Diferenças entre edições de "Cervejaria Backer"

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== História ==
Situada no bairro Olhos D’água, na Região Oeste de [[Belo Horizonte]], foi fundada em 1999 e está registrada em cartório como a primeira cerveja artesanal de [[Minas Gerais]]. É uma empresa familiar que nasceu da iniciativa dos irmãos Halim e Munir Lebbos para suprir uma grande demanda de cervejas especiais no Brasil. ''"Uma das cervejarias artesanais mais promissoras do País",'' escreveu a revista Isto É em 16 de janeiro, que adicionou que quando ela foi fundada, ''"o mercado dominado por grandes companhias observava o surgimento de uma demanda por cervejas especiais"''. <ref>{{Citar web|titulo=Backer {{!}} Página 2 {{!}} Estrada do Malte|url=https://www.estradadomalte.com.br/cervejarias/backer/12|obra=www.estradadomalte.com.br|acessodata=2020-01-16}}</ref> <ref name=":3">{{Citar web|titulo=Acidente ou sabotagem?|url=https://www.istoedinheiro.com.br/acidente-ou-sabotagem/|obra=ISTOÉ DINHEIRO|data=2020-01-17|acessodata=2020-01-19|lingua=pt-BR}}</ref>
 
A cerveja mais vendida, a Belorizontina, foi criada em dezembro de 2017 para homenagear os 120 anos da capital mineira. ''"Virou o carro-chefe entre os 21 rótulos da Backer por agradar ao paladar dos brasileiros"'', escreveu a Isto É também, acrescentando que, dos 70 tanques da fábrica da Backer, 20 haviam sido adquiridos entre 2018 e 2019.
== Contaminação com dietilenoglicol ==
[[File:Belorozontina.jpg|thumb|Belorizontina, uma das cervejas fabricadas pela cervejaria Bäcker contaminadas por dietilenoglicol.]]
Entre os dias 27 de dezembro de 2019 e 05 de janeiro de 2020, após a entrada em hospitais de 8 pessoas com sintomas de intoxicação, começaram a circular, nas redes sociais, as primeiras informações sobre o assunto. ''"Uma doença misteriosa, que assombra o estado"'', escreveu o Correio Braziliense no dia 08 de janeiro. Já o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Minas) havia recebido a primeira notificação no dia 30 de dezembro, conforme nota oficial. ''"Diversas hipóteses sobre a provável origem dos casos de 'síndrome nefroneural' estão circulando pelas redes sociais. A SES-MG esclarece, no entanto, que nenhuma dessas foi comprovada pelas investigações",'' dizia a nota. <ref>{{Citar web|titulo=Morre paciente que estava internado com doen�adoença misteriosa em Minas Gerais|url=https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/01/08/interna-brasil,819043/morre-paciente-estava-internado-com-doenca-misteriosa-em-minas-gerais.shtml|obra=Correio Braziliense|data=2020-01-08|acessodata=2020-01-18|lingua=pt-BR|primeiro=Correio|ultimo=Braziliense|primeiro2=Correio|ultimo2=Braziliense}}</ref> <ref name=":0">{{Citar web|titulo=Investigação dos casos de insuficiência renal e alterações neurológicas (SES-MG, 08/01) {{!}} Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais - SES|url=http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/story/11979-investigacao-dos-casos-de-insuficiencia-renal-e-alteracoes-neurologicas-ses-mg-08-01|obra=www.saude.mg.gov.br|acessodata=2020-01-09}}</ref>
 
