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Gerenciamento eletrônico de documentos

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Um sistema de gestão documental (SGD), também conhecido internacionalmente por document management system (DMS) e, no Brasil, por Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED), é habitualmente um sistema informático utilizado para armazenar, partilhar, acompanhar e gerir ficheiros ou documentos. Alguns sistemas incluem registo histórico onde é gravado um log das várias versões criadas e modificadas por diferentes utilizadores. O termo tem alguma sobreposição com os conceitos de sistema de gestão de conteúdos. É frequentemente visto como um componente dos sistemas de gestão de conteúdo empresarial (ECM) e está relacionado com gestão de ativos digitais, digitalização de documentos, sistemas de fluxo de trabalho e gestão de registos.[1]

História

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Embora muitos sistemas de gestão documental eletrônicos armazenem documentos no seu formato nativo (Microsoft Word, Excel, PDF), alguns sistemas baseados na web começaram a armazenar conteúdo sob a forma de HTML.[2] As capacidades de pesquisa avançada tornaram-se componentes críticos dos SGD.[3]

No Brasil, o termo “Gerenciamento Eletrônico de Documentos” (GED) foi amplamente divulgado na década de 1990, especialmente pelo CENADEM (Centro Nacional de Automação de Documentos).[4] A partir dos anos 2000, o conceito foi gradualmente englobado pelo termo internacional ECM (Enterprise Content Management), embora “GED” continue a ser o termo mais utilizado no mercado brasileiro.

Componentes

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Os sistemas de gestão documental fornecem habitualmente armazenamento, digitalização, controle de versões, metadados, segurança, bem como capacidades de indexação, manutenção e recuperação. Segue-se a descrição desses componentes:

ComponenteDescrição
MetadadosMetadados são normalmente armazenados para cada documento (data, autor, etc.). Podem ser extraídos automaticamente ou inseridos manualmente, inclusive por reconhecimento ótico de caracteres (OCR).[1]
IntegraçãoIntegração com outras aplicações através de APIs (ODMA, LDAP, WebDAV, SOAP, REST).[5][6]
CapturaDigitalização de papel e importação de ficheiros eletrónicos, muitas vezes com OCR.[7]
Validação de dadosRegras de validação antes da importação.[8][9]
IndexaçãoCriação de índices para recuperação rápida.[10]
ArmazenamentoGestão do local, duração e eventual destruição dos documentos.
RecuperaçãoPesquisa simples ou avançada (texto completo, pesquisa federada).[10][11]
DistribuiçãoFornecimento em formato não editável ou por hiperligação.[12]
SegurançaControlo de acesso e conformidade com normas (ISO 9001, ISO 13485, FDA, etc.).[13]
Fluxo de trabalhoMódulo integrado ou ligação com ferramentas externas.[14][6]
ColaboraçãoEdição simultânea com registo de contributos.[15]
Controlo de versãoCheck-in/check-out e recuperação de versões anteriores.[15]
PublicaçãoRevisão, aprovação e distribuição formal.[16][17]

Normalização

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Destacam-se as normas ISO 15489, ISO 32000 (PDF), ISO/IEC 27001 e ISO 16175. No Brasil, a gestão documental é regulada pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), pelo Decreto nº 10.278/2020 (digitalização e validade jurídica) e pela MP nº 2.200-2/2001 (ICP-Brasil).[18]

Aplicações

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Os sistemas de gestão documental são utilizados em organizações de todos os portes e setores: administração pública, saúde, advocacia, engenharia, construção, educação, indústria e serviços financeiros.

A aplicação de um sistema documental visa gerar aumento de produtividade, redução de custos operacionais, otimização do espaço físico, segurança da informação aprimorada e auditabilidade. [19]

Mercado brasileiro

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O mercado brasileiro combina soluções desenvolvidas localmente com plataformas internacionais. Entre os fornecedores mais conhecidos encontram-se empresas nacionais (Softexpert, Sólides, Qualiex, eBox Digital, Totvs/Fluig) e representantes de soluções globais como OpenText, IBM FileNet, Hyland OnBase, Oracle, Microsoft SharePoint e Alfresco.[20]

