Culex quinquefasciatus

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Culex quinquefasciatus

Culex quinquefasciatus
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Família: Culicidae
Subfamília: Culicinae
Tribo: Culicini
Género: Culex
Linnaeus, 1758
Subgénero: Culex
Espécie: Cx. quinquefasciatus
Nome binomial
Culex quinquefasciatus
Say, 1823
Sinónimos
Cx. fatigans
Cx. pipiens fatigam
Culex pungens

Culex quinquefasciatus é um espécie de mosquito pertencente ao género Culex, sendo um mosquito doméstico tropical, foi descrito originalmente em Nova Orleães, Estados Unidos da América. Sua distribuição geográfica ocorre na região tropical, mas é considerado cosmopolita. Ocorre, basicamente, nas porções meridionais da Ásia, na África, na Oceania e nas Américas, na faixa entre o sul dos Estados Unidos da América ao norte da Argentina, ocorrendo em todo Brasil.

Sua distribuição e abundância é fortemente dependente da presença humana, com maior quantidade quanto maior for o aglomerado humano e tornando-se raros à medida que a densidade humana diminui, não ocorrendo onde não há presença humana. São antropofílicos, procurando pessoas, dentro de suas habitações, para se alimentar, mas também são em menor grau ornitofílicas, se alimentando também de aves.

O ataque ao homem por este mosquito ocorre, obrigatoriamente, à noite, preferencialmente durante o repouso. Utilizam as residências humanas como abrigo durante o dia e à noite, mas só serão estimulados para a hematofagia no crepúsculo vespertino e à noite. Consegue alcançar até 22 000 m de distância para realizar hematofagia.[1]

Seu criadouro preferencial é composto de depósitos artificiais, no solo ou em recipientes, contendo água com muita matéria orgânica em decomposição e detritos, apresentando aspecto sujo e mau cheiro, muitas vezes em fermentação, poluída e turva, mas sempre próximo às habitações humanas. São muito beneficiados pelas alterações humanas realizadas no peridomiciliar. São muito encontrados em depósitos transitórios, geralmente sombreados, onde realizam a desova e criação, mas também utilizam águas paradas e poluídas no solo, como fossas, ralos, poços, cisternas e marcas de pneus ou de patas de animais. São coletados durante todo o ano, mas são mais frequentes nos meses quentes e chuvosos.

No Brasil, é normalmente a espécie de mosquito predominante dentro das casas. Apresentam grande preferência pelo interior das residências humanas, abrigando-se principalmente nos dormitórios e particularmente próximo ao seu horário de alimentação, mas também abrigando-se em baixo e atrás dos móveis e em sótãos ou porões.

No Brasil, é o vetor primário e principal da filariose bancroftiana e vetor secundário do vírus Oropouche. No Estado do Pará, o vírus Oropouche causou várias epidemias, assim como em 1991 em Rondônia. Já foi encontrado infectado, na natureza, com o vírus que causa encefalites, como dos tipos St. Louis, Oeste nos Estados Unidos da América e Venezuelana no Panamá.

É também o agente vector da febre do Nilo Ocidental.

No Nordeste brasileiro, os mosquitos da espécie Culex quinquefasciatus são conhecidos como muriçocas.

Notas e referências

  1. NEVES.David Pereira. et. al'.' Parasitologia Humana. 10.ed. São Paulo: Atheneu, 2000.

Referência bibliográfica[editar | editar código-fonte]