Crudivorismo

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O crudivorismo (ou alimentação viva) é uma doutrina alimentar em que os alimentos consumidos são de origem agrícola e crus. Não alterando sua forma natural, defendendo a política nutricional de que cozer e/ou fritar devastaria a total capacidade nutritiva do alimento. Não inclui nenhum produto de origem animal.

Nesta doutrina, nada pode ser preparado cozido ao fogo, pelo fato de causar perda de nutrientes. São ingeridos necessariamente alimentos em sua forma natural, crus.

A alimentação crudívora, também chamada de "alimentação viva" ou "cozinha viva", é uma forma de alimentação baseada em alimentos crus, frutas frescas, vegetais, sementes, grãos germinados ou brotos como o trigo, arroz, cevada, centeio, aveia, lentilha, grão de bico, ervilha, alfafa e algas.

Crudívoros também costumam comer pequenas quantidades de sal em alimentos fermentados ou sais de melhor qualidade, além de óleos prensados a frio como o azeite de oliva. Diferentemente dos frugívoros, que comem apenas frutas e folhas e não utilizam condimentos.

Teoria[editar | editar código-fonte]

Visão Científica: Os alimentos crus são ricos em enzimas[carece de fontes?]. Podemos dizer que a alimentação crua é uma alimentação enzimática. Segundo a teoria crudívora, ao cozermos os alimentos (a partir de aproximadamente 40°C), destruiríamos as enzimas. Se comermos alimentos crus, evitaríamos a destruição das enzimas que a comida contém, facilitando assim a digestão e evitando gastar as nossas próprias reservas.

Segundo o Dr. Edward Howell, a falta de enzimas na comida cozida é ainda uma das maiores razões do envelhecimento e morte precoce[1] . É ainda a causa subjacente da maior parte das doenças[2] .

Se o nosso corpo está ocupado com a digestão de alimentos cozidos e a produção de enzimas para a saliva, suco gástrico, suco pancreático e sucos intestinais, então terá de diminuir a produção de enzimas para outros propósitos. Quando isto acontece, então como poderia o corpo produzir enzimas para o trabalho do cérebro, coração, rins, músculos e os outros órgãos e tecidos?

Esta falta de enzimas ocorreria na maioria da população mundial dos países civilizados que se alimenta de comida cozida[carece de fontes?]. Inclusive os animais domésticos alimentados cada vez mais de forma artificial e com alimentos cozidos sofreriam das mesmas doenças que nos atacam[carece de fontes?].

Visão Religiosa / Espiritual: Várias religiões e povos da antiguidade se utilizaram da alimentação majoritariamente ou estritamente crua. Essênios, alguns grupos da região da Índia, tibetanos, indígenas sul-americanos e rastafaris são alguns exemplos. É atribuída a esta dieta uma "leveza" maior do organismo e uma capacidade de autocura acelerada. Muitos praticantes da alimentação viva fazem lavagens intestinais e jejuns, como parte de uma desintoxicação acelerada em relação ao que foi consumido durante uma vida atual.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Alguns nutrólogos acreditam que manter a dieta crua a longo prazo pode causar deficiência de vitamina B12, presente apenas em alimentos de origem animal[carece de fontes?]. Além do mais, não existe nenhuma comprovação de que as enzimas dos alimentos ajudem na digestão. Também não há uma alteração significativa na quantidade de fibras nem de vitaminas[carece de fontes?]. O cozimento só reduz vitaminas solúveis em água, especialmente a C e a B9. [3] Contudo, há estudos relacionados que comprovam que pessoas com diferentes doenças (incluindo câncer) que se curaram com essa alimentação diferenciada.

Riscos de outras alimentações para a saúde[editar | editar código-fonte]

  • Intoxicação: Carne, peixe e frango podem ser contaminados por vírus, fungos ou bactérias se não forem refrigerados na temperatura correta. A contaminação pode resultar em uma intoxicação alimentar, gastroenterite ou diarreia.
  • Contaminação: Ovos de tênia ou os populares vermes são os maiores riscos do consumo de legumes e carne crua. A contaminação pode acontecer na produção e na manipulação dos alimentos.
  • Agrotóxicos: A pessoa crudivorista deve ter na rotina a limpeza dos alimentos antes de ingerir, mesmo com produtos orgânicos (que não são cultivados com nenhum tipo de substância tóxica). Os vegetais não-orgânicos que absorvem mais agrotóxico são o tomate, o morango e o pimentão [4] . Alimentos industrializados que não possuem o selo de Orgânico, são produzidos com alimentos cultivados com agrotóxicos.

Há diversos fatos científicos que comprovam a toxicidade dos agrotóxicos.[carece de fontes?]

Para retirar os agrotóxicos dos alimentos, os especialistas ensinam que deve-se deixar o alimento vivo vegetal imerso em proporção de 1 litro de água para 1 colher de sopa de água sanitária[carece de fontes?]. Os mitos do uso do vinagre, lavar com esponja ou deixar de molho em somente água são falsos[carece de fontes?].

Referências