Guaco

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Como ler uma caixa taxonómicaGuaco
Mikania glomerata

Mikania glomerata
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Subfamília: Asteroideae
Tribo: Eupatorieae
Género: Mikania
Espécie: M. glomerata
Nome binomial
Mikania glomerata
Spreng.
Detalhe de um caramanchão de guaco.

O guaco (Mikania glomerata Spreng.) é um tipo de planta medicinal utilizado contra gripe, rouquidão, infecção na garganta, tosse, bronquite.

Propriedades medicinais[editar | editar código-fonte]

A planta é também conhecida como erva-de-serpentes, cipó-catinga ou erva-de-cobra. O guaco sempre foi muito conhecido pelos índios brasileiros, que usavam a planta para combater o veneno das serpentes (daí vêm alguns dos seus nomes populares). Ainda hoje, em algumas regiões do Brasil, o macerado das folhas é aplicado em forma de cataplasma sobre picadas de cobras e outros animais peçonhentos. Existe também a tradição de usar a planta fresca e nova (cujas folhas emanam um aroma intenso e agradável) para manter as cobras afastadas.

Pesquisas realizadas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) comprovaram os efeitos do guaco contra câncer, úlcera e afecção por microrganismo, além de prevenção da cárie e da placa bacteriana dos dentes[1].

Cultivo[editar | editar código-fonte]

Para o plantio, recomenda-se solo arenoso e rico em matéria orgânica. O plantio se faz por estacas de caule que apresentem pelo menos dois nós. Após o enraizamento, a muda deve ser transplantada para um local que lhe sirva de suporte. No caso de optar-se pelo plantio em vasos ou jardineiras, é necessário providenciar um apoio.

Por ser uma planta relativamente rústica, o guaco não exige muitos cuidados. Para garantir um crescimento robusto, é recomendável, por ocasião do plantio, incorporar ao solo uma adubação com húmus de minhoca. Nos períodos de seca é importante estar atento para manter a terra úmida, irrigando sempre que necessário, mas evitando encharcamentos.

Tanto as folhas como as flores podem ser usados com finalidades medicinais. A colheita se dá normalmente seis meses após o plantio, quando é possível colher as primeiras folhas.

Usos e receitas[editar | editar código-fonte]

O uso do guaco como planta medicinal é muito antigo. Em 1870, chegou a ser criado um produto preparado com hastes e folhas da planta - era o Opodeldo de Guaco que durante décadas foi considerado um "santo remédio" contra bronquite, tosse e reumatismo.

Cientificamente já está provado que o guaco apresenta propriedades medicinais expectorantes e broncodilatadoras, sendo indicado no combate à tosse, asma, bronquite, rouquidão e outros sintomas associados à gripes e resfriados. Popularmente, o guaco continua sendo usado para tratar reumatismo, infecções intestinais e cicatrizar ferimentos.

A planta não apresenta princípios tóxicos, entretanto, deve ser usada com cautela, evitando-se todo tipo de excesso. Para o uso em crianças, é recomendável sempre a metade da dose indicada para os adultos.

Essa é uma boa planta para o preparo de xaropes e chás, com fins de cessar a tosse e rouquidão, muitas receitas caseiras podem ser feitas a partir da folha do guaco.

Sinonímia[editar | editar código-fonte]

  • Cocalia trilobata,
  • Eupatropium bupleurifolium,
  • Mikania amara,
  • Mikania aspera,
  • Mikania attenuata,
  • Mikania cordifolia,
  • Mikania guaco,
  • Mikania hederaesfolia,
  • Mikania laevigata,
  • Mikania populifolia,
  • Mikania satueiaefolia,
  • Mikania triangularis,
  • Willoughbya glomerata,
  • Willoughbya parviflora.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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