Na segunda-feira, dia 06, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-Minas) anunciou em nota a internação de ao menos sete pacientes de Minas Gerais e uma [[força-tarefa]] foi montada. Os sintomas apresentados pelas pessoas internadas eram: dor abdominal, náuseas, vômitos, [[insuficiência renal aguda]] de rápida evolução (até 72 horas) e alterações neurológicas centrais e periféricas. <ref>{{Citar web|titulo=Doen�aDoença misteriosa atinge ao menos sete homens em Minas Gerais|url=https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/01/07/interna-brasil,818852/doenca-misteriosa-atinge-ao-menos-sete-homens-em-minas-gerais.shtml|obra=Correio Braziliense|data=2020-01-07|acessodata=2020-01-18|lingua=pt-BR|primeiro=Correio|ultimo=Braziliense|primeiro2=Correio|ultimo2=Braziliense}}</ref> <ref name=":1">{{Citar web|titulo=Cerveja suspeita de causar doen�adoença misteriosa em MG est�está contaminada|url=https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/01/09/interna-brasil,819444/cerveja-suspeita-de-causar-doenca-misteriosa-em-mg-esta-contaminada.shtml|obra=Correio Braziliense|data=2020-01-09|acessodata=2020-01-18|lingua=pt-BR|primeiro=Correio|ultimo=Braziliense|primeiro2=Correio|ultimo2=Braziliense}}</ref>
 
Foi após a morte do primeiro paciente, Paschoal Dermatini Filho, em 07 de janeiro, que a filha deste, Camila, que é [[Farmacêutico|farmacêutica]], começou a investigar o assunto. Ela entrou em contato com os familiares de pessoas internadas com sintomas parecidos ao da doença do pai e chegou à substância tóxica: [[Dietilenoglicol|dietilenoglico]]<nowiki/>l. Em 19 de janeiro, Camila falou ao Fantástico da Globo: ''"pesquisando esses casos clínicos é que a gente achou que o que tinha causado essa sintomatologia neles era o dietilenoglicol”.'' Segundo o Fantástico também, um dos médicos disse: ''"o que ajudou muito o nosso trabalho foi a investigação epidemiológica feitas pelas famílias, que chegaram e foram enfáticas em falar que todos usaram a mesma cerveja”.'' O programa também enfatizou: ''"quando a Camila foi à delegacia pela primeira vez, já trouxe as informações que tinha apurado. E isso acabou sendo fundamental: foi o ponto de partida da investigação".'' <ref>{{Citar web|titulo=Contaminação da cerveja: Fantástico entra na Backer, responsável pela fabricação da bebida|url=https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2020/01/19/contaminacao-da-cerveja-fantastico-entra-na-backer-responsavel-pela-fabricacao-da-bebida.ghtml|obra=G1|acessodata=2020-01-22|lingua=pt-br}}</ref>
As primeiras investigações feitas pela Polícia Civil do Estado de Minas Gerais apontaram que todas as pessoas intoxicadas haviam passado as festividades na região do bairro [[Buritis (Belo Horizonte)|Buritis]], em [[Belo Horizonte]], e, aparentemente, consumido a cerveja '''Belorizontina''', produzida pela Backer.
 
No dia 09, a Polícia visitou a cervejaria e, horas depois, numa coletiva de imprensa, anunciou a presença da substância tóxica [[dietilenoglicol]] em duas amostras da cerveja Belorizontina. A empresa foi interditada e as vendas foram suspensas no dia 10. <ref name=cbraziliense>{{Citar web|titulo=Pol�ciaPolícia vai à sede de cervejaria para investigar casos de doen�adoença misteriosa|url=https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/01/09/interna-brasil,819370/policia-vai-sede-cervejaria-para-investigar-casos-de-doenca-misteriosa.shtml|obra=Correio Braziliense|data=2020-01-09|acessodata=2020-01-18|lingua=pt-BR|primeiro=Correio|ultimo=Braziliense|primeiro2=Correio|ultimo2=Braziliense}}</ref> <ref name=":1" />
 
