Fausto Cornélio Sula Félix

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Fausto Cornélio Sula, questor em 54 a.C. e genro do triúnviro Pompeu.

Fausto Cornélio Sula Félix ou Fausto Cornélio Sila Félix (em latim: Faustus Cornelius Sulla Felix; 2262 (40 anos)) foi uma das menos conhecidas figuras da dinastia Júlio-Claudiana na Roma antiga.

História[editar | editar código-fonte]

Félix era o filho de Domícia Lépida e do cônsul de 31, Fausto Cornélio Sula Lúculo, descendente do ditador romano Sula. Seus avós maternos foram Antônia, a Velha e Lúcio Domício Enobarbo, cônsul em 16 a.C.. Antônia era uma sobrinha do imperador Romano Augusto e sua mãe, Domícia Lépida, era sobrinha-neta de Augusto, neta da irmã dele, Otávia. Félix foi meio-irmão da imperatriz romana Valéria Messalina.[1] A proximidade com a família imperial o legou com um consulado ainda jovem.

Em 47, o imperador romano Cláudio, que era primo de sua mãe, organizou para Félix se casar com sua filha, Cláudia Antônia. Os dois tivera um filho que era frágil e morreu antes de seu segundo aniversário.

Em 56, dois anos após a ascensão do imperador romano Nero, o liberto Palas e o prefeito do pretório Sexto Afrânio Burro foram acusados de conspirar para tornar Felix imperador. Os conspiradores foram para julgamento, mas Félix não parece ter sido implicado. Nero, no entanto, começou a acompanhar de perto seu cunhado com receio de suas conexões com a família imperial.

Em 58, outro liberto falsamente acusou Félix de conspirar para atacar Nero, que tratou Félix como culpado e o exilou em 59 para Massília. Finalmente, em 62, o guarda do palácio Tigelino mandou assassinar Félix, que foi morto enquanto jantava apenas cinco dias depois. A cabeça de Félix foi transportada para o palácio e, conta a lenda, Nero brincava com ela, fazendo chacota devido à sua calvície e ao grisalho do seu cabelo. O historiador Tácito descreveu Félix como sendo "tímido e desprezível" e também afirmou que Félix seria incapaz de uma conspirar contra Nero.

Referências

  1. Historia de Roma desde su fundación - Volumen 2 - Libros XXI a XXX. [S.l.: s.n.]