Benjamin Henry Latrobe

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Benjamin Henry Latrobe
Nascimento 1º de maio de 1764
Fulneck Moravian Settlement
Morte 3 de setembro de 1820
Nova Orleães
Cidadania Estados Unidos
Ocupação arquiteto
Magnum opus Hammerwood Park
Movimento estético arquitetura neogrega
Causa da morte febre amarela
Latrobe Gate.

Benjamin Henry Boneval Latrobe (1º de maio de 1764 - 3 de setembro de 1820) foi um arquiteto ianque nascido britânico melhor conhecido por desenhar o Capitólio dos Estados Unidos, bem como seu desenho da Basílica de Baltimore, a primeira Catedral Católica construída nos Estados Unidos da América.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho do reverendo Benjamin Latrobe e Anna Margaretta Antes. Com 12 anos foi enviado para Niesky a fim de estudar, e com 18 anos iniciou a viajar pela Alemanha, e então ingressou no exército da Prússia. Depois de servir fez o Grand Tour europeu, e tornou-se fluente em várias línguas. Em 1784 estava na Inglaterra novamente, e começou a aprender engenharia e arquitetura com John Smeaton e S.P. Cockerell. Foi indicado Supervisor de Obras Públicas de Londres em 1790 e no ano seguinte partiu para uma carreira privada, recebendo várias encomendas. No mesmo ano casou com Lydia Sellon, tendo dois filhos. No nascimento de seu terceiro filho, a esposa morreu. Então sua situação financeira se tornou difícil, ele teve um colapso nervoso e decidiu emigrar para a América.[1]

Chegou à Virginia em 1796 depois de uma viagem cheia de problemas, passado fome. Logo recebeu a encomenda de construir a William Pennock House, e se tornou amigo do sobrinho de George Washington, conhecendo outras figuras eminentes. Sua primeira grande obra nos Estados Unidos foi a penitenciária de Richmond, que incluía muitas características inovadoras, seguindo os ideais de reforma social de Thomas Jefferson. Também reformou a antiga mansão do governador da Virginia, Sir William Berkeley. Depois de um ano estava esgotado e sentindo-se solitário. Por conselho de Giambattista Scandella mudou-se para a Filadélfia, onde apresentou o projeto de uma nova sede para o banco local, mas a cidade estava agitada pela política e não pareceu acolhedora. Voltou a Virginia e ali permaneceu até 1798, quando o presidente do Banco da Filadélfia o convocou para realizar o projeto, que se tornou o primeiro prédio da Renascença Grega nos Estados Unidos. Fixando-se ali, ingressou na American Philosophical Society, onde fez muitos amigos e contribuiu com vários estudos. Depois de construir vários projetos bem sucedidos, sua reputação estava consolidada.[1]

Então estreitou seus laços com Jefferson e colaborou com ele no projeto da Universidade da Virgínia, que hoje é Patrimônio Mundial. Jefferson também o indicou como Supervisor dos Edifícios Públicos dos Estados Unidos, e passou muito dos próximos catorze anos trabalhando em projetos em Washington, D.C. Nessa função ele detinha poder sobre todos os arquitetos do país que estavam a serviço do governo. Ao contrário de Jefferson, Latrobe estimava a arquitetura grega mas não a romana, considerando-a rústica e confusa. Disse que "os dias da Grécia podem ser revividos nas terras da América, e Filadélfia se tornará a Atenas do mundo ocidental". Assim sua influente posição direcionou o Neoclassicismo norteamericano para a arquitetura grega, a ponto de toda esta fase ser conhecida ali como a Renascença Grega. Também foi influenciado pela arquitetura palladiana e pelo neogótico. Mais tarde em sua vida, Latrobe trabalhou em projetos hidrográficos em New Orleans, onde faleceu vítima de febre amarela. Ele hoje em dia é lembrado por muitos como o "Pai da Arquitetura Americana".

Obras[editar | editar código-fonte]

Entre suas obras se destacam o prédio do Segundo Banco dos Estados Unidos, a reconstrução do Capitólio a partir de desenhos de William Thornton, destruído na guerra de 1812 (e depois de Latrobe largamente modificado), a casa de Martin Brau, hoje o Museu Taft, e a Latrobe Gate[2]

Referências

  1. a b Hamlin, Talbot. Benjamin Henry Latrobe. Oxford University Press, 1955.
  2. Vickers, Anita. The new nation: American popular culture through history. Greenwood Publishing Group, 2002. pp. 71-87

Ver também[editar | editar código-fonte]

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