Aurícula

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Em anatomia, as aurículas (português europeu) ou átrios (português brasileiro)[nota i] são duas cavidades do coração, localizadas uma em cada lado acima dos ventrículos, dos quais são separadas por válvulas cardíacas. São constituídas por tecido muscular estriado cardíaco. As aurículas recebem através das veias o sangue da grande e da pequena circulação, que não se misturam pois cada aurícula é separada da outra. A cada batimento cardíaco, as aurículas contraem-se primeiro, impulsionando o sangue para os ventrículos, o que corresponde à sístole auricular. Os ventrículos contraem-se posteriormente, bombeando o sangue para fora do coração para as artérias, o que corresponde à sístole ventricular.

Cada aurícula possui um pequeno apêndice forrado por músculo pectíneo, semelhante a uma orelha de animal, chamado de auriculeta (português europeu) ou aurícula (português brasileiro),[nota i][1] que é o maior responsável pela ejeção do sangue na diástole.

Aurícula direita[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Aurícula direita

A aurícula direita recebe o sangue venoso, pobre em oxigénio, proveniente das veias cavas e envia-o, através da valva tricúspide, para o ventrículo direito. O ventrículo direito contrai-se ulteriormente, bombeando o sangue para fora do coração pela artéria pulmonar para os pulmões.

Aurícula esquerda[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Aurícula esquerda

A aurícula esquerda recebe o sangue arterial, rico em oxigénio, proveniente das veias pulmonares e envia-o, através da valva mitral (ou bicúspide), para o ventrículo esquerdo. O ventrículo esquerdo contrai-se ulteriormente, bombeando o sangue para fora do coração pela aorta para todas as partes do corpo.

Doenças[editar | editar código-fonte]

Quando as aurículas apresentam disfunções podem tornar-se campos propícios à formação de trombos, coágulos de sangue que podem deslocar-se para outros órgãos causando problemas como embolias pulmonares e acidentes vasculares cerebrais. Os pacientes com este risco são tratados com substâncias antiplaquetárias como o ácido acetilsalicílico, ou anticoagulantes como a varfarina.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  • ↑nota i No Brasil, átrio é atualmente a forma preferida pela Sociedade Brasileira de Anatomia na sua Terminologia Anatômica, resultante da revisão de 2001 da Nomina Anatómica, enquanto o termo aurícula é usado para as estruturas forradas por músculo pectíneo adjacentes aos átrios.

Referências

  1. DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. (2001). Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar 3ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu. ISBN 8573798483 
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