Marco Úlpio Trajano (senador)

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Disambig grey.svg Nota: Para para o filho de Trajano, também chamado Marco Úlpio Trajano, veja Trajano.
Cneu Pinário Emiliano Cicatricula
Cônsul do Império Romano
Áureo romano cunhado no reinado de Trajano, por volta de 115 d.C. O reverso comemora tanto o pai biológico do imperador, Marco Úlpio Trajano, irmão de Úlpia, quanto o adotivo, o imperador deificado Nerva.
Consulado 72 d.C.

Marco Úlpio Trajano (c. 30 - antes de 100; em latim: Marcus Ulpius Traianus), dito o Velho (em latim: Major), foi um senador romano do século I d.C. e pai biológico do imperador Trajano, o filho adotivo e sucessor do imperador Nerva. Foi cônsul sufecto para o nundínio de setembro a outubro em 72 com Tito Flávio Sabino.

Família[editar | editar código-fonte]

Trajano era membro da gens Úlpia e originário de uma família de origem italiana que vivia na Hispânia. Não se conhece o nome de sua mãe, mas sabe-se que os ancestrais de seu pai se assentaram na região de Itálica (perto da atual cidade de Sevilha, na Espanha) no final do século III a.C. Sua irmã se chamava Úlpia e era a mãe do pretor Públio Élio Adriano Afer, o pai do imperador Adriano. Trajano se casou com uma romana chamada Márcia, com quem teve dois filhos: uma menina chamada Úlpia Marciana e um filho, o futuro imperador Trajano. Através de Marciana, ele era o avô de Salonina Matídia e bisavô de Víbia Sabina, a esposa de seu sobrinho-neto Adriano.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Trajano foi o primeiro membro de sua família a chegar ao posto de senador. Em 67, é possível que ele tenha comandado uma legião sob o comando-geral de Cneu Domício Córbulo. Sob Vespasiano (que era, na época, o governador da Judeia), Trajano comandou da Legio X Fretensis na primeira guerra judaico-romana entre 67 e 68. Foi neste período que ele caiu nas graças do futuro imperador.

Por causa de suas vitórias, Vespasiano concedeu a Trajano o título de governador de um província que não sabemos o nome e também um consulado em 70. Nos anos seguintes, ele serviu como governador da Hispânia Bética e da Síria, quando conseguiu impedir uma invasão do Império Parta. Em 79 ou 80, ele comandou uma província não especificada na África e finalmente na Anatólia ocidental.

Legado[editar | editar código-fonte]

Trajano viveu seus últimos anos com honra e distinção. Evidências indiretas sugerem que ele pode ter morrido antes da ascensão de seu filho em 98.[1] Por volta de 100, seu filho, Trajano, fundou uma cidade no norte da África chamada Colônia Marciana Úlpia Trajana Tamugadi (atual Timgad, na Argélia). Trajano, o filho, batizou a cidade em homenagem ao pai, à mãe e à irmã. Em 113, Trajano, o pai, foi deificado pelo filho e título oficial era divus Traianus pater.

Árvore genealógica[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Cônsul do Império Romano
Vexilloid of the Roman Empire.svg
Precedido por:
'Vespasiano III

com Marco Coceio Nerva I
com Domiciano I (suf.)
com Cneu Pédio Casco (suf.)
com Caio Calpetano Râncio Quirinal Valério Festo (suf.)
com Lúcio Flávio Fímbria (suf.)
com Caio Atílio Bárbaro (suf.)
com Cneu Pompeu Colega (suf.)
com Quinto Júlio Córdio (suf.)

Vespasiano IV
72

com Tito II
com Caio Licínio Muciano III (suf.)
com Tito Flávio Sabino II (suf.)
com Marco Úlpio Trajano (suf.)
com Sexto Márcio Prisco (suf.)
com Cneu Pinário Emiliano Cicatricula (suf.)

Sucedido por:
'Domiciano II

com Lúcio Valério Cátulo Messalino
com Lúcio Élio Oculato (suf.)
com Quinto Gávio Ático (suf.)
com Marco Arrecino Clemente (suf.)
com Sexto Júlio Frontino (suf.)


Referências

  1. Bennett (1997), p. 20

Bibliografia[editar | editar código-fonte]