Disciplina (controle)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: se procura o ramo do conhecimento, veja disciplina.
Disambig grey.svg Nota: se procura a prática erótica, veja disciplina (sexo).
Ambox question.svg
Esta página ou seção carece de contexto (desde junho de 2015).

Este artigo (ou seção) não possui um contexto definido, ou seja, não explica de forma clara e direta o tema que aborda. Se souber algo sobre o assunto edite a página/seção e explique de forma mais clara e objetiva o tema abordado.

Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, comprometendo a sua verificabilidade (desde abril de 2017).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Wikitext.svg
Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde junho de 2015).
Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas.

Disciplina (do latim disciplina) é o ato de se controlar a alguém ou a si próprio.[1]

Parada militar em Daca, em Bangladesh: militares são profissionais que têm, como característica, a disciplina

Na escola[editar | editar código-fonte]

A disciplina na escola tem origem em três aspectos: a escola, o professor e o aluno:

  • a escola deve construir, em conjunto com professores e alunos, as regras de convívio e interação, pois são necessárias regras e normas que orientem seu funcionamento e a convivência entre os diferentes elementos que nela atuam. Nesse sentido, as normas podem ser compreendidas como condição necessária ao convívio social.
  • O professor deve construir uma aula significativa. Deve criticar a postura do aluno que ultrapassa os limites estabelecidos como necessários. Um dos fatores que mais estimula a indisciplina, ou a falta de consideração dos alunos ao professor, é a falta de coerência entre o que o professor diz e o que ele faz, entre os valores que ele tenta transmitir aos alunos e os que ele mesmo vive. Ou seja, os valores e atitudes cultivados numa escola precisam de ser incorporados por toda a equipe de profissionais; a incoerência entre a vivência desses valores pelos professores pode transmitir, aos alunos, uma visão distorcida dos valores que a instituição cultiva.
  • O aluno: muitas crianças têm uma criação familiar autoritária, estão acostumadas a serem surradas e a receberem severos castigos. Por esta razão, não conseguem viver em ambiente democrático. Mas também há muitos pais que acabam dando liberdade excessiva a seus filhos, criando-os indisciplinados, não conseguindo estes, então, conviver com obrigações rotineiras, e sentindo-se frustrados quando não são os centros das atenções.

Ou seja, as crianças precisam aderir às regras (que implicam valores e formas de conduta) e estas somente podem vir de seus educadores, pais ou professores. Os limites implicados por estas regras não devem ser apenas interpretados no seu sentido negativo, ou seja, o que não pode ser feito ou ultrapassado. Devem, também, ser entendidos no seu sentido positivo: o limite situa, dá consciência da posição ocupada dentro de algum espaço social – a família, a escola, a sociedade como um todo.

É mais fácil, para os alunos, seguirem regras que eles ajudaram a criar. Para definir regras de forma democrática, a classe toda discute, sob a condição de que todos aceitem o que a maioria decidir. Com a negociação de objetivos e regras com os alunos, estes vão, aos poucos, aprendendo a serem disciplinados, pois a disciplina é, de modo geral, um trabalho de todos em sala de aula. Constrói-se a melhor maneira de acordo com as necessidades. Cada atividade em sala de aula tem uma disciplina adequada a seu desenvolvimento.

A qualidade de uma instituição escolar depende em grande parte do modo pelo qual ela enfoca o processo de condução das atividades desenvolvidas em sala de aula e/ou laboratório: ou seja, não é somente na escola que se realiza o processo de ensino-aprendizagem, mas em qualquer lugar oportuno para se desenvolverem e promoverem os valores humanos nos alunos. Essa qualidade depende sobretudo da capacidade de os professores estimularem o esforço dos alunos.

No momento em que a criança aprende a administrar sozinha suas tarefas, quando necessário solicita a ajuda ao professor: assim, melhora suas competências e, desta maneira, as suas notas. Ela está na conquista de sua autonomia, passa por um aprendizado complexo e longo pelo qual a criança desenvolve a disciplina para dar conta de suas tarefas. Com isso, as crianças aprendem desde cedo a se organizar para chegar à autodisciplina.

A disciplina é um hábito interno que facilita, a cada pessoa, o cumprimento de suas obrigações. É um autodomínio. É a capacidade de se utilizar a liberdade pessoal, isto é, a possibilidade de atuar livremente, superando os condicionamentos internos e externos que se apresentam na vida cotidiana. Os diversos conceitos de indisciplina e disciplina estão ligados a vários meios: social, moral, intelectual, entre outros. O consenso entre diversos grupos poderá ser a melhor saída, e é importante[para..?] lembrarmos da fala de Paulo Freire: "Ninguém se disciplina sozinho. Os homens se disciplinam em comunhão, mediados pela realidade". Desse modo, a disciplina não deve ser imposta e nem tampouco os educadores e a família estão alheios a esta função: todos devem participar da formação dos novos cidadãos da sociedade.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 595.