Canais de Amesterdã

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Pix.gif Zona dos Canais Concêntricos do Século XVII no Interior do Singlegracht em Amesterdão *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Amsterdam airphoto.jpg
Foto aérea dos Canais de Amesterdã
País  Países Baixos
Tipo Cultural
Critérios i, ii, iv
Referência 1349
Região** Europa e América do Norte
Coordenadas 52° 21′ 54″ N, 4° 53′ 16″ L
Histórico de inscrição
Inscrição 2010  (34ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

Os Canais de Amesterdã (português brasileiro) ou Amesterdão (português europeu) é um conjunto de canais concêntricos em Amesterdã. A capital da Holanda, é chamada de Veneza do Norte por seus mais de 100 quilômetros de canais, cerca de 90 ilhas e 1500 pontes[1][2][3][4]. Os três principais canais, Herengracht, Prinsengracht, e Keizersgracht, cavados no século XVII durante a Idade de Ouro Holandesa, formam cinturões concêntricos ao redor da cidade, conhecidos como Grachtengordel.[5] Ao longo dos canais existem 1550 monumentos.[6] A área de canais do Século XVII, incluindo Prinsengracht, Keizersgracht, Herengracht e Jordaan, foram incluídas na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO em 2010.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Muito do sucesso do sistema de canais de Amsterdã deve-se ao [[planejamento da cidade. No começo do Século XVII, com a alta imigração, um plano foi posto em ação, consistindo de quatro meios-círculos principais, concêntricos com término na Baía de Amsterdã. Conhecido como "grachtengordel" [7] três dos canais foram usados mais como desenvolvimento residencial (Herengracht ou Canal dos Patrícios; Keizersgracht ou Canal do Imperador; e Prinsengracht ou Canal do Príncipe) e um quarto, mais externo, Singelgracht, para propósitos de defesa e manejo da água. O plano também visava interconectar os canais em torno de um raio; um conjunto de canais paralelos no bairro de Jordaan; a conversão de um canal perimetral interno já existente (Singel) com propósito defensivo alterando-o para fins comerciais e residenciais; e mais de 100 pontes. O propósito defensivo do Nassau/Stadhouderskade foi servido por um fosso e diques, com comportas de trânsito mas sem superestruturas de alvenaria.[8]

A construção avançou de oeste para leste, em toda a largura do layout, como um limpador de para-brisa gigantesco, como o historiador Geert Mak o chama - não do centro para fora como diz um mito popular.[9] A construção do setor noroeste foi iniciada em 1613 e concluída por volta de 1625. Após 1664, a construção no setor sul foi iniciada, embora lentamente devido ao clima econômico. A parte oriental do plano concêntrico do canal, cobrindo a área entre o rio Amstel e a Baía de IJ, não foi implementada por um longo tempo. Nos séculos seguintes, o terreno foi destinado principalmente para parque, jardim botânico, lares para idosos, teatros e outras instalações públicas, e também para hidrovias.[9]

Canais famosos do cinturão de canais[editar | editar código-fonte]

  • Singelgracht
  • Herengracht
  • Keizersgracht
  • Prinsengracht
  • Zwanenburgwal
  • Brouwersgracht
  • Kloveniersburgwal
  • Brantasgracht
  • Lamonggracht
  • Majanggracht
  • Seranggracht

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Planos[editar | editar código-fonte]

Desde a construção dos canais, estes foram planejados para se conectaram do Norte ao centro da cidade. Em 1999, o plano foi terminado.

Referências

  1. «Amsterdam Hotspots». Consultado em 21 de julho de 2013 
  2. «Informação ao Turista de Amesterdã». Consultado em 21 de julho de 2013 
  3. «World Executive City Guides». Consultado em 21 de julho de 2013 
  4. «WorldMayor.com». Consultado em 21 de julho de 2013 
  5. a b «Amsterdamse grachten» (em neerlandês). Waterschap AGV. Consultado em 18 de setembro de 2021 
  6. «Monumenten Amsterdam». Consultado em 21 de julho de 2013 
  7. «Grachtengordel». Consultado em 22 de julho de 2013 
  8. Taverne, E. R. M. (1978). In ‘t land van belofte, in de nieue stadt: ideaal en werkelijkheid van de stadsuitleg in de Republiek, 1580-1680 (In the land of promise, in the new city: ideal and reality of the city lay-out in the [Dutch] Republic, 1580-1680). Maarssen: Schwartz. ISBN 90-6179-024-7 
  9. a b Mak, Geert (1995). Een kleine geschiedenis van Amsterdam. Amsterdã/Antuérpia: Uitgeverij Atlas. ISBN 90-450-1232-4 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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