Hazaras

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Rapaz Hazara em Mazar-e Sharif.

Os hazaras são um povo de origem mongol que residem principalmente na região central do Afeganistão conhecida como Hazarajat. Quando Gengis Khan, o poderoso líder dos mongóis, enviou seus embaixadores à Ásia Central, eles não foram bem recebidos, então, Gengis Khan juntamente com seu exército mongol invadiram a Ásia Central e durante o século XIII irromperam no centro do Afeganistão, construíram uma guarnição e subjugaram os habitantes. Os hazaras dizem-se descendentes dos soldados mongóis que se estabeleceram na Ásia central e descendentes inclusive de seu líder, Gengis Khan. Com seus olhos amendoados, a pele de tonalidade mais clara que a etnia predominante afegã e as maçãs do rosto bem acentuadas, eles lembram os mongóis.

Há pouco tempo, uma minoria de hazaras passou a sentir orgulho de sua ligação com Gêngis Khan, mas o comum tem sido essa linhagem estrangeira ser usada contra eles.

Sua língua, o hazaragi, é um dialeto próprio do idioma persa com muitas palavras do idioma mongol. Os hazaras compõem um quinto da população afegã, mas sempre foram considerados forasteiros. A maior parte deles é muçulmana xiita em um país muçulmano de maioria esmagadora sunita. Os hazaras tem reputação de serem laboriosos, entretanto, são eles que fazem os trabalhos indesejáveis.

Por causa dos seus traços asiáticos são considerados de uma casta inferior. Por esse motivo, sempre foram perseguidos e pelo fato de serem constantemente lembrados de sua inferioridade, que alguns aceitam como verdade. Por causa da opressão, os hazaras se espalharam pelo Oriente Médio, habitando o Irã e o Paquistão, além de estarem espalhados por várias outras regiões do mundo.

Os hazaras são um povo que sofre profunda discriminação étnica dentro do seu próprio país, pois a maioria fundamentalista sunita, viam os hazaras como infiéis que mereciam morrer. Eles não tinham a aparência que devia ter um afegão e não faziam suas devoções como devia fazer um muçulmano. Dizia um ditado afegão: "Aos tajiques o Tajiquistão, aos uzbeques o Uzbequistão e aos hazaras o goristão (cemitério)."

Hoje, a região de Cabul é uma das mais seguras no Afeganistão, quase totalmente livre das plantações de papoula que dominam outras regiões. Uma nova ordem política reina em Cabul, sede do governo central presidido por Hamid Karzai, onde cerca de 40% da população é hazara. Nas ruas da parte oeste da cidade, vêem-se crianças hazaras uniformizadas a caminho da escola, vendedores hazaras montando bancas de verdura, lojistas e alfaiates hazaras. Os hazaras ganharam acesso às universidades, aos empregos públicos e a outras atividades e direitos. Sendo que antes, lhes eram negado sequer serem alfabetizados; Homens, mulheres e crianças hazaras eram vistas de modo discriminatório, por exemplo, se um pai "rico" de origem turcomana, obtive-se um filho hazara (normalmente produto de traição) este não tinha a paternidade reconhecida.

A prova de que os hazaras estão se integrando a nova sociedade afegã é que um dos vice-presidentes do país é hazara, assim como o parlamentar mais votado, e uma governadora hazara é a primeira e única mulher a ocupar tal cargo no país. Os próprios hazaras mantêm universidades e escolas nas região onde habitam.

O best-seller O Caçador de Pipas, que foi adaptado para o cinema, descreve um personagem hazara fictício, e um hazara real venceu o primeiro Afghan Star, programa de TV criado nos moldes do tão conhecido American Idol.

Esse povo é tão ligado à cultura do conhecimento, que muitos dos seus professores sequer terminam o ensino médio, para começar a lecionar. Isso se dá pelo fato da precariedade de algumas regiões, onde muitos se veem obrigados a começar a lecionar muito cedo, por uma série de fatores socioeconômicos.

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