Controvérsia da política de nome real do Facebook

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A controvérsia a respeito da política de nome real do Facebook brota do sistema de nome real da rede social Facebook ditar como as pessoas registram suas contas e configurm seus perfis de usuário. Pessoas incomodam-se ao serem afetadas negativamente quando estão na verdade usando seus nomes reais, mas o Facebook considera-os "falsos". Ao mesmo tempo, o site, segundo essas pessoas, permite que qualquer um possa criar perfis falsos com nomes plausíveis, ou nomes implausíveis mas que o Facebook não é capaz de detectar como sendo falso. O Facebook, além disso, proíbe os usuários de representar com exatidão nomes que, de acordo com o site, têm "muitas palavras", e proíbe a inicializar primeiros nomes, impedindo que os usuários que fazem isso na vida real a formatarem seus próprios nomes como bem entenderem.

Fundo[editar | editar código-fonte]

O site de rede social Facebook tem mantido a política de nomes reais para perfis de usuário. De acordo com o Facebook, a política de nome real brota do conceito de que "dessa forma, você sempre sabe com quem você está se conectando. Isso ajuda a manter a nossa comunidade segura."[1][2] Da mesma forma, de acordo com esta política, um "nome real" é definido por "seu nome real como seria apresentado no seu cartão de crédito, carteira de motorista ou carteira de estudante."[3] Em agosto de 2012, o Facebook estimou que mais de 83 milhões de Facebook contas eram falsas.[4] Como resultado dessa revelação, o preço das ações do Facebook caíram abaixo de US$20.[5] O Facebook afirmou que "a identidade autêntica é importante para a experiência do Facebook, e a nossa meta é que cada conta no Facebook represente uma pessoa real."[4]

Usuários afetados[editar | editar código-fonte]

Usuários LGBT[editar | editar código-fonte]

A política de nomes reais do Facebook não reflete nomes adotados ou pseudônimos da comunidade LGBT, e conduziu até à suspensão de usuários com nomes reais que podem ser pensados como falsos.[6] Um usuário começou a reportar, através do aplicativo móvel anônimo Secret, os "nomes falsos", focando especificamente em nomes de palco de drag queens, levando as contas a serem suspensas.[3][7]

Pessoas transexuais também foram afetadas pela política, incluindo um ex-funcionário do Facebook que iniciou o desenvolvimento das opções personalizadas de gênero no site. Sua conta foi suspensa no exato dia em que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu em Obergefell v.Hodges que as proibições de casamento do mesmo sexo eram inconstitucionais.[8][9] De acordo com o ativista de gêneros não-conformes D. Dragonetti, o Facebook desconsiderou mesmo a sua identificação do governo quando fornecida.[melhor fonte necessária][10]

Em 1º de outubro de 2014, Chris Cox, Diretor de Produtos no Facebook, ofereceu um pedido de desculpas para a comunidade LGBT, bem como drag queens e kings:

Nas duas semanas desde que os problemas da política de nome real vieram à tona, nós tivemos a chance de ouvir de muitos de vocês nessas comunidades e entender a política mais claramente como vocês a experimentam. Temos também compreendido quão doloroso isso tem sido. Devemo-lhes um melhor serviço e uma melhor experiência de uso do Facebook, e nós vamos corrigir a forma como esta política é manejada, para que todos os afetados aqui possam voltar a utilizar o Facebook como eram.[11]

Alter-egos virtuais[editar | editar código-fonte]

Artistas do mundo virtual, e donos de negócios online, também têm sido alvos do Facebook. Embora o uso de identidades baseadas em sites online como Second Life e o IMVU tenham sido desconversadas como jogo de RPG online, muitas pessoas geram renda no mundo real através dessas comunidades virtuais.[12]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Grinberg, Emanuella (18 de setembro de 2014). «Facebook 'real name' policy stirs questions around identity». CNN. Consultado em 21 de outubro de 2014 
  2. «What names are allowed on Facebook?». Facebook. Consultado em 21 de outubro de 2014 
  3. a b Levy, Karyne (1 de outubro de 2014). «Facebook Apologizes For 'Real Name' Policy That Forced Drag Queens To Change Their Profiles». Business Insider. Consultado em 21 de outubro de 2014 
  4. a b «Facebook: About 83 million accounts are fake». USA Today. 3 de agosto de 2012. Consultado em 4 de agosto de 2012 
  5. Dominic, Rushe (2 de agosto de 2012). «Facebook share price slumps below $20 amid fake account flap». The Guardian. Londres. Consultado em 4 de agosto de 2012 
  6. Barbara, Ortutay (25 de maio de 2009). «Real users caught in Facebook fake-name purge». The San Francisco Chronicle. Associated Press. Consultado em 22 de outubro de 2014 
  7. Holpuck, Amanda. «Facebook still freezing accounts despite apology to drag queens over 'real names.'». Consultado em 6 de março de 2015 
  8. Zip (27 de junho de 2015). «My name is only real enough to work at Facebook, not use on the site». Medium 
  9. Naith, Payton (28 de junho de 2015). «Woman responsible for Facebook gender options kicked off for violating real names policy». Pink News 
  10. Dragonetti, D. (20 de outubro de 2014). «Is Facebook easing up on its 'real names' policy—or cracking down?». The Daily Dot. Consultado em 23 de outubro de 2014 
  11. Cox, Chris (1 de outubro de 2014). «Chris Cox - I want to apologize to the affected community of drag...». Facebook. Consultado em 22 de outubro de 2014 
  12. Julia, Layton. «Can I make my living in Second Life?». HowStuffWorks