He Jiankui

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He Jiankui
Nascimento 1984 (35 anos)
Cidadania República Popular da China
Alma mater Universidade de Ciência e Tecnologia da China, Universidade Rice, Universidade Stanford
Ocupação biólogo, físico
Empregador Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China

He Jiankui (chinês simplificado: 贺建奎; nascido em 1984) é um cientista chinês, que trabalhou na SUSTech, em Shenzhen, China até janeiro de 2019. O cientista foi desligado após um inquérito conduzido pelas autoridades chinesas que questionaram a legalidade de procedimentos utilizados em sua pesquisa, que culminaram com o seu desligamento da Universidade.[1]

He Jiankui ficou conhecido em novembro de 2018, após ter anunciado que teria criado os primeiros humanos geneticamente modificados utilizando a técnica do CRISPR/Cas, causando questões sobre a ética de suas ações.

Pesquisa[editar | editar código-fonte]

He Jiankui foi um pesquisador pela universidade chinesa SUSTech, mas ele estava sob licença não remunerada desde fevereiro de 2018. Jiankui pesquisava sobre CRISPR/Cas na universidade. Em novembro de 2018, Jiankui revelou que havia editado o gene CCR5 em dois embriões humanos, com o objetivo de que os bebês não expressassem um receptor para o vírus HIV. As garotas, que o cientista chamou de "Lulu" e "Nana", nasceram poucas semanas antes do anúncio do cientista. A pesquisa foi duramente criticada, sendo considerado um experimento perigoso e prematuro por parte de Jiankui.[2][3][4][5] No dia 29 de novembro, as autoridades chinesas suspenderam todas as atividades de pesquisa de Jiankui, afirmando que suas pesquisas violavam leis chinesas.[6][7][8][9]

As investigações conduzidas pelas autoridades chinesas concluíram que "ele deliberadamente evitou a supervisão" de seus estudos, ao reunir uma equipe para prosseguir com sua pesquisa e buscar financiamentos privados, com o objetivo de obter "fama e lucro", conforme informação da agência de notícia chinesa. O relatório ainda afirma que ele forjou publicações da revisão ética do seu trabalho, com o intuito de atrair voluntários para o procedimento e que a segurança dos voluntários teria sido negligenciada, por parte do pesquisador. Por decreto, a China proíbe a edição genética de bebês.[1]

No dia 21 de janeiro de 2019, após a conclusão das investigações, a Universidade publicou um comunicado em seu site informando a demissão do cientista "A SUSTech rescindiu o contrato do Dr. Jiankui He e encerrou todas as suas aulas e pesquisas na universidade", dizia o comunicado.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «Cientista chinês que criou 'bebês editados' é demitido de universidade». Portal globo.com. Rede globo. 21 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 21 de janeiro de 2019 
  2. Cyranoski, David; Ledford, Heidi (novembro de 2018). «Genome-edited baby claim provokes international outcry». Nature (em inglês). 563 (7733): 607–608. ISSN 0028-0836. doi:10.1038/d41586-018-07545-0 
  3. «Cientista chinês que editou genes em embriões é criticado em congresso». G1. 29 de novembro de 2018. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  4. Pascual, Victoria (28 de novembro de 2018). «Cientista chinês que modificou geneticamente dois bebês defende seu experimento». El País. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  5. «Cientista que diz ter criado bebês com genes alterados anuncia pausa nos testes». Folha de S. Paulo. 28 de novembro de 2018. Consultado em 28 de novembro de 2018 
  6. Jiang, Steven; Regan, Helen; Berlinger, Joshua (29 de novembro de 2018). «China suspends scientists who claim to have produced first gene-edited babies». CNN News (em inglês). Consultado em 29 de novembro de 2018 
  7. Tismoo (6 de dezembro de 2018). «Cientistas da Tismoo se posicionam sobre o caso das bebês geneticamente modificadas». Tismoo. Consultado em 7 de dezembro de 2018 
  8. Cyranoski, David (28 de novembro de 2018). «CRISPR-baby scientist fails to satisfy critics». Nature (em inglês). Consultado em 7 de dezembro de 2018 
  9. CohenNov. 28, Jon; 2018; Pm, 1:45 (28 de novembro de 2018). «Ethics aside, does the CRISPR baby experiment make scientific sense?». Science | AAAS (em inglês). Consultado em 7 de dezembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]