Aspleniaceae

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Illustration Asplenium trichomanes0.jpg

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Pteridophyta
Clado: Eupolypods II
Classe: Polypodiopsida
Ordem: Polypodiales
Família: Aspleniaceae
Newm.
Género-tipo
Asplenium
L.
Géneros

As Aspleniaceae são uma família de fetos, incluída na ordem Polypodiales[1] ou, nalguns sistemas de classificação, como a única família da ordem Aspleniales.[2][3][4][5]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Todos os membros da família Aspleniaceae apresentam soros lineares intramarginais, comum indúsio em forma de aba que surge ao longo de um dos lados.

A maioria dos pteridologistas actuais consideram que a família é composta por apenas dois géneros, embora alguns mantenham segregados géneros como Phyllitis e Ceterach. No entanto, todas as espécies segregadas nesses géneros hibridizam espontaneamente com espécies que cuja pertença ao género Asplenium não é disputada.

Filogenia[editar | editar código-fonte]

Um estudo filogenético de Aspleniaceae mostra que as espécies segregadas nos géneros Camptosorus e Neottopteri estão anichadas no género Asplenium, pelo que devem nele ser incluídas, mas sugere que os grupos Hymenasplenium (incluindo Boniniella) e Phyllitis estão distantes das restantes espécies de Asplenium e devem ser reconhecidas no nível genérico.[6][7]

O género Diellia, que consiste em 6 espécies endémicas no Hawaii, foi durante muito tempo considerado como um táxon autónomo, mas os resultados de estudos filogenéticos demonstram que está anichado no género Asplenium.[8]

Tendo em conta os resultados dos estudos filogenéticos atrás citados, na sua presente circunscrição taxonómica, a família Aspleniaceae inclui os seguintes géneros:[2]

O género Hemidictyum (anteriormente incluído na família Woodsiaceae) é um grupo irmão de Aspleniaceae,[4] e em consequência considerado para inclusão na família, mas foi movido para a sua própria família, a família Hemidictyaceae.[3]

O seguinte diagrama elaborado para os eupolypods II, baseado nos trabalhos de Lehtonen, 2011,[4] e Rothfels & al., 2012,[5] apresenta a provável relação filogenética entre a família Aspleniaceae e as outras famílias do clade eupolypods II:

 eupolypods II 

Cystopteridaceae





Rhachidosoraceae




Diplaziopsidaceae




Aspleniaceae



Hemidictyaceae







Thelypteridaceae




Woodsiaceae





Onocleaceae



Blechnaceae




Athyriaceae







Na classificação de Christenhusz & Chase (2014), Aspleniaceae é uma das 8 famílias da ordem Polypodiales. Por sua vez, Polypodiales é uma das 7 ordens da subclasse Polypodiidae, sendo esta colocada, em conjunto com outras 3 subclasses, entre as Polypodiophyta (os fetos). A antiga divisão Pteridophyta já não é correntemente considerada válida, por ter sido demonstrado ser parafilética.[9]

Por sua vez Christenhusz & Chase (2014) recomendam a transferência de todos os membros do clade eupolypods I para a família Polypodiaceae e de todos os membros do clade eupolypods II para a família Aspleniaceae, com as famílias prévias a serem consideradas ao nível de subfamília.[9] Aceitando essa reclassificação, o correspondente cladograma para as subfamílias de Aspleniaceae é o seguinte:

 Aspleniaceae  

Cystopteridoideae (Acystopteris, Cystoathyrium, Cystopteris, Gymnocarpium)





Rhachidosoroideae (Rhachidosorus)




Diplaziopsidoideae (Diplaziopsis, Homalosorus)



Asplenioideae (Asplenium, Hemidictyum, Hymenasplenium)






Thelypteridoideae (Macrothelypteris, Phegopteris, Thelypteris)




Woodsioideae (Woodsia)




Blechnoideae (Blechnum, Onoclea, Stenochlaena, Woodwardia)



Athyrioideae (Athyrium, Cornopteris, Deparia, Diplazium)







References[editar | editar código-fonte]

  1. Alan R. Smith; Kathleen M. Pryer; Eric Schuettpelz; Petra Korall; Harald Schneider; Paul G. Wolf (2006). «A classification for extant ferns» (PDF). Taxon. 55 (3): 705–731. doi:10.2307/25065646. Arquivado do original (PDF) em 26 de fevereiro de 2008 
  2. a b Maarten J. M. Christenhusz, Xian-Chun Zhang & Harald Schneider (2011). «A linear sequence of extant families and genera of lycophytes and ferns» (PDF). Phytotaxa. 19: 7–54 
  3. a b Maarten J. M. Christenhusz & Harald Schneider (2011). «Corrections to Phytotaxa 19: Linear sequence of lycophytes and ferns» (PDF). Phytotaxa. 28: 50–52. doi:10.11646/phytotaxa.28.1.6 
  4. a b c Samuli Lehtonen (2011). «Towards Resolving the Complete Fern Tree of Life» (PDF). PLoS ONE. 6 (10): e24851. PMC 3192703Acessível livremente. PMID 22022365. doi:10.1371/journal.pone.0024851 
  5. a b Carl J. Rothfels; Anders Larsson; Li-Yaung Kuo; Petra Korall; Wen- Liang Chiou; Kathleen M. Pryer (2012). «Overcoming Deep Roots, Fast Rates, and Short Internodes to Resolve the Ancient Rapid Radiation of Eupolypod II Ferns». Systematic Biology. 61 (1). 70 páginas. PMID 22223449. doi:10.1093/sysbio/sys001 
  6. Yatabe, Y., Nishida, H. & Murakami, N. J Plant Res (1999) 112: 397. https://doi.org/10.1007/PL00013894.
  7. Murakami, N., Nogami, S., Watanaba, M. & K. Iwatsuki, 1999. Phylogeny of Aspleniaceae inferredfrom rbcL nucleotide sequences. Amer. Fern J. 89(4):232–243.
  8. Schneider H; et al. (22 de fevereiro de 2005), «Origin of the endemic fern genus Diellia coincides with the renewal of Hawaiian terrestrial life in the Miocene», Proc Biol Sci, 272 (1561): 455–60, PMC 1634989Acessível livremente, PMID 15734701, doi:10.1098/rspb.2004.2965 
  9. a b Christenhusz, Maarten J.M. & Chase, Mark W. (2014). «Trends and concepts in fern classification». Annals of Botany. 113 (9): 571–594. PMC 3936591Acessível livremente. PMID 24532607. doi:10.1093/aob/mct299 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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