab storms Kenyan university, 14 killed». Reuters. Consultado em 2 de abril de 2015 
  9. «Al Shabaab Militants hold Christians hostages inside Garissa University in Kenya». news.biharprabha.com. AFP. 2 de abril de 2015. Consultado em 2 de abril de 2015 
  10. «Al-Shabab: Christian hostages held in Kenya university». Al Jazeera. 2 de abril de 2015. Consultado em 2 de abril de 2015 
  11. «Sh20 Million Bounty for Garissa Attack Mastermind Mohamed Gamadhere» (em inglês). Capital FM News. 28 de março de 2015. Consultado em 28 de fevereiro de 2015 
  12. «Government names a Kenyan and a former teacher Mohamed Kuno as Garissa University College attack mastermind» (em inglês). Daily Nation (Kenya). 28 de março de 2015. Consultado em 28 de fevereiro de 2015