Bico-de-lacre-comum

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Bico-de-lacre-comum
Bico-de-lacre-comum
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante [1]
Classificação científica
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Sub-reino: Metazoa
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Infrafilo: Gnathostomata
Superclasse: Tetrapoda
Classe: Aves
Subclasse: Neognathae
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Família: Estrildidae
Género: Estrilda
Espécie: E. astrild
Nome binomial
Estrilda astrild
Linnaeus, 1758

O bico-de-lacre-comum[2] (nome científico: Estrilda astrild), também conhecido como bico-de-lacre-de-santa-helena, é uma pequena ave, pertencente à família Estrildidae.[3] É nativo da África subsaariana, mas com extensão de ocupação estimada de 10.000.000 km².[4]

Introdução em Portugal[editar | editar código-fonte]

Esta espécie foi introduzida em Portugal, na década de 1970, e existe actualmente em grande quantidade. O primeiro foco de dispersão ocorreu já em 1968, quando a espécie foi inserida na lagoa de Óbidos.[5]

Presentemente, é uma espécie popular e de fácil adaptação em cativeiro.

Introdução no Brasil[editar | editar código-fonte]

Foi introduzida no Brasil pelos marinheiros dos navios mercantes portugueses da rota da Índia que atravessavam o Atlântico. Soltas, essas aves proliferaram abundantemente e hoje são encontradas em bandos nos capinzais do Sul, Sudeste, Norte, no Nordeste (nos meses de abril e maio) em maior quantidade, e no Centro-Oeste brasileiros.

Características[editar | editar código-fonte]

Morfofisiologia[editar | editar código-fonte]

É um pássaro pequeno que mede cerca de 11 a 13 centímetros de comprimento e 12 a 14 centímetros de envergadura. Tem um peso de 7 a 10 gramas. Apresenta uma cor acastanhada mais escura no dorso e é mais acinzentado na região do peito. Tem o bico vermelho-vivo e uma risca vermelha à volta dos olhos e no peito. Os machos e fêmeas são idênticos, mas os machos têm uma cor mais vermelha no peito, diferenciando-se pela cor preta na base inferior da cauda, que na fêmea é de tom acastanhado.

Comportamento[editar | editar código-fonte]

O bico-de-lacre convive com pássaros de outras espécies do mesmo porte. Podem ser encontrados em bandos. É uma ave calma e colonial.

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Estrilda astrild,

São aves granívoras[5]. Têm uma alimentação variada, embora deva haver maior abundância de painço ou outros grãos quejandos. Não apreciam insectos, embora se alimentem de alguns ocasionalmente[5], em especial na época de reprodução, quando precisam de mais proteínas.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Estrilda astrild MHNT

O casal constrói o ninho, oval ou esférico, geralmente com capim gordura, mas também com penas e algodões. A postura normal é de 3 a 5 ovos durante o ano, excluindo os meses mais frios. Os ovos são incubados em onze a treze dias, pelo casal. Os filhotes têm desenvolvimento lento, se comparados a outras espécies: permanecem no ninho cerca de vinte e um dias e somente em três semanas se alimentam sozinhos. Os jovens têm uma plumagem incompleta e o bico preto. Algumas semanas depois o bico vai ficando vermelho começando da região das penas perto dos olhos até a a ponta do bico.

Distribuição, conservação e habitat[editar | editar código-fonte]

O habitat desta espécies de pássaros é variado, podendo ir de paisagens abertas, campos, até áreas urbanas.

A introdução em Portugal obteve sucesso, sendo que existem povoações expressivas desta ave tanto a Norte como a Sul do país, mormente nas zonas costeiras, destacando-se mais concretamente as povoações dos estuários do Cávado, do Lima, do Tejo e do Sado; as das lagoas de Óbidos, de Quiaios, da Ervedeira, da Urgeiriça, de Albufeira e das Dunas Douradas e, ainda, as dos pauis do Boquilobo, da Barroca e de Lagos.[5]

Não há registro de extinção da espécie, cuja expansão se dá, também, pelo facto de ser introduzida.

Interessante notar, no Brasil, a íntima relação dessa ave com um capim africano, também introduzido, o chamado "capim gordura", "Melinis minutiflora" que serve de alimentação e também para a elaboração dos ninhos.

Fotos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. BirdLife International (2018). «Estrilda astrild». IUCN Red List of Threatened Species. doi:10.2305/IUCN.UK.2018-2.RLTS.T22719574A131995211.en. Consultado em 25 de dezembro de 2021 
  2. Infopédia. «bico-de-lacre | Definição ou significado de bico-de-lacre no Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Infopédia - Dicionários Porto Editora. Consultado em 22 de junho de 2021 
  3. Frank Gill & David Donsker (Eds) (8 de janeiro de 2017). «Waxbills, parrotfinches, munias, whydahs, Olive Warbler, accentors & pipits» (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2017 
  4. BirdLife International (2004). Estrilda astrild (em inglês). IUCN 2006. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2006 . Página visitada em 06.11.2007.
  5. a b c d «Bico-de-lacre (Estrilda astrild)». www.avesdeportugal.info. Consultado em 22 de junho de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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