Hérmias de Atarneu

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Hérmias de Atarneu
Nascimento século IV a.C.
Morte 341 a.C.
Residência Atarneu
Cidadania Atarneu
Filho(s) Pítia
Alma mater
Ocupação político, filósofo
Causa da morte crucificação

Hérmias foi um tirano de Atarneu (na Mísia, oposto a Lesbos)[1], deposto pelo estratagema traiçoeiro Mentor de Rodes. Ex-aluno da Academia (embora nunca tenha conhecido Platão), ele introduziu um regime mais moderado, admitindo que os platônicos Erasto e Corisco de Scepsis compartilhassem de seu poder e os encorajou a fundar uma nova escola filosófica em Assos. Aristóteles tornou-se amigo íntimo de Hermias e se casou com sua sobrinha e filha adotiva, Pítia. Hermias possuía um formidável poder naval, militar e financeiro e era virtualmente independente do império persa. Ele negociou, com a ajuda de Aristóteles, um entendimento com a Macedônia.[1]

Em 341 a.C., Hérmias havia se revoltado contra Artaxerxes III, e este enviou seu general grego Mentor de Rodes para combatê-lo.[2] Mentor prometeu a Hérmias que conseguiria convencer o Rei a retirar as acusações contra ele, e, com esta mentira, o prendeu, removeu seu anel, e escreveu cartas às cidades fortificadas, dizendo que Hérmias havia feito um acordo de paz com os persas.[3] O povo das cidades, acreditando nas cartas, entregou as cidades e fortalezas aos persas.[4]

Referências

  1. a b Wormell, Donald Ernest Wilson (7 de março de 2016). «Hermias (1), tyrant of Atarneus, c. 355 BCE». Oxford Research Encyclopedia of Classics (em inglês). doi:10.1093/acrefore/9780199381135.001.0001/acrefore-9780199381135-e-3042. Consultado em 12 de setembro de 2021 
  2. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XVI, 52.5
  3. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XVI, 52.6
  4. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XVI, 52.7