Cerâmica Sue

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Grés Sue com esmaltação natural parcial feita por cinzas, do final do período Kofun, do século 6
Vaso de cerâmica escavado na Província de Aomori, datando do período Kofun
Frasco de cerâmica com decoração de aves, também do Período Kofun

Cerâmica Sue (須恵器, sueki?) é um tipo de produção de cerâmica de cor cinza-azulada feita em forno alto, produzida no Japão e no sul da Coreia durante os períodos Kofun, Nara e Heian da história Japonesa. Ela era utilizada inicialmente para objetos rituais e funerários, e se originou a partir dos Mongóis que vinham da Coreia para a ilha de Kyushu.[1] Embora as raízes de Sueki possam ser traçadas até a China antiga, o seu precursor direto é a cerâmica acinzentada dos Três Reinos da Coreia.[2]

História[editar | editar código-fonte]

O termo Sue foi cunhado na década de 1930 pelo arqueólogo Shuichi Goto, a partir de uma referência a recipientes mencionados na antologia de poesia clássica japonesa Man'yōshū, lançada no século XVIII.[3] Anteriormente, os termos iwabe doki ou chosen doki eram mais comuns para se referir à cerâmica.[4]

Acredita-se que a cerâmica Sue se originou no século V ou VI, na região Kaya do Sul da Coreia, e foi levado para o Japão por imigrantes artesãos. Ele foi contemporâneo à cerâmica nativa Japonesa Haji, que era mais porosa e de cor avermelhada. A cerâmica Sue era feita de bobinas de barro batido e alisadas ou esculpidas na forma desejada e, em seguida, era queimada em um forno com atmosfera reduzida em oxigênio, atingindo mais de 1000 °C. A grés resultante num geral não era vidrada, mas às vezes apresenta uma vidração acidental parcial feita a partir de cinzas, que derretiam e escorriam na superfície das peças de cerâmica enquanto elas estavam no forno.[5]

A cerâmica Sue foi produzida em vários locais ao redor do Japão, incluindo o sul de Osaka, ao longo da costa do Mar Interior de Seto e partes do leste deHonshu. A técnica era usada nas telhas do telhado dos templos provinciais do sistema Kokubunjierguidos no período Nara. Por volta do final do início do século 7, a sua posição como um produto de elite foi decaindo por conta da produção em massa e pela importação de cerâmicas tricolores provenientes da da China governada pela dinastia Tang. No período Heian, Sue já tinha se tornado cerâmica para produzir recipientes utilitários, e se tornou o antepassado de um número de técnicas regionais de cerâmica ao redor de todo o Japão.[6][7][8]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Pottery — MSN Encarta. Arquivado do original em 31 de outubro de 2009 
  2. The Metropolitan Museum of Art [1]
  3. Richard Louis Edmonds; et al. Japan, §IX: Ceramics. Col: Grove Art Online. [S.l.]: Oxford University Press 
  4. 1949-, Wilson, Richard L., (1995). Inside Japanese ceramics : a primer of materials, techniques, and traditions 1st ed ed. New York: Weatherhill. ISBN 0834804425. OCLC 32589793 
  5. Arts., Honolulu Academy of (2005). Yakimono : 4000 years of Japanese ceramics. Honolulu: Honolulu Academy of Arts. ISBN 0937426679. OCLC 60566492 
  6. Inc., TYGO,. «Japan Pottery Net / Ceramic's profile | Bizen Ware». www.japanpotterynet.com (em japonês). Consultado em 14 de novembro de 2017. 
  7. «Bizen - History». Explore Japanese Ceramics (em inglês) 
  8. «History of Bizen ware». www.touyuukai.jp. Consultado em 14 de novembro de 2017.