Hécuba
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Hécuba, na mitologia grega e romana, é mulher de Príamo, rainha de Troia e mãe de dezenove filhos, entre os quais se contam Heitor, Páris e Cassandra. Assistiu, em Tróia, à morte de quase todos e viu trucidarem seu esposo, sua filha Polixena e seu neto Astíanax.
Hécuba é geralmente considerada filha do rei Dymas e seria a segunda esposa de Príamo que teria repudiado Arisbe para se casar com ela. O primeiro mito importante sobre Hécuba se relaciona ao sonho profético que teve quando grávida. A rainha estava grávida de seu segundo filho, Paris, quando sonhou que carregava no ventre uma tocha que colocaria fogo em Tróia. Ao consultar um vidente, o rei Príamo recebeu a resposta que a criança por nascer seria responsável pela destruição da cidade. Diante disso, Príamo mandou um camponês abandonar a criança ao relento para que morresse. Só muito mais tarde, e já adulto, Paris retornaria a Tróia e terminaria por ser aceito na família real. [1]
Levada para a Trácia como escrava, ali, segundo uma versão, cegou o rei Polimestor, que mandara matar seu filho Polidoro, e matou dois filhos do rei trácio, com a ajuda de outras escravas troianas.
Apedrejada pelo povo, mordeu os que a atingiam, sendo, por isso, transformada em cadela, cujos uivos a todos impressionavam.
Na obra de Shakespeare
[editar | editar código]Na obra Hamlet de Shakespeare é bastante conhecida a fala dita pelo príncipe da Dinamarca quando este contempla a paixão com que um ator reage num monólogo em que Hecuba reage à morte do seu marido, Príamo. “And all for nothing – For Hecuba! What’s Hecuba to him, or he to Hecuba / That he should weep for her?”[2].
Referências
- ↑ Apollodorus (1997). The Library of Greek Mythology. New York: Oxford University Press. pp. 124–125. ISBN 0192839241
- ↑ https://www.theguardian.com/books/booksblog/2017/aug/24/to-e-or-not-to-e-us-statue-sparks-debate-over-how-to-spell-shakespeare#img-1
Fontes primárias
[editar | editar código]- Eurípides, Mulheres Troianas
- Euripides, Hecuba
- Virgílio, Eneida III.19-68
- Homer, Ilíada XIV.717-718
- Solino, De Vita Caesarum X.22
- Lactâncio, Instituições Divinas I.22
- Pompônio Mela, De corografia II.26
- Ovídio, Metamorfoses XIII.423–450, 481–571
- Eurípides, Troianas