Estátua equestre de Marco Aurélio

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Estátua equestre de Marco Aurélio
Data c. 175 d.C.
Género Estátua
Técnica Molde em bronze
Altura 4,24 metros 
Encomendador Marco Aurélio
Localização Palazzo dei Conservatori, Museus Capitolinos, Roma

A Estátua equestre de Marco Aurélio é uma estátua romana antiga no Capitólio de Roma, na Itália. É uma estátua equestre de bronze com 4,24 metros de altura. Embora o imperador esteja montado, ela apresenta muitas similaridades com as tradicionais estátuas em pé de Augusto. A original está abrigada nos Museus Capitolinos e a versão atual, instalada ao ar livre na Piazza del Campidoglio, é uma réplica feita em 1981, quando a original foi removida para restauro.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Réplica instalada no centro da Piazza del Campidoglio, no Capitólio, em 1981, quando a estátua original foi retirada para restauro.
Estátua original no Museus Capitolinos, em exibição desde 1990.[1]

O tema geral da obra é o do poder e da grandeza divina — o imperador está representado em grandes dimensões e está gesticulando com a mão, como fazia Augusto em seus retratos. Neste caso, o gesto pode também significar clemência — alguns historiadores argumentam que é possível que uma escultura de um inimigo caído, implorando por misericórdia, estivesse sob o casco erguido do cavalo, uma hipótese baseada em relatos medievais que sugerem que uma figura diminuta de um chefe bárbaro amarrado estivesse sob a pata direita do cavalo. Uma imagem deste tipo destinava-se a retratar o imperador como um conquistador vitorioso. Porém, sem armadura ou armas, Marco Aurélio parece um arauto da paz e não um herói militar, exatamente como ele via a si próprio e o seu reinado.

Ele cavalga sem estribos, uma inovação oriental que ainda não havia chegado ao ocidente.

História[editar | editar código-fonte]

A estátua foi instalada em c. 175, mas o local original é tema de debates: o Fórum Romano e a Piazza Colonna (onde está hoje a Coluna de Marco Aurélio) são candidatos.[2]

Apesar das numerosas estátuas equestres imperiais conhecidas pelas fontes, raros exemplares sobreviveram por causa do costume disseminado de derretê-las para reutilizar o metal para cunhar moedas ou em novas esculturas, principalmente nas fases finais do império. As estátuas romanas eram destruídas também por que os cristãos medievais acreditavam que elas fossem ídolos pagãos. A estátua de Marco Aurélio só não foi derretida por, na Idade Média, ela foi identificada como sendo do primeiro imperador romano cristão , Constantino I, o Grande.[3] De fato, esta foi a única estátua de bronze completa de um imperador pré-cristão a sobreviver completa.

No período medieval, era uma das pouquíssimas estátuas romanas a permanecerem em local público. No século VIII, estava em frente ao Palácio de Latrão, de onde ela foi realocada, em 1538, para a Piazza del Campidoglio (monte Capitolino) justamente quando Michelangelo estava reorganizando a área.

Na noite de 29 de novembro de 1849, incitada pela revolucionária República Romana, uma procissão instalou a tricolore, a bandeira vermelha-branca-verde (a atual bandeira da Itália), na época um símbolo fortemente subversivo, nas mãos de Marco Aurélio.[4]

A estátua claramente estava revestida de ouro. De acordo com um mito local, a estátua transformar-se-á em ouro novamente no dia do Juízo Final.[5][6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Clyde Haberman (26 de abril de 1990). «Rome Journal; Marcus Aurelius Rides Again, but Behind Glass» (em inglês). The New York Times 
  2. Marcel van Ackeren (30 de abril de 2012). A Companion to Marcus Aurelius (em inglês). [S.l.]: John Wiley & Sons. pp. 272–. ISBN 978-1-4051-9285-9 
  3. John Baskett (2006). The Horse in Art (em inglês). [S.l.]: Yale University Press. pp. 17–. ISBN 0-300-11740-X 
  4. Leona Rostenberg, "Margaret Fuller's Roman Diary" The Journal of Modern History 12.2 (June 1940:209-220) p. 212 (em inglês)
  5. Esta lenda folclórica está registrada na p. 40 do guia "Traveler's Rome" (2006), da National Geographic.
  6. Palazzo Braschi (1963*). Giuseppe Gioachino Belli e la Roma del suo tempo: mostra del centenario della morte del poeta (1863-1963) : Palazzo Braschi, dicembre 1963-febbraio 1964. [S.l.]: De Luca  Verifique data em: |data= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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