Gustavo Rosa

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Gustavo Rosa
Nascimento 20 de dezembro de 1946
São Paulo, São Paulo
 Brasil
Morte 12 de novembro de 2013 (66 anos)
São Paulo, São Paulo
 Brasil
Prémios Medalha de Ouro[1]
Página oficial
Site oficial

Gustavo Rosa (São Paulo, 20 de dezembro de 1946São Paulo, 12 de novembro de 2013) foi um pintor, desenhista, gravador e artista plástico brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

Gustavo Rosa nasceu em São Paulo em dezembro 1946 e aos três anos já demonstrava aptidão para as artes plásticas, desenhando compulsivamente em folhas de papel. Mais tarde, paredes e cadernos escolares tornaram-se suas "telas", onde retratava personagens da infância. Chegou a estagiar no setor de Artes da Editora Abril mas, em 1964, inscreveu-se no curso livre de desenho e pintura da Fundação Armando Álvares Penteado-FAAP, ministrado pela artista plástica Teresa Nazar, pintora precursora da Pop Art no Brasil, ao lado de Rubens Gerchman, Antônio Dias, Hélio Oiticica e Carlos Vergara. Ali aprendeu composição, enquadramento, uso de cores e, em especial, instruiu-se nos conceitos básicos da apreensão e representação do corpo humano, proporcionado pelas aulas com modelo vivo.

Impressionada com a evolução e qualidade das obras de Gustavo, Teresa escolheu quatro delas para serem expostas, naquele mesmo ano, na Primeira Anual de Artes Plásticas da FAAP, realizada no MAB – Museu de Arte Brasileira, ao lado de artistas como Luisa Strina, Selma Garrido e Lívio Augusto Malzone. Foi a primeira exposição pública de Gustavo e que marcaria o início das quase cinco décadas de sua trajetória artística — 1964-2013.

A influência de Klimt, Nold e Di Cavalcanti[editar | editar código-fonte]

O início da carreira marcou a paixão por duas referências nas artes plásticas: as duas primeiras foram Klimt e Emil Nold, o que o levou a abandonar as escolas, que, segundo ele, “extraíam muito do seu tempo”. Assim, rendeu-se totalmente à obsessão do desenho-pintura.

Em 1969, Gustavo participou de sua primeira exposição coletiva em uma galeria de arte, dividindo o espaço da antiga Galeria Vice-Rey, em São Paulo, com obras de Walter Lewy, Dirce Pires e Décio Escobar. Ao ver os quadros de Gustavo, o célebre pintor Emiliano Di Cavalcanti, que visitou a mostra, comentou: “Esse rapaz tem um traço muito bom”. O comentário de Di Cavalcanti foi um grande estímulo para o artista iniciante e que marcou o início de uma relação afetuosa, em princípio respeitosa, mas que, ao longo dos anos, evoluiu para uma amizade verdadeira que durou até a morte, em 1976, do precursor do modernismo no Brasil. Naquele mesmo ano, Gustavo se inscreveu no “Primeiro Festival das Artes InterClubes de São Paulo”. Os críticos e membros do júri de seleção e premiação Walter Zanini e Pietro Maria Bardi lhe outorgaram-lhe a Medalha de Ouro na categoria pintura, enquanto o júri geral de todas as categorias (fotografia, arquitetura, pintura, música e literatura), composto por nomes como Maria Helena Chartuni, Lew Parrella, Olivier Perroy, Eduardo Kneese de Mello, Lúcio Grinover, Paulo Mendes da Rocha e Cecília Meirelles, lhe atribuiu a principal honraria do evento: “Prêmio Viagem ao Exterior”.

Em 1970, realiza a sua primeira exposição individual na Galeria Alberto Bonfiglioli com uma série de retratos que captavam quase fotograficamente os aspectos físicos e os semblantes fisionômicos dos personagens. Além de fama, isso lhe rendeu e muitas encomendas de portrait que lhe permitiram, logo no início da carreira, viver de sua própria arte – algo incomum para a época.

Palhaços e bicicletas[editar | editar código-fonte]

Consolidando a carreira e ainda jovem, Gustavo dá início a uma de suas várias séries, reinterpretando a figura carismática do palhaço, descobrindo formas incomuns de apresentá-la. Em seguida, a série “Bicicletas” faz a crítica de arte Ernestina Karman classificar Gustavo como um “observador inteligente e sensível, capaz de captar não apenas a maneira de viver, mas em especial, as mais espontâneas emoções do ser humano”. Em 1973, numa exposição antológica denominada “O Quadrado”, incluiu ou transformou formas humanas em composições plásticas quadrangulares. Uma mudança radical em sua obra destacada pela Crítica e apreciadores de arte da época. Estuda gravura em 1974, com o norte-americano Rudy Pozzati, no MAB/Faap.

Em 1994, lança uma grife com o seu nome na Bloomingdale's, Nova Iorque. Em 1998, passa a desenvolver capas para cadernos escolares da Tilibra. Inaugura, em 2005, no Jardim Paulista, o Estúdio Gustavo Rosa, onde passa expor suas obras. Em 29 de novembro de 2007, lançou o livro Pintando um Mundo Melhor.[2] Em 19 de maio de 2010, lançou seu segundo livro, um livro de imagens intitulado Diferentes sim, e daí?.[3]

Tinha câncer no pâncreas e faleceu em 12 de novembro de 2013.[4]

Referências

  1. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome premio
  2. «"Pintando um mundo melhor"». Plurale. 29 de novembro de 2007. Consultado em 12 de agosto de 2012 
  3. «Gustavo Rosa lança livro hoje». Publishnews. 19 de maio de 2010. Consultado em 12 de agosto de 2012 
  4. G1 (12 de novembro de 2013). «Artista plástico Gustavo Rosa morre aos 66 anos em São Paulo». Consultado em 12 de novembro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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