Óleo canola

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O óleo de canola (LEAR oil, acrônomo para Low Erucic Acid Rapeseed) refere-se a um produto transgênico (organismo geneticamente modificado (OGM)), criado para ser vendido comercialmente como um "óleo alimentar" convencional (norma) da semente de qualquer variedade da planta colza (Brassica napus). Produzido na Universidade de Manitoba, no Canadá, por Keith Downey e Baldur R. Stefansson (conhecidos como "os pais da canola"), durante 1958 e 1974, e no início de 1970, com um perfil nutricional muito diferente, além do baixo teor de ácido erúcico.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome canola foi escolhido pela diretoria da Associação de colza do Canadá na década de 1970. No entanto, uma série de fontes, incluindo The Free Dictionary, continuam a afirmar que ele representa Can(adian) + o(il) + l(ow) + a(cid). Uma contração que significa "azeite canadense de baixo teor de ácido" erúcico, diferente do óleo de colza natural..

História[editar | editar código-fonte]

Plantação de Colza na Alemanha

A canola foi desenvolvida através de melhoramento de plantas convencional a partir de colza, uma planta oleaginosa já utilizado em civilização antiga como combustível. A palavra "estupro" em colza vem da palavra latina que significa o rāpum nabo. Nabo, couve-nabo, couve, couve de bruxelas, mostarda, vegetais e muitas outras estão relacionadas com as duas variedades de canola naturais comumente cultivados, que são cultivares de B. napus e B. rapa. A mudança de nome serve para distingui-lo a partir de óleo de colza natural, que tem muito mais elevado teor de ácido erúcico.

Depois da Segunda Guerra Mundial, houve uma queda drástica da demanda, e os agricultores começaram a procurar outros usos para a colza. Extratos de óleo de colza foram colocadas no mercado em 1956-1957 como produtos alimentares, mas que sofriam de várias características inaceitáveis, de sabor distinto e de cor esverdeada repugnante, devido à presença de clorofila. E que também continha uma concentração elevada de ácido erúcico.

Experimentos em animais apontam para a possibilidade de que o ácido erúcico, consumido em grandes quantidades, pudesse causar danos ao coração. Mas, pesquisadores indianos publicaram resultados colocando em causa estas conclusões, e a implicação de que o consumo de mostarda ou óleo de colza seja perigosa. Foi tentando seu uso em ração de gado, mas particularmente não era muito atraente, por causa dos altos níveis de compostos degustativos - picantes chamados glicosinolatos.

Em 1956, os aspectos nutritivos do azeite de colza foram questionados. Nos anos da década de 60, novas variedades de colza surgiram e foram cultivadas por produtores canadenses da NCGA (Northern Canola Growers Association), a associação do Norte do Canadá de produtores de colza. O Governo canadense recomendou-os a uma conversão para uma produção de colza de baixo teor ácido e assim, em 1973, iniciou-se a produção com menos de 5% de ácido erúcico nos produtos alimentícios.[1]

Os regulamentos foram ajustados, no início dos anos 80, para que a produção canadense da Canola pudesse entrar no mercado Norte americano, e finalmente o Departamento da Saúde estadunidense (FDA) aprovou o Canola em 1985.[2] Em 2011, 26% dos hectares semeados eram de canola - geneticamente modificado (biotecnologia).

Valor nutricional[editar | editar código-fonte]

O grão apresenta em média:

O óleo é composto predominantemente por ácido oleico com teor de 58% comparável ao azeite de oliva e 10% de ácido linolênico, comparável ao encontrado no óleo de soja. Seu teor de ácidos graxos é maior do que o dos óleos de amendoim e dendê e menor do que o dos óleos de soja, girassol, milho e algodão.[3]

O óleo de Canola é considerado um dos óleos mais saudáveis que existe no mercado por causa do baixo conteúdo de gordura saturada e alto (quase 60%) conteúdo de gorduras monoinsaturadas.[4] Ele tem um sabor muito leve e é bom para cozinhar ou como tempero para saladas.[5]

O óleo de Canola contém ácidos graxos, ômega 6 e ômega 3---numa proporção de dois por um---, e perde só para o óleo de linhaça em ômega 3. O óleo de Canola é um dos óleos mais saudáveis para o coração e há registro que ele reduz níveis de colesterol, níveis de Triacilglicerol, e mantém as plaquetas saudáveis. Alguns agricultores britânicos, como Hillfarm Oils e Farrington Oils começaram a produzir azeite de colza por prensagem a frio para óleo de cozinhar e de tempero.

