Charles Brabin

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Charles Brabin
Nome completo Charles Joseph Brabin
Outros nomes Charles J. Brabin
Charles R. Brabin
Nascimento 7 de abril de 1882
Liverpool, Inglaterra
Nacionalidade Inglaterra Inglesa
Estados Unidos Estadunidense
Morte 3 de novembro de 1957
Santa Mônica, Califórnia, EUA
Ocupação cineasta
roteirista
Cônjuge Theda Bara (2 de julho de 1921 - 7 de abril de 1955) [1]
IMDb: (inglês) (português)

Charles J. Brabin (7 de abril de 1882, Liverpool, Inglaterra3 de novembro de 1957, Santa Mônica, Califórnia) foi um cineasta e roteirista nascido na Inglaterra mas radicado ao cinema estadunidense[2] que iniciou na era muda, estendendo sua carreira até a era sonora. Dirigiu mais de 100 filmes entre 1911 e 1934, escreveu mais de 20 roteiros e atuou em 6 filmes.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Liverpool, Inglaterra, foi educado no St. Francis Xavier's College. Foi para Nova Iorque no início dos anos 1900, tentando vários trabalhos, entre eles a atuação teatral. Atuou na peça The College Widow, entre 20 de setembro de 1904 e maio de 1905.[3]

Ingressou no Edison Studios por volta de 1908, inicialmente atuando, depois escrevendo roteiros e dirigindo. Como ator, seu primeiro filme foi The Lost Handbag, em 1909, para o Edison Studios,[4] seguindo-se outros 3 filmes para o mesmo estúdio, entre eles His First Commission, em 1911, em que interpreta Abraham Lincoln.[5] Em 1915, ainda atuou em um filme da Essanay Studios. Só voltaria a atuar em 1942, no filme I Married an Angel, em que faz um pequeno papel não-creditado.[6]

Sua primeira direção foi para o Edison Studios, em 1911, no filme The Awakening of John Bond.[7] Notabilizou-se, também, por ser o diretor do primeiro seriado estadunidense, produzido pelo Edison Studios, What Happened to Mary, em 1912.

Sua única produção independente,[8] Driven (1923)[9] foi saudado como uma obra de arte pelos críticos contemporâneos. Mediante essa fama, ele foi escolhido para dirigir o épico Ben-Hur e começou a filmar na Itália, em 1923, mas após vários atrasos na produção onerosa e um percalço na filmagem que supostamente matou vários figurantes italianos, ele foi substituído pelo diretor Fred Niblo.[10] [11] Entre os vários romances que dirigiu para o cinema destacam-se, em 1923, Six Days,[12] baseado na obra de Elinor Glyn, para a Goldwyn Pictures Corporation; em 1924, So Big, baseado no romance de Edna Ferber, para a First National Pictures; em 1927, The Valley of the Giants, baseado na obra de Peter B. Kyne, também para a First National; em 1925, para a Universal Pictures Stella Maris, baseado na obra de William J. Locke.

Sua última direção foi A Wicked Woman, para a Metro-Goldwyn-Mayer, em 1934.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Em 1921, Brabin casou com a vamp do cinema mudo, a estrela Theda Bara, que ele havia dirigido em Kathleen Mavourneen (1919) e La Belle Russe (1919), permanecendo casado até a morte dela, com câncer abdominal, em abril de 1955, tornando-se um dos raros casamentos duradouros de Hollywood.[13]

Morreu aos 75 anos em 3 de novembro de 1957, e está sepultado no Forest Lawn Memorial Park (Glendale).[10]

Filmografia parcial[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]