Cordão umbilical

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Cordão umbilical
Umbilicalcord.jpg
O cordão umbilical de um bebé nascido há três minutos. Foi aplicado um clampe.
Latim Funiculus umbilicalis
MeSH D014470

O cordão umbilical é um anexo exclusivo dos mamíferos que permite a comunicação entre o feto e a placenta.

É um longo cordão constituído por 2 artérias e uma vénula além de um material gelatinoso (substância/geleia de Wharton). Além da garantia de nutrientes, é responsável pela troca gasosa que é feita da seguinte maneira: o sangue que chega pela veia cava inferior (sangue oxigenado que veio da placenta) cai no átrio direito e daí diretamente para o átrio esquerdo através do forame oval, ou seja, não passa pelo ventrículo direito. Este sangue vai para o ventrículo esquerdo, que o bombeia para os vasos da cabeça e membros superiores.

O sangue, pouco oxigenado, que retorna da cabeça e membros superiores, chega através da veia cava superior ao átrio direito e, pela válvula tricúspide, cai finalmente no ventrículo direito e depois segue em direção à artéria pulmonar. Porém, ao invés de se dirigir aos pulmões (que ainda não estão em funcionamento) este sangue deságua na aorta descendente, caindo, por fim, nas artérias umbilicais e seguindo para a placenta para ser oxigenado e recomeçar o ciclo.

Resumindo, ao contrário do normal, a veia umbilical transporta sangue rico em oxigênio proveniente da placenta e as artérias carregam sangue pobre em oxigênio. Assim, já que os pulmões do feto não estão em funcionamento, a placenta é que fica responsável em fazer o papel deles.[1]

O cordão é formado a partir do saco amniótico (forma o epitélio do cordão), do alantoide (forma a veia e as artérias umbilicais) e da vesícula vitelínica. O feto fica dentro de uma bolsa cheia de líquido amniótico.

No endotélio e subendotélio da veia do cordão umbilical podem ser encontradas células-tronco mesenquimais. Essas células multipotentes ainda não têm sua função definida e, por um processo de diferenciação (ainda não bem definido), podem se transformar em outras células do corpo.

Referências

  1. Guyton, Arthur C.; Hall, John E., Fisiologia Humana e mecanismos da doenças. Sexta edição. Editora Guanabara Koogan.
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