No dia 15, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou que o dietilenoglicol havia sido encontrado na água usada na fabricação da cerveja, sendo que dias antes a Polícia Civil havia encontrado a substância também em um dos tanques de fermentação. Ao mesmo tempo, a Backer apresentava à Justiça um vídeo com um suposto indício de sabotagem nos barris de [[Etilenoglicol|monoetilenoglicol]], substância usada em serpentinas de resfriamento da cervejaria. <ref name=":2">{{Citar web|titulo=O que se sabe sobre investigação relativa à Backer e síndrome que afetou 19 pessoas em MG|url=https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/01/13/o-que-se-sabe-sobre-investigacao-relativa-a-cervejaria-backer.ghtml|obra=G1|acessodata=2020-01-18|lingua=pt-br}}</ref>
 
No dia 16, a Polícia Civil fez busca e apreensão na distribuidora '''Imperquímica''', que fornecia o monoetilenoglicol para a Backer. A Imperquímica foi fechada pela vigilância sanitária de [[Contagem]] no dia 17, por não ter alvará para comercializar o monodietilenoglicol fracionado. <ref name=":2" />
 
No dia 21, o número de casos de pessoas possivelmente intoxicadas subiu para 22. <ref name=":4">{{Citar web|titulo=Cerveja contaminada: em meio a guerra de laudos, sobem para 22 os casos de poss�velpossível de intoxica��ointoxicação|url=https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2020/01/22/interna_gerais,1115989/em-meio-a-guerra-de-laudos-sobem-para-22-os-casos-de-intoxicacao.shtml|obra=Estado de Minas|data=2020-01-22|acessodata=2020-01-22|lingua=pt-BR|primeiro=Estado de|ultimo=Minas|primeiro2=Estado de|ultimo2=Minas}}</ref>
 
No dia 22, a número de lotes contaminados ou com suspeita de contaminação subiu para oitenta e dois (82), incluindo os rótulos '''Backer D2, Backer Pilsen, Backer Trigo, Belorizontina, Brown, Capitão Senra, Capixaba, Corleone, Fargo 46 e Pele Vermelha'''. <ref>{{Citar web|titulo=Cervejaria Backer anuncia recall de 82 lotes de cerveja|url=https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/01/22/cervejaria-backer-anuncia-recall-de-82-lotes-de-cerveja.ghtml|obra=Valor Econômico|acessodata=2020-01-22|lingua=pt-br}}</ref>
 
=== As investigações ===
Em 12 de janeiro, O Globo escreveu que a Polícia não descartava nenhuma possibilidade, inclusive a de sabotagem. Já a revista Isto É escreveu no dia 17 de janeiro ''"A mineira Backer, uma das principais protagonistas da ascensão das cervejas especiais do País, está no centro de uma investigação policial deflagrada pela morte e contaminação de consumidores – em uma trama que levanta suspeitas sobre funcionários e concorrentes"''. <ref>{{Citar web|titulo=Polícia Civil de MG não descarta sabotagem de ex-funcionário de cervejaria|url=https://oglobo.globo.com/sociedade/policia-civil-de-mg-nao-descarta-sabotagem-de-ex-funcionario-de-cervejaria-24185741|obra=O Globo|data=2020-01-12|acessodata=2020-01-19|lingua=pt-BR}}</ref> <ref name=":3" />
 
Segundo a Isto É também, no Ministério da Agricultura as principais linhas de investigação eram o vazamento do tanque, a utilização incorreta do dietilenoglicol e mesmo a sabotagem, enquanto o delegado Flávio Grossi teria dito: ''"acreditamos que houve crime, por isso instauramos um inquérito policial”''. <ref name=":3" />
 
Técnicos em [[Química]] falaram para a imprensa que o monodietilenoglicol pode se transformar em dietilenoglicol a partir de uma reação química. ''"Uma das suspeitas é que tenha havido um vazamento do monoetilenoglicol. Ao entrar em contato com o ambiente ácido da cerveja, a substância pode ter se transformado em dietilenoglicol"'', escreveu o UOL Notícias em 16 de janeiro. <ref>{{Citar web|titulo=Como substância que a Backer diz não usar pode ter contaminado cerveja?|url=https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/01/16/vazamento-e-produto-impuro-podem-ter-contaminado-cerveja-em-mg.htm|obra=noticias.uol.com.br|acessodata=2020-01-19|lingua=pt-br}}</ref>
 
