How to Do Things with Words

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
How to Do Things with Words
Quando dizer é fazer: palavras e ação (BR)
Autor(es) John Langshaw Austin
Idioma Inglês
Assunto Atos de fala
Editora Harvard University Press
Editor James Opie Urmson
Lançamento 1962
Páginas 192
ISBN 9780192812056
Edição brasileira
Tradução Danilo Marcondes de Souza Filho
Editora Artes Médicas
Lançamento 1990
Páginas 136

How to Do Things with Words é uma obra póstuma de John Langshaw Austin, publicada no Reino Unido em 1962 a partir de uma série de conferências organizadas em 1955 na Universidade Harvard. Nasceu deste livro a teoria dos atos de fala, que assume lugar central na pragmática e na filosofia da linguagem ordinária, sendo expandida a estudos formais, descritivos, funcionalistas, semióticos e socioantropológicos.[1]

Com esta obra teórica, Austin dá continuidade aos estudos de Émile Benveniste, Karl Bühler, Roman Jakobson, Charles Bally, Bronisław Malinowski e Ludwig Wittgenstein. Com um método de trabalho inovador, didático e jocoso, as doze conferências que discutem os atos de fala rompem com a dicotomia entre enunciado constativo e enunciado performativo e questionam o valor de verdade por uma postura anti-logicista. Estes atos são compreendidos por três categorias: ato locucionário, ato ilocucionário e ato perlocucionário.[2]

A morte de Austin o impediu de continuar seus estudos sobre atos de fala, e John Searle, um de seus principais discípulos, continua a desenvolver este campo de estudos. Searle confere à teoria austiniana um olhar mais formal, lógico e proposicional.[3]

Referências

  1. Silva, Daniel do Nascimento e; Veras, Viviane. «Da teoria dos atos de fala à nova pragmática: os legados de John L. Austin e Kanavillil Rajagopalan». DELTA. 32 (3): 5-19. doi:10.1590/0102-445077656250893236. Consultado em 22 de maio de 2020 
  2. Pinto, Joana Plaza. «Performatividade radical: ato de fala ou ato de corpo?». Gênero. 3 (1): 101-110. doi:10.22409/rg.v3i1.260. Consultado em 22 de maio de 2020 
  3. Prata, Tárik de Athayde. «Subjetividade ontológica na filosofia da mente de John Searle». Philósophos. 12 (2): 171-204. doi:10.5216/phi.v12i2.3386. Consultado em 22 de maio de 2020