Harappa

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Harappa ou Harappá era uma das cidades - e é um dos sítios arqueológicos - da antiga civilização harappeana, também chamada de 'civilização do Vale do Indo'. Esta civilização floresceu quando o equinócio vernal do hemisfério norte ocorria na constelação do Touro. Foi esquecida por milênios, e sua existência veio à luz com escavações feitas em 1920.

A civilização harappeana, até cerca de 1980 conhecida como civilização do Vale do Indo, se estendeu por mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados, mais que os antigos Egito e Mesopotâmia juntos.

A história da cultura indiana é a soma de várias idades, sendo a primeira, pré-védica, a civilização harappeana. Foram parte dela, entre outras: Harappa, Mohenjo-daro e Lothal, cidades que foram destruídas por volta de 1900 a.C. Esta cultura ocupou o lugar central no mundo, nos quarto e terceiro milênios a.C. Estas culturas caíram no esquecimento até à descobertas, em 1873, do arqueólogo Alexander Cunningham. [1]

A evidência arqueológica atual indica que não foram invasores arianos, mas desastres ecológicos, que destruíram esta cultura. Arianos invasores podem ter destruído, se o fizeram, sua sofisticada cultura urbana e os indícios dela, apagados da história. Há também uma discussão sobre serem estes harappeanos antecessores, ou não, dos atuais dravidianos (algo muito pouco provável, visto que o Homeland dravídico é a Índia do Sul e não o Paquistão do Norte - tal como muitas suásticas proto-indo-européias foram encontradas em espécies de selos e carimbos, indicando que os proto/pré-árias geraram tanto os árias quanto os harappeanos, e pela mesma época os sumérios mais a oeste); outra hipótese é que os indianos atuais e esse povo antigo sejam indissociáveis(o mais provável é que os indianos na verdade sejam frutos de todos os povos que invadiram a Índia e não apenas destes). Os Puranas, como evidência indireta da continuidade entre esta civilização e a indiana, contam a lista de reis como tendo início em 6676 a.C. Da antigüidade da civilização harappeana falam também as referências, nos Vedas, à astronomia, como eclipses e nascimento heliacal de estrelas por ocasião do solstício. (A precessão dos equinócios permite datar esses eventos dentro de um período de 25 ml anos.)

Cultura harappeana[editar | editar código-fonte]

A cultura urbana era desenvolvida, e o comércio internacional também. Era um povo misto, e não composto apenas por uma raça. [2] [carece de fontes?]

A arte de Harappa é representada pela arquitetura, escultura, selos, jóias e vestuário. A arquitetura não mostra templos ou palácios grandiosos, mas casas amplas e confortáveis construídas em ruas largas. A maior construção é a dos reservatórios e banhos, e ignora-se em que medida seriam eles ligados a um aspecto sagrado. As roupas eram sofisticadas, como mostram os vários selos, usados no comércio marítimo com outros países.

A astronomia de Harappa dividia a eclíptica em 27 nakshatras (espaço médio percorrido pela Lua em um dia), que mais tarde seriam usados pelos árabes (manazil), e que por fusão originaram o zodíaco. Contavam na base decimal e tinham padrões, por exemplo, os tijolos eram todos da mesma medida.

A matemática da civilização harappeana é a base dos Sulba Sutras, que davam instruções arquitetônicas detalhadas para a construção de altares.

Os selos de Harappa mostram claramente algumas posturas de Yôga, como padmasana, indicando o quanto são antigas as práticas de desenvolvimento da consciência na Índia. A escrita harappeana ainda não foi decifrada.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 7000 a 4000 a.C.: comunidades agrícolas neolíticas
  • 4300 a 3200 a.C.: comunidades agrícolas desenvolvidas
  • 3200 a 2600 a.C.: agricultura sofisticada, começa a urbanização
  • 2600 a 2500 a.C.: salto para a cultura escrita e cidades planejadas
  • 2500 a 2000 a.C.: apogeu
  • 2000 a 1600 a.C.: declínio
  • 1600 a 1000 a.C.: florescimento da cultura do Ganges

Evidências arqueológicas[editar | editar código-fonte]

Não há indícios de violência nas ruínas de Harappa e Mohenjo-Daro. Há, pelo contrário, sinais de deterioração e empobrecimento da população, como a diminuição do tamanho das casas. Inundação por ruptura dos diques devido à mudança do regime de chuvas após séculos de agricultura irrigada é uma hipótese que encontra maior apoio nas descobertas. Outra é a seca, que teria levado ao desaparecimento do rio Saraswati, recém-descoberto por fotos de satélites. De fato, uma seca de cerca de trezentos anos destruiu, por volta de 2000 a.C., várias civilizações.

Também não há sinais de migração dos dravidianos do sul para o vale do Indo, portanto não se pode estabelcer parentesco entre estes povos. Há, sim, apenas uma ligação cultural entre os sinais de cultos religiosos e os cultos descritos nos Vedas claramente impostos pelos invasores arianos que aproveitaram-se desta seca que enfraqueceu os harappeanos para invadi-los, tal como os bárbaros germanicos o fariam com Roma muitos séculos depois, mas não por causas ecológicas e sim administrativas.

Símbolos da civilização harapeana[editar | editar código-fonte]

  • Om
  • suástica

Referências

  1. Cunningham, Alexander. Archaeological Survey of India, Report for the Year 1872-73 (1875).
  2. Harappa Ancestry Project (http://www.harappadna.org/)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]