No dia 21, a imprensa reportou uma "guerra de laudos", já que um especialista contratado pela Backer indicou resultados diferentes do laudo feito pelo Mapa. No entanto, a cervejaria anunciou que o laudo privado servia apenas para ajudar a esclarecer a situação e também admitiu pela primeira vez a "possível contaminação eventual", segundo o jornal Estado de Minas Gerais. <ref name=":4" />
 
=== Mortes investigadas ===
 
=== Posição da empresa ===
Inicialmente, a Backer havia classificado as mensagens nas redes sociais como “mentira”, mas, após o primeiro laudo pericial, informou que os lotes L1 1348 e L2 1348 da cerveja com o rótulo [[Belorizontina]] seriam recolhidos e que não deveriam ser consumidos. <ref>{{Citar web|tituloname=Pol�ciacbraziliense vai � sede de cervejaria para investigar casos de doen�a misteriosa|url=https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/01/09/interna-brasil,819370/policia-vai-sede-cervejaria-para-investigar-casos-de-doenca-misteriosa.shtml|obra=Correio Braziliense|data=2020-01-09|acessodata=2020-01-18|lingua=pt-BR|primeiro=Correio|ultimo=Braziliense|primeiro2=Correio|ultimo2=Braziliense}}</ref> <ref>{{Citar web|titulo=Entenda por que o dietilenoglicol faz parte da produ��oprodução de cerveja|url=https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/01/10/interna-brasil,819584/entenda-por-que-o-dietilenoglicol-faz-parte-da-producao-de-cerveja.shtml|obra=Correio Braziliense|data=2020-01-10|acessodata=2020-01-18|lingua=pt-BR|primeiro=Correio|ultimo=Braziliense|primeiro2=Correio|ultimo2=Braziliense}}</ref>
 
No dia 10, a empresa foi interditada e num acordo com o Ministério Público de Minas Gerais e o Procon estadual, a venda de todas as cervejas foi suspensa. <ref name=":2" />
 
Dias depois, a Backer apresentou à Justiça um vídeo com um suposto indício de sabotagem nos barris de [[Etilenoglicol|monoetilenoglicol]], substância usada em serpentinas de resfriamento da cervejaria. <ref name=":2" />
 
A Backer nega que use o dietilenoglicol no processo de fabricação e a diretora da empresa anunciou que não sabe o que está acontecendo, mas que ninguém deve consumir as cervejas da marca. <ref>{{Citar web|titulo=Polícia ouve em BH ex-funcionários da Backer e de distribuidora de insumos em caso envolvendo intoxicação|url=https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/01/16/policia-ouve-em-bh-ex-funcionarios-da-backer-e-de-distribuidora-de-insumos-em-caso-envolvendo-intoxicacao.ghtml|obra=G1|acessodata=2020-01-18|lingua=pt-br}}</ref>
 
No website, a empresa postou um comunicado oficial: ''"Nesse momento, a Backer mantém o foco nos pacientes e em seus familiares. A empresa prestará o suporte necessário, mesmo antes de qualquer conclusão sobre o episódio. Desde já se coloca à disposição para o que eles precisarem. A cervejaria informa que continua colaborando, sem restrições, com as investigações. A empresa segue apurando internamente o que poderia ter ocorrido com os lotes de cerveja apontados pela Polícia. A Backer adianta que, na semana passada, solicitou uma perícia independente e aguarda os resultados. Reitera que, em seu processo produtivo, utiliza, exclusivamente, o agente monoetilenoglicol."''
 
No dia 21 de janeiro, a cervejaria, com base na "perícia independente", chegou a contestar o laudo do Mapa, mas admitiu pela primeira vez uma "possível contaminação eventual", segundo o jornal Estado de Minas Gerais. <ref name=":4" />{{Referências}}
 
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