Belzebu
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Belzebu (nome derivado de Baal Zebul ou Baalzebub, também referido por Belzebuth; em hebraico: בַּעַל זְבוּב, Baʿal Zəvûv; em árabe: بعل الذباب, Ba‘al adh-dhabâb) é uma divindade nas mitologias filisteia e cananeia, anteriormente adorado em Ekron, e mais tarde adotado por algumas religiões abraâmicas como um grande demônio. O nome Belzebu está associado ao deus cananeu Baal.
Origem mitológica
[editar | editar código]Beelzebub tem sua origem no deus cananeu Baal Hadad, uma importante divindade das religiões cananeia e fenícia, associada à tempestade, fertilidade e agricultura. O termo “Baal” é um título semítico que significa “Senhor” e era aplicado a várias divindades locais. Uma forma relacionada é Baal Zebul, cujo significado é geralmente interpretado como “Senhor exaltado” ou “Príncipe Senhor”, sendo provavelmente um título honorífico atribuído a Baal.
Na Bíblia hebraica, aparece a forma Baal Zebub, associada à cidade filisteia de Ecrom (2 Reis 1:2–3). O nome significa literalmente “Senhor das Moscas”, e muitos estudiosos consideram essa forma uma alteração pejorativa do título original “Baal Zebul”, refletindo a oposição religiosa entre os israelitas e os cultos cananeus e filisteus. Durante o período do judaísmo do Segundo Templo e posteriormente no cristianismo, o nome evoluiu para Beelzebul, passando a ser interpretado como uma entidade demoníaca e identificado no Novo Testamento como um dos príncipes dos demônios. Essa transformação reflete o processo pelo qual antigas divindades pagãs foram reinterpretadas como demônios nas tradições monoteístas posteriores.
No cristianismo
[editar | editar código]Para o cristianismo moderno, Belzebu é um dos nomes do diabo. Na demonologia cristã, ele é um dos sete príncipes do inferno e a personificação do segundo pecado, a gula, tal como era visto na Idade Média. No Dictionnaire Infernal, é descrito como o "Príncipe dos Demônios, Senhor das Moscas e da Pestilência, Mestre da Ordem".