Biodiesel[editar | editar código-fonte]

O azeite de colza (ou, "óleo de colza"), em estado natural, contém níveis mais altos de ácido erúcico e glucosinolatos que são tóxicos e podem causar queimaduras, bolhas no corpo e lesões nos tecidos internos, podendo até ser fatal.[6] Foi o caso, por exemplo, do azeite envenenado, na Espanha, em 1981, em que introduziram no mercado azeite de colza para usos industriais como se fosse de oliva - morreram 650 pessoas e 20.000 ficaram feridas.[7]

Azeite de colza natural é usado na fabricação de biodiesel para veículos motorizados. O óleo de colza pode ser usado na sua forma pura em motores novos sem causar danos e este é o óleo preferido para a produção de biodiesel na Europa desde 2005, parcialmente porque a colza produz mais óleo por unidade de área de solo comparada com outras fontes de óleo como a soja. Devido ao alto custo do cultivo, prensagem e refinação do óleo de colza, este custa mais caro do que o diesel tradicional. Mas, mesmo assim, este vem sendo oferecido ao público em uma rede de postos com incentivo a preços entre 5 e 10% abaixo do diesel tradicional.[8]

Contudo, pesquisas feitas por especialistas e publicadas na revista Chemistry & Industry, em 2007, e por várias outras fontes, revelam que biodiesel gerado da colza emite a mesma quantia de gases (CO2) que diesel convencional e não faz diferença na redução do aquecimento global. A matéria também diz que se a área de terra usada para plantar colza fosse usada para plantar árvores, o diesel do petróleo iria emitir somente o equivalente de um terço do CO2 emitido por biodiesels.[9]

Precauções[editar | editar código-fonte]

Estudos feitos e mencionados no Scottish Medical Journal ("Jornal médico da Escócia," (em português)) indicam que plantações de colza induzem sintomas adversos, alérgicos e respiratórios, em proporção significativa, em indivíduos que moram nas cidades e vilas nos arredores das plantações e que, do contrário, não estariam saudáveis[10] Os sintomas podem resultar da associação com o pólen, ou fungos, causando alergia, febre, conjuntivite e asma, em jovens e idosos asmáticos e naqueles com o sistema imune enfraquecido por causa de uma doença ou um medicamento. O autor sugere que mais pesquisas devem continuar seguramente em plantações estabelecidas a mais do que cinco quilômetros de distância das áreas residenciais e ainda adverte que os riscos dependem do nível de aceitação da comunidade que confronta o problema.[11]

Outros usos[editar | editar código-fonte]

Óleo de colza natural também pode ser aplicado no uso industrial de:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Canadian Canola Industry. Canola History (Online) (em Inglês) Northern Canola Growers Association. Visitado em 8 de Abril de 2008.
  2. Canola - a new oilseed from Canada. Journal of the American Oil Chemists' Society, setembro de 1981:723A-9A.(em inglês)
  3. a b Regitano-d'Arce, Marisa A. B. (25 de fevereiro de 2008). GRÃOS E ÓLEOS VEGETAIS: MATÉRIAS PRIMAS (Online) (em Português) esalq.usp.br. Visitado em 9 de Abril de 2008.
  4. Canola Council of Canada. Canola Oil: The truth! (Online) (em Inglês) canola-council.org. Visitado em 9 de abril de 2008.
  5. Jegtvig, Shereen (23 de outubro de 2007). Your Guide to Nutrition - Canola Oil (Online) (em Inglês) nutrition.about.com. Visitado em 9 de Abril de 2008.
  6. Armitage (2007). Parliament Publications & Records 1990 (Online) (em Inglês) oilseedrape.org.uk. Visitado em 9 de Abril de 2008.
  7. Gomes, J. C. C.; M. F. S. Borba (2000). "A moderna crise dos alimentos: oportunidade para a Agricultura Familiar?" (Online) (em Português) Agroecologia - Revista da EMATER/RS. Visitado em 9 de Abril de 2008.
  8. Almeida Neto, José Adolfo de; Jeferson C. do Nascimento; Luiz A. G. Sampaio; Jorge Chiapetti; Reinaldo S. Gramacho; Cilene N. Souza e Valéria A. Rocha. (2002). "projeto Bio-Combustível: processamento de óleos e gorduras vegetais in natura e residuais em combustíveis tipo diesel" (Online) (em Português) uesc.br. Visitado em 9 de Abril de 2008.
  9. sciencedaily.com; sci.mond.org (23 de abril de 2007). Biodiesel Won't Drive Down Global Warming (Online) (em Inglês) sciencedaily.com. Visitado em 8 de abril de 2008.
  10. Parratt D, Macfarlane Smith WH, Thomson G, Cameron LA, Butcher RD. Scottish Medical Journal. 1995; 40: 074-76.(em inglês)
  11. Armitage; sci.mond.org (2007). Oilseed rape and the precautionary principle (Online) (em Inglês) oilseedrape.org.uk. Visitado em 8 de abril de 2008.
  12. Do you need a pesticide? Try Canola Oil
  13. Less Toxic Insecticides
  14. canola oil