Eliezer Ben-Yehuda

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Eliezer Ben-Yehuda.

Eliezer Ben-Yehuda (Lujki, 7 de janeiro de 185821 de dezembro de 1922) nascido Eliezer Yitzhak Perlman, foi o linguista que reconstruiu a língua hebraica no século XIX criando o que conhecemos como o hebraico moderno[carece de fontes?].

Nascido em território que pertencia então Império Russo, e atualmnente à Bielorrússia, Eliezer Ben-Yehuda recebeu a mesma educação que toda criança de seu meio. Estudou em uma yeshivá, com o sonho de se tornar rabino, e logo aprendeu o hebraico dos livros antigos[carece de fontes?].

Com todas as mudanças que ocorriam nessa época no contexto mundial, Ben-Yehuda começou a interessar-se pelo mundo secular, mudando-se para uma escola russa, onde terminou seus estudos em 1877[carece de fontes?]. Nesta época, foi cativado pelo ideal de restauração e revificação da nação búlgara, concluindo que o povo judeu também tinha tal direito[carece de fontes?].

Para Ben-Yehuda, que falou russo, francês e alemão, os judeus deviam voltar a Eretz Israel, a "Terra de Israel", formar uma nação e ter uma língua própria, uma escrita unificadora e esta seria o hebraico[carece de fontes?]. Porém, o hebraico era, até então, um idioma sagrado, usado apenas para estudar e orar. Concluiu que ele mesmo deveria ir a Palestina e começar a pôr em prática seu sonho[carece de fontes?].

Antes foi a Paris, estudar Medicina, mas foi interrompido, em 1881, ao contrair tuberculose, acelerando seu aliá[carece de fontes?]. Ele se mudou acreditando que seu anseio era algo possível[carece de fontes?]. Quando ainda morava na Europa, decidiu que falaria apenas hebraico com qualquer judeu que conhecesse, e ainda em Paris, em um café, obteve seu primeiro sucesso, conversando com Mordechai Aleman e provando para si mesmo que era possível[carece de fontes?].

Ben Yehuda relatou entusiasmado para sua mulher, Débora, uma outra conversa que tivera com o trocador de dinheiro no seu desembarque em Yafo[carece de fontes?]. Aí ele viu que até as pessoas mais simples poderiam conversar em hebraico[carece de fontes?].

Quando seu filho Ben-Zion Ben-Yehuda, também conhecido como Itamar Ben-Avi, nasceu em 1882, fez sua mulher prometer-lhe que ele cresceria sendo o primeiro menino a falar tudo em hebraico[carece de fontes?]. Essa política domiciliar ficou conhecida como o “hebraico em casa”[carece de fontes?].

De acordo com Ben-Yehuda, este foi um fato muito importante para o futuro da língua hebraica, pois com uma criança em casa que só falava hebraico, os pais e todos visitantes teriam também que falar no mesmo idioma, e assim, quando a criança falasse hebraico por si só, teria sua teoria sido comprovada[carece de fontes?].

Itamar Ben-Avi, em sua autobiografia, descreve algumas medidas drásticas tomadas por seu pai, muito traumáticas na sua infância[carece de fontes?]. Como por exemplo, se tivessem visitantes em sua casa que não soubessem falar hebraico, seu pai o mandava para o quarto, pois ele não poderia sequer ouvir outro idioma[carece de fontes?]. Ele conta também de um dia em que seu pai não estava em casa e sua mãe começou a cantar músicas em russo[carece de fontes?]. Quando seu pai chegou e ouviu a cantoria, que não era em hebraico, gritou e brigou com sua mãe.[carece de fontes?]

De todos os passos para instaurar a língua, o mais importante foi o “hebraico na escola”, quando Eliezer recomendou aos rabinos e professores usar o hebraico como idioma de instrução nas escolas da Palestina, em matérias tanto religiosas quanto seculares[carece de fontes?].

Ele foi então convidado a lecionar o idioma hebreu na Escola de Torá e Avodá ("Trabalho") da Aliança Israelita Universal, em Jerusalém[carece de fontes?]. Em pouco tempo, seus alunos já conversavam normalmente em hebraico, graças ao seu método de falar livremente e diretamente, ou seja, sem tradução para outras línguas[carece de fontes?].

Seu exemplo impressionou professores, mas estes enfrentavam dificuldades como falta de professores, de livros, de terminologias, e assim por diante[carece de fontes?]. “Eram como meio-mudos, falando com as mãos e com os olhos.”[carece de fontes?] Com o tempo, esses problemas foram sendo superados e uma nova e jovem geração que só falava hebraico surgiu e desenvolveu-se[carece de fontes?].

Além de ensinar aos jovens, Ben-Yehuda queria também ensinar aos adultos, e por isso passou a publicar seu próprio jornal, HaTzvi, em 1884[carece de fontes?]. Escrito todo em hebraico, continha tópicos de interesse do povo que morava na Palestina, incluindo notícias internacionais e locais, como tempo, moda, etc[carece de fontes?]. O jornal era também utilizado para introduzir novas palavras, que não existiam no hebraico antigo, entre elas “jornal”[carece de fontes?].

Outra criação de Ben-Yehuda em prol do desenvolvimento do hebraico foi o Dicionário Completo do Hebraico Antigo e Moderno[carece de fontes?]. Ele começou a montá-lo para uso próprio em Paris, como guia para auto-ajuda, porém concluiu que seria bom publicar a obra para ajudar a todos que tinham o mesmo problema que ele: falta de vocabulário[carece de fontes?].

O dicionário, de 17 volumes, só pôde ser concluído após sua morte, por sua segunda esposa e seu filho[carece de fontes?]. Esse é, ainda hoje, o único dicionário na lexicografia hebraica[carece de fontes?].

O ideal de Ben-Yehuda recebeu grande ajuda da grande massa de judeus que chegaram a Palestina no mesmo ano em que ele, 1881[carece de fontes?]. Parte significativa desses imigrantes eram como ele: jovens, educados e idealistas[carece de fontes?]. Eles receberam suas idéias e muitos já estavam prontos para falar hebraico quando chegaram, transmitindo-o às crianças em casa, nas creches, nas escolas[carece de fontes?].

Assim, entre 1881 e 1921, era formada uma massa jovem e fervente de faladores da língua hebraica, com o hebraico como único símbolo do nacionalismo linguístico[carece de fontes?].

Esse fato foi reconhecido pelas autoridades britânicas, que reconheceram em 1922 o hebraico como língua oficial dos judeus da Palestina[carece de fontes?]. Um mês depois, Ben-Yehuda faleceu de tuberculose[carece de fontes?].

Bem antes de morrer, Eliezer escreveu em seu jornal:

“Para tudo é preciso apenas um homem em crise, inteligente e ativo, com iniciativa para devotar toda sua energia nisso, não importando o processo, nem todos os obstáculos no caminho. Em todo novo invento, em todo passo, mesmo o menor deles, o processo necessita ter um pioneiro, quem lidera o caminho sem deixar nenhuma possibilidade de voltar atrás”.[carece de fontes?]


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