Bell Puã

Isabella Puente de Andrade (Recife,12 de outubro), conhecida pelo nome artístico de Bell Puã, é uma cantora, compositora, atriz e poeta brasileira.
Graduou-se em História pela UFPE, onde também concluiu o mestrado em História Ambiental, tendo estudado sobre o mangue e suas relações com os seres humanos entre 1930 e 1950 na cidade do Recife.
Enquanto poeta, venceu a primeira edição da Batalha de poesia falada Slam das Minas de Pernambuco, em 2017. No mesmo ano, foi a vencedora do Slam BR, disputado em São Paulo. Com a vitória, tornou-se a representante do Brasil na Copa do Mundo de Slam de 2018, em Paris. Foi uma das artistas convidadas da Festa Literária Internacional de Paraty de 2018.
| Bell Puã | |
|---|---|
| Nascimento | 12 de outubro de 1993 Recife |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | artista |
Em 2018, lançou o seu primeiro livro: É que dei o perdido na razão (editora Castanha Mecânica). Em 2019, lançou seu segundo livro, Lutar é Crime (editora Letramento, 2019), que foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura no ano de 2020. Ainda em 2019, venceu o Prêmio Malê de Literatura escrevendo o conto "Mama África é mar solteira".
Em 2024, lançou seu terceiro livro: "Nossa História do Brasil: Pindorama em poesia" (Litteralux). Ainda em 2024, venceu o Prêmio Conceição Evaristo de Literatura (Fundação Palmares) com o conto "Cabeça Feita: um conto afrofuturista". Em 2025, a artista lançou seu primeiro livro infantil, chamado "Não há nada como o Mangue" (editora Pó de Estrelas). Em 2026, lançou o livro "À Mente que Sabe" (editora Letramento).
Em seus caminhos na música, Bell Puã participou do disco “Manual de sobrevivência para dias mortos”, do artista pernambucano China (2019)[1] e do disco “Do meu coração nu”, do também pernambucano Zé Manoel (2020).[2] Em 2021, lançou seus primeiros singles solo: "Dale" e "Bloco de Notas". Em 2024, lançou seu primeiro EP, intitulado "Jogo de Cintura", onde a artista explora durante as seis faixas um trabalho cujas referências são ancoradas no Drill e no Trap, porém dialogando com outras referências de ritmo, sobretudo os regionais de Pernambuco, local de nascimento da artista. A poética da autora se faz presente desde as melodias elegantes atreladas à caneta afiada, como de costume. Perspectivas de raça, gênero e território são temáticas presentes não só no EP, como também em toda a sua produção artística.
Obras Literárias
[editar | editar código]2018 - É que dei o perdido na razão (Editora Castanha Mecânica) [3]
2019 - Lutar é crime (Editora Letramento)[4]
2024 - "Nossa História do Brasil: Pindorama em poesia" (Editora Litteralux)[5]
2025 - Não há nada como o Mangue (Editora Pó de Estrelas)[6]
2025 - À Mente que Sabe (Editora Letramento)[7]
Antologias literárias
[editar | editar código]2019 - No entanto: dissonâncias (Editora Castanha Mecânica)[8]
2019 - Ninguém solta a mão de ninguém - manifesto afetivo de resistência e pelas liberdades (Editora Claraboia)[9]
2019 - Querem nos calar - poemas para serem lidos em voz alta [Organização: Mel Duarte] (Editora Planeta)[10]
2020 - Um pé de ancestralidade (Editora Malê)
2021 - As 29 poetas hoje [Organização: Heloisa Buarque de Hollanda] (Companhia das Letras)
2021 - O poema se chama política (Editora Titivillus)
2024 - Mulher fala o que quiser [Organização: Claudete Daflon] (Editora Pangeia)
Música
[editar | editar código]2024 - EP Jogo de Cintura
Prêmios
[editar | editar código]2017 - Slam das Minas Pernambuco
2017 - Slam BR
2019 - Prêmio Malê de Literatura
2020 - Prêmio Jabuti de Literatura (finalista)
2024 - Prêmio Conceição Evaristo de Literatura (Fundação Palmares)
Referências
- ↑ Pernambuco, Diario de; Pernambuco, Diario de (31 de maio de 2019). «Novo album do pernambucano China e um manual para tempos dificeis: O Brasil parou de sorrir». Diario de Pernambuco. Consultado em 18 de junho de 2021
- ↑ «Zé Manoel canta 'História antiga' em single que endossa o requinte do compositor». G1. Consultado em 18 de junho de 2021
- ↑ Com amor e pé na porta, Bell Puã lança primeiro livro no sábado (14). Por Aqui, 12 de julho de 2018
- ↑
- ↑ Bento, Emannuel (24 de outubro de 2024). «Bell Puã reconta história sob perspectiva afroindígena em novo livro de poesias». JC. Consultado em 27 de março de 2026
- ↑ «Manguezais inspiram primeiro livro infantil ilustrado da recifense Bell Puã, lançado neste sábado (6)». Brasil de Fato. 5 de dezembro de 2025. Consultado em 27 de março de 2026
- ↑ «Bell Puã lança "À Mente que Sabe", seu novo livro de poesias, nesta quinta-feira (12)». www.folhape.com.br. Consultado em 27 de março de 2026
- ↑
- ↑
- ↑