Ver também

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Referências

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  1. 1 2 Parsons, M. (2004). Effective Knowledge Management for Law Firms. [S.l.]: Oxford University Press. p. 234. ISBN 9780195169683. Consultado em 19 de maio de 2018. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2025
  2. Policy Management System Arquivado em 2011-10-29 no Wayback Machine
  3. Stemming: Making searching easier Arquivado em 2012-01-11 no Wayback Machine
  4. Baldam, Roquemar (2016). Gerenciamento de Conteúdo Empresarial. ECM: Enterprise Content Management. Rio de Janeiro: Elsevier. ISBN 978-85-352-6559-0
  5. Shivakumar, S.K. (2016). Enterprise Content and Search Management for Building Digital Platforms. [S.l.]: John Wiley & Sons. p. 93. ISBN 9781119206828. Consultado em 19 de maio de 2018. Cópia arquivada em 31 de dezembro de 2025
  6. 1 2 Fletcher, A.N.; Brahm, M.; Pargmann, H. (2003). Workflow Management with SAP WebFlow: A Practical Manual. [S.l.]: Springer Science & Business Media. pp. 15–16. ISBN 9783540404033. Consultado em 19 de maio de 2018. Cópia arquivada em 29 de dezembro de 2025
  7. Webber, M.; Webber, L. (2016). It Governance: Policies and Procedures. [S.l.]: Wolters Kluwer. pp. 41–4. ISBN 9781454871323. Consultado em 19 de maio de 2018
  8. Trinchieri, D. (2003). Evaluation of Integrated Document Management System (IDMS) Options for the Arizona Department of Transportation (ADOT). [S.l.]: Arizona Department of Transportation. p. 158
  9. Morley, D.; Parker, C.S. (2014). Understanding Computers: Today and Tomorrow, Comprehensive. [S.l.]: Cengage Learning. pp. 558–559. ISBN 9781285767277. Consultado em 19 de maio de 2018. Cópia arquivada em 12 de agosto de 2025
  10. 1 2 Meurant, G. (2012). Introduction to Electronic Document Management Systems. [S.l.]: Academic Press. p. 120. ISBN 9780323140621. Consultado em 19 de maio de 2018. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2026
  11. White, M. (2012). Enterprise Search. [S.l.]: O'Reilly Media, Inc. pp. 73–74. ISBN 9781449330408. Consultado em 19 de maio de 2018. Cópia arquivada em 13 de agosto de 2025
  12. Sommerville, J.; Craig, N. (2006). Implementing IT in Construction. [S.l.]: Routledge. p. 130. ISBN 9781134198986. Consultado em 19 de maio de 2018. Cópia arquivada em 1 de fevereiro de 2026
  13. Skipper, S.L. (2015). How to Establish a Document Control System for Compliance with ISO 9001:2015, ISO 13485:2016, and FDA Requirements. [S.l.]: ASQ Quality Press. 156 páginas. ISBN 9780873899178. Consultado em 19 de maio de 2018. Cópia arquivada em 14 de agosto de 2025
  14. Austerberry, D. (2012). Digital Asset Management. [S.l.]: CRC Press. pp. 27–28. ISBN 9781136033629. Consultado em 19 de maio de 2018. Cópia arquivada em 13 de agosto de 2025
  15. 1 2 Austerberry, D. (2012). Digital Asset Management. [S.l.]: CRC Press. p. 30. ISBN 9781136033629. Consultado em 19 de maio de 2018
  16. International Organization for Standardization. «01.140.40: Publishing». Consultado em 14 de julho de 2008. Cópia arquivada em 4 de março de 2016
  17. International Organization for Standardization. «35.240.30: IT applications in information, documentation and publishing». Consultado em 14 de julho de 2008. Cópia arquivada em 3 de março de 2016
  18. Teixeira e Silva, Julianne. «NORMAS ISO PARA GESTÃO DE DOCUMENTOS: uma introdução»
  19. Araújo, Marcelo (18 de junho de 2025). «Gestão eletrônica de documentos: guia completo para empresas». Ebox Digital. Consultado em 29 de maio de 2026. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2026
  20. Baldam, Roquemar (2016). Gerenciamento de Conteúdo Empresarial. ECM: Enterprise Content Management. [S.l.]: Elsevier. ISBN 978-85-352-6559-0

Ver também

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Ligações externas

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