Iarcanda

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Localização de Iarcanda (Sache) na Bacia do Tarim
Iarcanda ao sudoeste do Deserto de Taklamakan

Iarcanda[1] (Yarkand ou Yarkant), que é denominada pelos chineses como Chache (Shache pela transliteração pinyin) ou Sha-ch'e (pela transliteração Wade-Giles), é uma cidade-oásis no sudoeste de Xinjiang, no noroeste da China. Situada nas margens do Rio Iarcanda no extremo oeste da Bacia do Tarim e ao sudeste de Kashgar, na junção das estradas para Aksu ao noroeste e para Khotan ao sudeste. É um dos pontos da Rota da Seda na Bacia do Tarim.

No final do século II a.C., a cidade era conhecida como Reino de Chache, que dominava a região até a Cordilheira Pamir. No final do século I, a cidade foi tomada pelos exércitos chineses comandados por Ban Chao. Durante a dinastia Tang (618–907), ela voltou a ganhar importância, após ter sido ofuscada por Cargalique ao sul e por Kashgar ao noroeste. Ela ganhou ainda mais importância nos séculos XII e XIII, tornando-se a principal base do Canato de Chagatai, que era parte do Império Mongol. No final do século XVI, a cidade foi incorporada pelo Canato de Kashgar. No século XVIII, voltou a estar sob a soberania de Pequim.

O oásis abrange cerca de 3.210 Km2 e é altamente fértil. Ela produz uma variedade de culturas de grãos, algodão, linho, feijão, frutas e folhas de amoreira para a indústria da seda local. Ao redor do oásis há criação extensiva principalmente de camelos, cavalos e ovelhas. A tem uma rica produção artesanal com algodão, seda, e couro. No ano de 2.000 a população do local era de 88.148 habitantes[2].

Na época da Revolta Dungan, os soldados da etnia hui naquela cidade, passaram a temer que as autoridades os desarmassem ou os executasse, e se juntaram à revolta nas primeiras horas de 26 de julho de 1864, e tomaram a cidade e o forte onde estava a guarnição de soldados da etnia manchu. Ao tomarem a cidade, cerca de 7.000 chineses da etnia han foram massacrados. Os huis eram pouco numerosos, quando comparados muçulmanos de etnia turca que residiam naquela cidade, e escolheram um homem religioso da família Ghulam Husayn, uma família nobre oriunda de Cabul, para exercer o papel de padixá (governante) local[3]

Referências

  1. Revista portuguesa de filologia. 19. [S.l.]: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Instituto de Estudos Românicos. 1987. p. 45 
  2. Yarkand, em inglês, acesso em 15 de fevereiro de 2015.
  3. Dungan revolt, em inglês, acesso em 21 de fevereiro de 2015.