Conquista sassânida do Egito

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Conquista sassânida do Egito
Parte das Guerra bizantino-sassânida de 602-628
(guerras bizantino-sassânidas)
Data 618621
Local Egito
Desfecho Vitória decisiva do Império Sassânida
Combatentes
Império Bizantino Império Sassânida Império Sassânida
Principais líderes
Nicetas Império Sassânida Sarbaro[1]

A Conquista sassânida do Egito foi uma das campanhas da guerra bizantino-sassânida de 602-628 realizada entre 618 e 621 e que terminou com a vitória dos sassânidas, que conquistaram a Diocese do Egito e ocuparam a província. A queda de Alexandria, a capital do Egito romano foi um dos grandes eventos da campanha liderada pelo grande general persa Sarbaro.

Contexto[editar | editar código-fonte]

O Cosroes II se aproveitou dos conflitos internos do Império Bizantino depois do golpe que derrubou o imperador Maurício e colocou Focas no trono para atacar as províncias romanas no oriente. Em 615, os persas já haviam expulsado os bizantinos do norte da Mesopotâmia, Síria e da Palestina. Determinado a erradicar o jugo romano na Ásia, Cosroes se voltou para a mais rica província oriental, o Egito, que era também o grande celeiro de grãos do império.[2]

Queda do Egito[editar | editar código-fonte]

A invasão persa do Egito começou em 617 ou 618, mas pouco se sabe dos detalhes, pois na época o Egito estava praticamente isolado do resto do império.[3] O exército persa marchou direto para Alexandria, onde o governador Nicetas, o primo de Heráclio, não conseguiu montar uma defesa eficaz. Ele e o patriarca calcedônio de Alexandria, João V, fugiram para Chipre.[2] De acordo com a "Crônica Cuzistã", Alexandria teria sido traída para os persas por um tal de Pedro em junho de 619.[4][5]

Depois da queda da capital, os persas gradualmente estenderam seu controle para o sul, seguindo o curso do Nilo.[3] As parcas operações de resistência mantiveram o exército ocupado, mas já em 621 a província estava sob controle.[6]

Consequências[editar | editar código-fonte]

O Egito permaneceria nas mãos dos persas por dez anos, governada a partir de Alexandria pelo general Sarbaro. Agora seguro no trono, Heráclio conseguiu reverter a situação e derrotou Cosroes, que ordenou que Sarbaro se retirasse do Egito. Quando ele se recusou, Heráclio inteligentemente ofereceu-se para ajudar o general a tomar para si o governo persa, semeando a desunião entre os persas. Eles chegaram num acordo e, no verão de 629, as tropas invasoras começaram a deixar o Egito.[1]

Referências

  1. a b Howard-Johnston 2006, p. 124.
  2. a b Frye 1993, p. 169.
  3. a b Greatrex 2002, p. 196.
  4. Greatrex 2002, p. 196; 235.
  5. Howard-Johnston 2006, p. 10, 90.
  6. Howard-Johnston 2006, p. 99.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Greatrex, Geoffrey; Lieu, Samuel N. C. (2002). The Roman Eastern Frontier and the Persian Wars (Part II, 363–630 AD). Londres: Routledge. ISBN 0-415-14687-9 
  • Frye, R. N. (1993). «The Political History of Iran under the Sassanids». In: Yarshater, Ehsan; Bailey, Harold. The Cambridge History of Iran (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 978-0-521-20092-9