Quinto Márcio Bareia Sorano

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o cônsul sufecto de 52. Para o cônsul sufecto em 34 e seu pai, veja Quinto Márcio Bareia Sorano (cônsul em 34).
Quinto Márcio Bareia Sorano
Cônsul do Império Romano
Consulado 52 d.C.

Quinto Márcio Bareia Sorano (em latim: Quintus Marcius Barea Soranus), mais conhecido apenas como Bareia Sorano, foi um senador romano da gente Márcia que viveu na época do imperador Nero (r. 54–68). Ele foi nomeado cônsul sufecto em 52, mas acabou posteriormente atraindo negativamente a atenção de Nero e acabou obrigado a cometer o suicídio.

Carreira[editar | editar código-fonte]

O pai de Sorano, Quinto Márcio Bareia Sorano, foi nomeado cônsul em 34 e depois foi governador da província da África. O seu irmão, Quinto Márcio Bareia Sura, foi amigo do futuro imperador Vespasiano e avô por parte de mãe de Trajano.

Sua carreira antes do consulado não é conhecida. Depois de seu mandato, Sorano foi governador da Ásia por volta de 61 ou 62.[1] Durante seu mandato o imperador Nero ordenou que seu liberto removesse todas as obras de arte da cidade de Pérgamo, o que provocou uma revolta. Furioso, o imperador ordenou que os cidadãos da cidade fossem punidos, mas Sorano se recusou a cumprir a ordem.[1]

Julgamento e morte[editar | editar código-fonte]

Por causa de sua desobediência, Sorano foi acusado por Ostório Sabino, um equestre, de ser aliado de Caio Rubélio Plauto (outro que era objeto do ódio de Nero) e de incitar os cidadãos da Ásia à revolta.[2] Uma das principais testemunhas contra ele foi Egnácio Céler, da cidade de Berito, seu cliente e antigo tutor. A filha de Sorano, Servília,[3] também foi acusada de ter contratado um feiticeiro (em latim: magi) e foi julgada com o pai.[2] Ela confessou ter consultado um astrólogo, mas apenas para homenagear o pai e o imperador.[4] Desesperado, Sorano implorou para que sua filha fosse poupada pois ela não estava envolvida na conspiração e nem sabia dos conluios de seu marido, Caio Ânio Polião.[5] Sorano acabou condenado à morte em 65 ou 66 e se matou.[6]

Árvore genealógica[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Cônsul do Império Romano
Vexilloid of the Roman Empire.svg
Precedido por:
'Cláudio V

com Sérvio Cornélio Cipião Salvidieno Orfito
com Lúcio Calvêncio Veto Carmínio (suf.)
com Tito Flávio Vespasiano (suf.)

Fausto Cornélio Sula Félix
52

com Lúcio Sálvio Otão Ticiano
com Quinto Márcio Bareia Sorano (suf.)
com Lúcio Salvidieno Rufo Salviano (suf.)

Sucedido por:
'Décimo Júnio Silano Torquato

com Quinto Hatério Antonino
com Públio Trebônio (suf.)
com Quinto Cecina Primo (suf.)
com Públio Calvísio Rusão (suf.)


Referências

  1. a b Tácito, Anais XVI.23
  2. a b Tácito, Anais XVI.30
  3. Julian Bennett, Trajan: Optimus Princeps (Routledge, 2003), p. 13 ISBN 978-11-3470-914-4
  4. Tácito, Anais XVI.31
  5. Tácito, Anais XVI.32
  6. Este artigo incorpora texto do artigo «Soranus, Barea» da Encyclopædia Britannica (11ª edição), publicação em domínio público.