Fecaloma (banda)

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Fecaloma
Informação geral
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) Punk rock
Período em atividade 1989 - atualmente
Gravadora(s) Independente
Integrantes Jean, Gabriel, Maycoln, Chu
Ex-integrantes Daniel, Sérgio, Madureira, Sheilla
Página oficial Site oficial (em português)

Fecaloma é uma banda formada em 1989 na cidade de São Paulo, que toca um punk rock com temas voltados à ideia de que o adolescente é a base para um mundo pacífico e igualitário.

História da Banda[editar | editar código-fonte]

O grupo de punk rock Fecaloma surgiu nos estertores dos anos 80, mais precisamente em 1989.

Formado por Jean, Moicano e Neno, moleques que mal entravam na adolescência e como toda uma geração viviam sob um instável equilíbrio de armas nucleares.

Na época, o trio ensaiava com instrumentos precários: um violão com três cordas; um baixo Tonante e uma bateria industrial feita com panelas, latas e um galão de gasolina.

Desastrado, como uma autêntica banda punk, o Fecaloma, quando estava no lugar certo não estava na hora certa; quando estava na hora certa, o lugar é que estava errado; e mais freqüentemente não estava nem na hora certa nem no lugar certo.

Restava então ao grupo mudar mundo! Porém, jamais alguém poderia saber o que se passava por atrás da "cortina de ferro", e quando o muro caiu os reacionários anunciaram entusiasmados o fim das utopias.

Nos anos de 1993, a banda muda de formação, agora fazem parte dela Jean, Sérgio e Fábio, e desta vez o grupo passa a tocar com guitarra, baixo e bateria de verdade, além de continuar sonhando em mudar a ordem das coisas.

Mas, diante da apatia de uma juventude que, órfã de uma esperança, ficava ao relento das ruas esperando os dias passarem, ora empurrada ao crime, ora, ao subemprego, o Fecaloma lançava o lema transgredir por transgredir.

Isto é, se o socialismo autoritário e científico desmoralizou os anarquistas acusando-os de "utópicos" e, por sua vez, a história, pedra angular de seu argumento, agora o desmoralizava, a utopia era a única coisa real que podia haver, ainda que não fosse ciência, aliás, esta mesma autoritária.

Atrás da aparente redundância do lema, escondia-se um conteúdo de rebelião adolescente, que significava assombrar o mundo com a negação de todos valores e estruturas do Ocidente e Oriente.

Sim, a banda lançava a tese de que só os adolescentes podem mudar completamente as coisas, pois não têm o pessimismo cristalizado dos adultos nem sua ignorância sensata.

Não basta mudar a economia, tem de virar tudo do avesso, porque a ordem não é senão a expressão da desordem e desordem, a ordem.

Contra o conformismo dos adultos, a indignação e inconformismos de punks e afins.

No entanto, a verdadeira adolescência não é uma questão de idade nem tampouco de mercado, roupa, comportamento etc., mas de espírito, de rebeldia.

Nos anos 2000, não é mais a ameaça atômica que ronda nossas noites de insônia, mas o cataclisma ambiental e colapso social.

A bandeira negra volta a tremular com força, como única alternativa de mudanças, e o Fecaloma grava o seu terceiro CD "Ocupar e Resistir", e se apresenta com uma nova formação: Jean (o Fecaloma histórico ou pré-…), Gabriel, Maycoln e Chu.

Transgredir por Transgredir[editar | editar código-fonte]

Fecaloma: banda formada por uma geração que vivia num instável equilíbrio de armas nucleares, porém, jamais alguém poderia saber o que se passava por atrás da "cortina de ferro". Mas quando o muro caiu, sob olhares atônitos, os reacionários anunciaram entusiasmados o fim das utopias. Mas, diante da apatia de uma juventude que, órfã de uma esperança, ficava ao relento das ruas esperando os dias passarem, ora empurrada ao crime, ora, ao subemprego, o Fecaloma lançava o lema transgredir por transgredir. Isto é, se o socialismo autoritário e científico desmoralizou os anarquistas, acusando-os de "utópicos", por sua vez, a história, pedra angular de seu argumento, agora o desmoralizava. Na verdade, a utopia era a única coisa real que podia haver, ainda que não fosse ciência, aliás, esta mesma autoritária.

Atrás da aparente redundância do lema, escondia-se um conteúdo de rebelião adolescente contra o conformismo.

Rebelião Adolescente[editar | editar código-fonte]

Não fiz dezoito anos, não sou maior de idade, não fiz vinte e um anos, não alcancei a maioridade civil, deixem-me envelhecer dignamente. O que esperam de mim, que arrume um emprego, que passe dez horas numa firma, saia para almoçar num restaurante self-servece com um bando de chatos, entre numa faculdade, repita como um papagaio estúpido palavras do tipo mercado de trabalho, campo profissional, capacitação, vista roupas sociais, beba cerveja com os amigos, compre um carro, um celular, tenha no bolso mil cartões de créditos, de banco, seguro de vida? Não mesmo! Não vou me corromper. Querem que eu faça parte da Ordem, que renuncie todas as minhas aspirações, esperanças, sonhos e utopias. Nunca! não vou me render, desistir dos planos de rebelião da minha adolescência.

Ocupar e Resistir[editar | editar código-fonte]

Este CD é uma homenagem aos movimentos que têm como lema "Ocupar e Resistir". É fruto da experiência do vocalista da banda Fecaloma com movimentos sem-tetos. O Fecaloma acredita que, embora o anarquismo não seja associado ao punk, o punk quase sempre é associado à anarquia, basta ver os muros de nossas metrópoles. Por isso, é mais que uma obrigação aos punks levantarem a bandeira negra e caminharem lado a lado com os movimentos sociais.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Estudio[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]


* com as músicas Serta-Punk e Primeiro da classe[1]
** com as músicas O Punk não morreu e Luisa[2]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]