Barsa

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Enciclopédia Barsa Universal
Autor(es) Vários
Idioma Português
País  Brasil
Assunto Enciclopédia
Linha temporal 1964–1996: Enciclopédia Barsa (16 volumes)

1997–2006: Nova Enciclopédia Barsa (19 volumes)

2007–atual: Enciclopédia Barsa Universal (18 volumes com 130 mil verbetes[1])

Editora Barsa Planeta Internacional Ltda.
Lançamento 1964

Barsa é uma enciclopédia atualmente de propriedade do grupo espanhol Editorial Planeta, que publica enciclopédias em quase toda a América Latina. A enciclopédia Barsa foi comprada pela Editorial Planeta no ano de 2000 e, no caso do Brasil, o grupo possui filiais em São Paulo, Curitiba, Goiânia, Florianópolis e Belo Horizonte, entre outras cidades.

História[editar | editar código-fonte]

Com a primeira edição lançada em 1964,[2] a Enciclopédia Barsa teve sua última edição em 2010, quando vendeu apenas 8.000 cópias – número 15 vezes menor que os 120 mil vendidos em 1990.[3][4][5][6][7]

Idealizada em 1959, por Dorita Barrett, herdeira da família Barrett, detentora da Enciclopédia Britânica, a Barsa foi a primeira enciclopédia brasileira, desenvolvida por um corpo editorial brasileiro e tendo o jornalista e escritor Antônio Callado como o redator-chefe da primeira edição.[3][4][5][6][7]

Uma das edições no acervo de uma biblioteca municipal no Piauí.

O nome Barsa é uma combinação entre os sobrenomes do casal Dorita Barrett (Bar) e seu marido, o então diplomata brasileiro, Alfredo de Almeida Sá (Sa). Até então, no mercado brasileiro só era possível encontrar enciclopédias em inglês, alemão ou francês. Quando lançada, a edição foi esgotada em 8 meses.[2][3][4][5][6][7]

Tipos de enciclopédia[editar | editar código-fonte]

Segundo o redator-chefe da primeira Barsa, Antonio Callado, há duas maneiras de fazer enciclopédias: uma delas seria a da enciclopédia “informativa”; a outra, da “persuasiva”. A primeira oferece ao leitor a maior quantidade possível de conhecimentos produzidos pela humanidade até o momento de sua publicação; a segunda, traz os mesmos conhecimentos mas está principalmente voltada para a transformação do leitor. Quer “mudar a visão que os homens têm do mundo”.[8]

A primeira Barsa era uma espécie de híbrido, pois era informativa, mas também pretendia uma difusão de idéias que estavam, muita vez, na vanguarda do conhecimento e que eram apresentadas sob o aspecto autoral. Dessa forma, a Barsa usou um recurso já utilizado por outras enciclopédias: divulgar as ideias dos grandes pensadores solicitando que os mesmos as escrevessem. Assim, o primeiro texto sobre psicanálise publicado na Brittanica foi produzido pelo próprio Sigmund Freud. Da mesma maneira, a primeira Barsa contava com verbetes feitos por intelectuais brasileiros renomados.[8]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Detalhes técnicos Barsa». brasil.planetasaber.com. Consultado em 2 de julho de 2018. 
  2. a b «Inimiga do 'Ctrl C + Ctrl V', Barsa segue fiel ao papel e lança nova edição». G1 
  3. a b c Millarch, Aramis (29 de novembro de 1987). «As bolsas que Dorita deixou na Britannica». Tabloide Digital. Consultado em 18 de fevereiro de 2017.. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2017 
  4. a b c Knapp, Inácio (22 de março de 2012). «Enciclopédias, livros, cartas e gentilezas». Revista Digital. Consultado em 18 de fevereiro de 2017.. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2017 
  5. a b c O Explorador (27 de fevereiro de 2013). «Dorita Barrett, criou a Barsa e descendia de um dos criadores da Britannica». Consultado em 18 de fevereiro de 2017.. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2017 
  6. a b c Duarte, Marcelo. «10 curiosidades sobre a Enciclopédia Britânica». Guia dos Curiosos. Consultado em 18 de fevereiro de 2017.. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2017 
  7. a b c Duarte, Marcelo (27 de março de 2012). «A trajetória histórica da Enciclopédia Britânica». Guia dos Curioso. Consultado em 18 de fevereiro de 2017.. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2017 
  8. a b Enciclopédia Barsa 1973, pp. 8-11.