Francisco Miguel Moura

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Francisco Miguel Moura
Nascimento 16 de junho de 1933 (84 anos)
Jenipapeiro
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Ocupação Escritor e crítico
Principais trabalhos Linguagem e Comunicação em O. G. Rego de Carvalho (1972)

Francisco Miguel Moura, também conhecido como Chico Miguel, (Jenipapeiro, 16 de junho de 1933) é um escritor e crítico brasileiro.

Nascido no sertão do Piauí, fez seus estudos primários com seu pai; ginasial e contabilidade, em Picos, onde casou e morou por cerca de oito anos.

Formado em Letras pela Universidade Federal do Piauí e pós-graduado na Universidade Federal da Bahia, onde morou por alguns anos. Funcionário aposentado do Banco do Brasil. Radialista, professor de língua e literatura, atividades que não mais exerce: dedica-se exclusivamente a ler e escrever.

Contribuições[editar | editar código-fonte]

Colabora nos jornais de seu estado, nas revistas Literatura, de Brasília (hoje editada em Fortaleza), Poesia para todos, do Rio de Janeiro; Presença, de Teresina; é também colaborador permanente dos jornais Correio do Sul, Varginha; Diário dos Açores, dos Açores e O Primeiro de Janeiro (Suplemento Cultural Das artes das Letras), de Porto, ambos em Portugal.

É sócio efetivo da União Brasileira dos Escritores, Academia Piauiense de Letras, e membro-correspondente da Academia Mineira de Letras e da Academia Catarinense de Letras. Por diversos mandatos participou ativamente do Conselho Estadual de Cultura.

Por força de sua atividade como funcionário do Banco do Brasil, morou na Bahia, no Rio de Janeiro e também, por último, em Teresina, onde concebeu e publicou a vasta maioria de suas obras.

Obras[editar | editar código-fonte]

Poesias[editar | editar código-fonte]

  • Areias, 1966;
  • Pedra em Sobressalto, 1972;
  • Universo das Águas, 1979;
  • Bar Carnaúba, 1983;
  • Quinteto em mi(m), 1986;
  • Sonetos da Paixão, 1988;
  • Poemas Ou/tonais, 1991;
  • Poemas Traduzidos, 1993;
  • Poesia in Completa, 1998 (comemorando os 30 anos de tensa comunhão com a palavra, no experiente dizer da Profª Nelly Novaes Coelho);
  • Vir@gens, 2001
  • Sonetos Escolhidos, 2003, na área da poesia.
  • Poesia in Completa - 2a. edição, rev. e aumentada - Prefácio da Profa. Rosidelma Fraga - Academia Piauiense de Letras - Coleção Centenário, Teresina, 2016 - Comemorando os 50 anos de poeta do Autor.

Participou da antologia A Poesia Piauiense do Século XX, organizada por Assis Brasil, e de muitas outras antologias poéticas publicadas desde o Nordeste até o Rio Grande do Sul, inclusive no exterior (Estados Unidos da América, França, Cuba,Espanha e Portugal).

Prosa[editar | editar código-fonte]

  • Os Estigmas (1984, reeditado em 2004);
  • Laços de Poder (1991);
  • Ternura (1993)
  • D. Xicote (2005), com o qual ganhou o prêmio Fontes Ibiapina em 2003, prêmio que, aliás, já lhe tinha sido conferido pela Fundação Cultural do Piauí ao romance Laços de Poder, nos idos de 1980.

Contos[editar | editar código-fonte]

Praticou também o conto inovador em Eu e meu Amigo Charles Brown (1986), Por que Petrônio não Ganhou o Céu (1999) e Rebelião das Almas, 2001. É cronista (E a Vida se Fez Crônica, 1996) e crítico literário de renome (Linguagem e Comunicação em O. G. Rego de Carvalho, 1972/1997, 1ª e 2ª edição, respectivamente, A Poesia Social de Castro Alves, 1979) e Moura Lima: Do Romance ao Conto, 2002), tendo recebido prêmios em todos os gêneros literários que pratica.

Além desses, devem ser considerados na mesma área Piauí: Terra, História e Literatura (1980), Literatura do Piauí (2001) e uma biografia de seu pai, Miguel Guarani, Mestre e Violeiro, publicada em 2005.

A obra de Francisco Miguel Moura recebeu manifestação da crítica, vinda de escritores de todo o país, inclusive críticos literários como Fábio Lucas, Nelly Novaes Coelho, Olga Savary e Rejane Machado, cujo material está sendo reunido em dois volumes: Um Canto de Amor à Terra e ao Homem e Fortuna Crítica.