Caminho de ferro de Mormugão

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O Caminho de ferro de Mormugão (1887–1961) foi uma ferrovia com uma extensão total de 82 km que ligava o porto de Mormugão, então no Estado da Índia, à estação de Castle Rock, na Índia Britânica, onde entroncava coma linha da Southern Mahrata Railway Company, permitindo as comunicações ferroviárias entre o então território português de Goa e a Índia Britânica. A linha foi construída e estava concessionada à Western India Portuguese Guaranteed Railways Company (que depois operou com o nome de West of India Portuguese Railway) e funcionou até à anexação de Goa pela União Indiana, sendo então integrada na rede nacional indiana.

A construção da linha foi titulada por contrato assinado a 18 de Abril de 1881 entre o governo do Estado da Índia e um grupo de financeiros britânicos. O contrato determinou as condições de abertura, prazos de acabamento, número e localização das estações a criar e forma de exploração da linha de caminho de ferro deveria ligar o porto de Mormugão, então já com um intenso movimento marítimo, com a linha férrea da Índia Inglesa que descia paralelamente à costa desde Bombaím ao sul do subcontinente indiano.

Depois de múltiplos problemas de construção, a exploração iniciou-se a 15 de Janeiro de 1887, autorizada pela Portaria n.º 131 do Governador-Geral do Estado da Índia, Augusto César Cardoso de Carvalho, que autorizava o funcionamento do troço que se encontrava quase pronto, entre Mormugão e Collém, localidade situada perto da fronteira com a Índia Britânica.[1] A ligação à rede da Índia Britânica ocorreu em 1888, ano em que a ferrovia entrou em plena exploração.

A exploração da linha atravessou tempos muito difíceis, com deficits de exploração sucessivos que tiveram de ser cobertos pelo magro orçamento do Estado da Índia, em boa parte causados pelas dificuldades aduaneiras com a Índia Britânica e com as guerras comerciais com as empresas ferroviárias britânicas que faziam melhores preços para encaminhamento das mercadorias para o porto de Bombaím via Poona. Depois de vários contratos adicionais, todos eles onerosos para o Estado Português, a concessão foi dada por terminada a 31 de Março de 1961, tendo Portugal pago na altura um resgate de 1 107 541 libras britânicas à Western India Portuguese Guaranteed Railways Company.[2]

Após o termo da concessão, a linha foi administrada pela Junta Autónoma dos Portos e Caminhos de Ferro do Estado da Índia, criada pelo Decreto-Lei n.º 43 517, de 25 de Fevereiro de 1961,[3] mas essa administração foi efémera já que em Dezembro desse ano a União Indiana invadiu o território e incorporou a linha na Indian Railways.

Notas

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