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Fred Ramsdell

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Fred Ramsdell
Nascimento
1961 (65 anos)
NacionalidadeEstadunidense
Alma materUniversidade da Califórnia em Los Angeles
PrêmiosPrêmio Crafoord (2017)
Carreira científica
Campo(s)Imunologia

Frederick J. Ramsdell (1961) é um imunologista estadunidense.

Ramsdell obteve um bacharelado em biologia em 1983 na Universidade da Califórnia em San Diego e um Ph.D. em imunologia em 1987 na Universidade da Califórnia em Los Angeles. Trabalhou como pós-doutorando nos Institutos Nacionais da Saúde. Ramsdell trabalhou em seguida como pesquisador na indústria. Esteve dentre outros nas indústrias de biotecnologia Celltech, ZymoGenetics, Novo Nordisk e aTyr Pharma. Desde o início de 2016 é diretor de pesquisas no Parker Institute for Cancer Immunotherapy em São Francisco.

Ramsdell identificou a proteína FOXP3 em determinados ratos e em crianças com IPEX, uma grave enfermidade autoimune. A FOXP3 desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do linfócito T regulador. Outros trabalhos são relacionados com a esclerotina, uma proteína reguladora da remodelação óssea e molécula alvo de uma possível terapia de osteoporose.[1]

Por "suas descobertas em relação ao linfócito T regulador, as reações imunológicas deletérias na artrite e outras doenças autoimunes" recebeu juntamente com Shimon Sakaguchi e Alexander Rudensky o Prêmio Crafoord de 2017 por pesquisas em poliartrite.[2]

Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina 2025: Células TFoxP3+ reg na tolerância imunológica periférica.

Na década de 1990, enquanto trabalhavam na Celltech em Bothell, Washington, Ramsdell e Brunkow estudaram uma linhagem de camundongos, chamada escamosa, caracterizada por doença autoimune grave, com o objetivo de identificar a mutação responsável pelo fenótipo. Depois de estabelecer uma região candidata no cromossomo X contendo aproximadamente 20 genes potenciais, eles identificaram uma inserção de dois pares de bases em um gene anteriormente desconhecido, que chamaram de FOXP3. Em 2001, em colaboração com Hans D. Ochs, Robert Wildin e suas equipes, Ramsdell e Brunkow demonstraram que mutações no gene FOXP3 humano são encontradas na síndrome IPEX, uma doença autoimune rara.[3][4]

Referências

Ligações externas

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