Dreadlocks

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Dreadlocked rasta.jpg

Dreadlock ou lock-dread, rasta (em portugal) ou simplesmete dread, é um penteado na forma de mechas emaranhadas, ou uma forma de se manter os cabelos que se tornou famosa com o movimento rastafari.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Os primeiros registros do termo "dread" são da época da escravidão. Durante a travessia para outro continente, as pessoas eram mantidas presas uma nas outras, sem espaço para higiene pessoal e de organização do aspecto do cabelo, assim no desembarque os fios estavam embaraçados e crescidos em tufos.[1] Devido essa aparência, foram chamados pelos moradores da América do Norte com o termo "dreadful" (tradução terrível ou monstruoso). Este foi encurtado décadas depois para perder o tom pejorativo.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O dreadlock tornou-se famoso graças ao movimento rastafari, onde os seguidores não cortam e não penteiam os cabelos por motivos religiosos, baseando-se em citações do Velho Testamento da Bíblia.[2][3]:121 Mas, ao contrário do que se pensa, este não foi inventado no movimento rastafari ou por Bob Marley na década de 1970.[4]

Seu uso é tão antigo que não é possível determinar corretamente quando começaram a ser utilizados. Pois os cabelos humanos ficam emaranhados quando não são cortados ou penteados, é bem possível que os homens pré-históricos tivessem cabelos semelhantes ao dreadlock. Isso também se aplica a muitos povos antigos. Tribos antigas da Índia e da África usavam o dreadlock ou a trança, devido duas situações: costume local com a dificuldade de manter os fios no lugar e, para representar a ligação espiritual dos homens santos.[1] Este aspecto de cabelo também foi achado em múmias no Peru, datadas de 200 a 800 d.C., e de sacerdotes astecas, dos séculos XIV e XV, que atestam o uso dos cabelos em mechas emaranhadas.[1]

Muitas vezes, o dreadlock é um símbolo de devoção religiosa, tais como: na Etiópia sacerdote cristã copta; Na Índia seguidores da seita hindú sadhu, em homenagem à divindade Shiva; No Japão seguidores da filosofia rasta-budista; No Senegal seguidores da seita muçulmana Baye Fall; Na Nova Zelândia os maori; em tribos na Namíbia e Angola; Na filosofia Ascetismo, em não alterar a criação de Deus.[3]:124 [5]

Do preconceito à tendência[editar | editar código-fonte]

Talvez por fugir drasticamente dos padrões ocidentais de beleza, o usuário de dread pode ser vítima de preconceito, a ponto de ter problemas para conseguir emprego, sobretudo quando a atividade exige contato com um público mais conservador, que associa o estilo ao puro desleixo. Por outro lado, o uso de dreads é muito bem aceito em ambientes ditos alternativos ou ligados à contracultura [5] e, em diversas versões, com cabelos naturais ou fios sintéticos, acabou por ser apropriado pela indústria da moda.[6]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d «Do tradicional ao rastafari: conheça a história do dreadlock». Beleza Extraordinária. Penteados. Consultado em 2 de agosto de 2018. 
  2. Levítico 19: 27 e 21:5;Números, 6:5
  3. a b Byrd, Ayana; Tharps, Lori. Hair Story: Untangling the Roots of Black Hair in America
  4. «Dread: jovens desafiam os preconceitos e quebram tabus». Centro Universitário de Brasília. Jornalismo IESB. 17 de abril de 2015. Consultado em 2 de agosto de 2018. 
  5. a b Jovens com dreads desafiam preconceitos e quebram tabus. Adeptos dos cabelos trançados ocupam os postos de trabalho e provam que aparência nada tem a ver com capacidade. Por Nathalia Valente de Freitas. Jornalismo IESB, 12 de abril de 2013.
  6. De Brad Pitt a Cleo Pires: veja famosos que já usaram dreadlocks. 14 de agosto de 2015.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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