Eupolypods I

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaEupolypods I
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Pteridophyta
Classe: Polypodiopsida /
 Pteridopsida (disputada)
Ordem: Polypodiales
(sem classif.) Eupolypods I
Famílias

Nota: Esta classificação pode alternativamente ser tratada como apenas uma família, a família Polypodiaceae, com as famílias enumeradas consideradas subfamílias dessa família única.[1]

Eupolypods I é um clade de fetos (pteridófitos) da ordem Polypodiales, classe Polypodiopsida,[2] que na classificação de Christenhusz & Chase (2014) é equivalente à família Polypodiaceae.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O grupo provavelmente divergiu do clade eupolypods II (= Aspleniaceae da classificação de Christenhusz & Chase (2014))[1] durante o Cretáceo Médio. A divergência é suportada tanto por dados moleculares como por uma característica morfológica, frequentemente ignorada, da vasculatura do pecíolo.

A característica vascular atrás referida consiste na presença na maioria das espécies incluídas no clade eupolypods I de três feixes vasculares. As únicas excepções a esta regra são os fetos do grupo dos Grammitidoideae, que apenas apresentam um, e o género Hypodematium, que apresenta dois. Esta característica difere do clade eupolypods II cujos membros na sua maioria apresentam dois feixes vasculares (excepto os fetos do grupo Blechnoideae, que geralmente apresentam três destes feixes).[3]

As relações filogenéticas no clade eupolypods I, com base nos trabalhos de Lehtonen, 2011[4] e Christenhusz et al., 2011, são as seguintes:[5]

 eupolypods I  

Hypodematiaceae



Dryopteridaceae

Dryopteridoideae



Elaphoglossoideae





Lomariopsidaceae




Nephrolepidaceae




Tectariaceae




Oleandraceae




Davalliaceae


Polypodiaceae

Loxogrammoideae





Drynarioideae




Platycerioideae



Microsoroideae





Polypodioideae











Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Christenhusz, Maarten J. M.; Chase, Mark W. (13 de fevereiro de 2014). «Trends and concepts in fern classification». Annals of Botany. 113 (4): 571–594. doi:10.1093/aob/mct299 
  2. Alan R. Smith; Kathleen M. Pryer; Eric Schuettpelz; Petra Korall; Harald Schneider; Paul G. Wolf (2006). «A classification for extant ferns» (PDF). Taxon. 55 (3): 705–731. doi:10.2307/25065646. Arquivado do original (PDF) em 26 de fevereiro de 2008 
  3. S. Blair Hedges; Sudhir Kumar (2009). The Timetree of Life. US: Oxford University Press. pp. 154–156. ISBN 9780191560156. Consultado em 23 de agosto de 2011 
  4. Samuli Lehtonen (2011). «Towards Resolving the Complete Fern Tree of Life» (PDF). PLoS ONE. 6 (10): e24851. PMC 3192703Acessível livremente. PMID 22022365. doi:10.1371/journal.pone.0024851 
  5. Maarten J. M. Christenhusz; Xian-Chun Zhang; Harald Schneider (2011). «A linear sequence of extant families and genera of lycophytes and ferns» (PDF). Phytotaxa. 19: 7–54