Claire Lacombe

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Claire Lacombe (4 de agosto de 1765-1809?), foi uma atriz em sua juventude, porém ficou mais conhecida por suas contribuições à Revolução Francesa. Embora apenas por alguns poucos anos, Lacombe foi uma revolucionária e uma das fundadoras da Sociedade das Republicanas Revolucionárias.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Lacombe nasceu na comuna de Pamiers, sudoeste da França. Tornou-se atriz muito jovem, e participou de produções teatrais nas províncias antes de chegar à Paris em 1792. Não chegou a fazer grande sucesso no teatro, nem estava inteiramente satisfeita com sua vida. A companhia teatral para a qual ela trabalhava apresentava-se de cidade em cidade, e às vezes nos castelos e casas de campo dos aristocratas. Isto provavelmente influenciou sua decisão de deixar a companhia e tornar-se uma revolucionária.

Vida revolucionária[editar | editar código-fonte]

Em Paris durante a Jornada de 10 de Agosto de 1792, Lacombe combateu ao lado dos rebeldes no ataque ao Palácio das Tulherias. Ela levou um tiro no braço mas continuou lutando, conquistando o epíteto de "Heroína do Dez de Agosto". Por sua bravura, ela recebeu uma "coroa cívica" dos fédérés vitoriosos.[1]

Lacombe tornou-se uma frequentadora assídua das reuniões no Clube dos Cordeliers, através das quais envolveu-se com os elementos mais radicais da Revolução. Em fevereiro de 1793, Lacombe e outra revolucionária, Pauline Léon, fundaram a Sociedade das Republicanas Revolucionárias.[2][3][4] Composta principalmente por mulheres da classe trabalhadora, a Sociedade agregou-se aos militantes sans-culottes e enragés mais radicais.[2] Funcionavam parte como um grupo de combate entre as feirantes de Paris, e empregavam táticas violentas para erradicar antirrevolucionários.[5]

Apesar do arraigado chauvinismo vigente em sua época, Lacombe conheceu uns poucos revolucionários que lutavam pelos direitos das mulheres. Um deles foi Théophile Leclerc, com o qual coabitou por algum tempo – até que ele a deixou para casar-se com Pauline Léon.[6]

Sob a vigência do Terror, os enragés foram suprimidos juntamente com a maioria dos outros grupos extremistas, incluindo a Sociedade das Republicanas Revolucionárias. O grupo de Lacombe tornara-se tão notório que a a Convenção baniu especificamente organizações femininas (30 de outubro de 1793).[5]

Impedida de exercer qualquer atividade política, Lacombe cogitou retornar à carreira artística. Em abril de 1794 foi presa quando se preparava para ir a um teatro em Dunquerque.[6]

Finalmente, Lacombe foi libertada em 20 de agosto de 1795[7].

Referências

  1. Godineau, p. 111.
  2. a b Fremont-Barnes, p. 385.
  3. Kelly, p. 102–103.
  4. Sokolnikova, pp. 145ff.
  5. a b Doyle, p. 420.
  6. a b Uglow, p. 309.
  7. Léopold Lacour, Les origines du féminisme contemporain : Olympe de Gouges, Théroigne de Méricourt, Rose Lacombe, 1900, p.413-414.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]