Frutose 1,6 bisfosfato aldose

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CARACTERIZAÇÃO DA ENZIMA:

A Frutose-1,6-bifosfato-aldolase, também chamada apenas de aldolase, é uma enzima que está presente na grande maioria dos tecidos e órgãos tais como: músculo estriado esquelético, cérebro, coração, rim, tireóide, paratireóide, bexiga, etc. Porém, está presente em maior quantidade nos tecidos que fazem parte da rota metabólica da glicólise e gliconeogênese, nesta segunda reação, agindo no sentido reverso. Essa enzima catalisa a reação reversível de quebra da frutose-1,6-bifosfato (HDP) em duas trioses-fosfato diferentes, a aldose Gliceroaldeído-3-fosfato e a cetose Di-hidroxiacetona-fosfato.


Em 1964, Rutter classificou a Frutose-1,6-bifosfato-aldolase em duas classes: as aldolases de Classe I (encontradas em animais, plantas, protozoários e algas) e a classe II (encontradas em bactérias, fungos e cianobactérias). As de classe I podem ser classificadas como: Aldolase A, que é encontrada no músculo e a aldolase B, que é encontrada no fígado e ambas possuem propriedades moleculares semelhantes. Já a aldolase C é encontrada no cérebro. Essas três formas são chamadas de enzimas parentais e são encontradas em 13 espécies de vertebrados incluindo os seres humanos. Há também as formas híbridas, contabilizando um total de 5, que são formadas por dissociação e reassociação das parentais. A reação da aldolase de classe I é o inverso de uma condensação aldólica. A quebra entre C-3 e C-4 depende da presença do grupo carbonil em C-2, que será convertido a uma amina no sítio ativo da enzima. Já as de classe II são enzimas homodiméricas que requerem um íon metálico bivalente, geralmente zinco, para sua atividade. Como exemplo da ação das aldolases de classe II, temos, na via da glicólise, uma enzima homodimérica catalisando a quebra da frutose-1,6-bifosfato, o que gera gliceraldeído-3-fosfato e fosfato de di-hidroxiacetona.


REAÇÃO METABÓLICAS EM QUE A ENZIMA ESTÁ ENVOLVIDA:

A aldolase atua como catalisadora em reações da glicose e da gliconeogênese, onde fará com que haja a condensação reversível do gliceraldeído-3-fosfato com di-hidroxiacetona-fosfato, o que levará a frutose-1,6-bifosfato A reação da aldolase tem uma variação de energia livre padrão muito positiva no sentido de clivar a frutose-1,6-bifosfato, o que faz com que, nas baixas concentrações dos reagentes, a variação real da energia livre seja pequena, podendo então, dizer que a reação da aldolase é reversível. Na via glicolítica, a aldolase faz a conversão de um composto de seis átomos de carbono em dois compostos que contém três átomos de carbono.

No estroma de cloroplastos há todas as enzimas necessárias para a conversão das trioses-fosfato em amido, a partir da assimilação do CO2. Essa síntese requer seis moléculas de NADPH e nove moléculas de ATP. Com isso, a aldolase condensa as trioses gerando frutose-1,6-bifosfato que, em seguida, produzirá frutose-6-fosfato, na reação catalisada pela enzima fosfoexose-isomerase. As enzimas estromais se rearranjam, gerando intermediários de três, quatro, cinco, seis e sete carbonos, o que levará, então, a pentoses-fosfato. Essas que serão convertidas em ribulose-5-fosfato, que será fosforilada para gerar a ribulose-1,5-bifosfato. Depois da condensação de duas trioses-fosfato para formar frutose-1,6-bifosfato, a hidrólise pela frutose-1,6-bifosfatase gera frutose-6-fosfato.

Erro de citação: Elemento <ref> inválido; refs sem parâmetro de nome devem ter conteúdo associado NELSON, D.L. & COX, M.M. LEHNINGER. Princípios de Bioquímica. LEBHERZ, H.G & RUTTER, W.J, Distribution of Fructose Diphosphate Aldolase Variants in Biological Systems. E. PENHOET, T. RAJKUMAR, AND W. J. RUTTER, Multiple forms of fructose diphosphate aldolase in mammalian tissues. JOHN A. SIBLEY AND ALBERT L. LEHNINGER, Determination of aldolase in animal tissues.