Igreja de Santa Maria (Estremoz)

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Igreja de Santa Maria ou
Igreja Matriz de Estremoz
Construção séc. XVI e XVII
Promotor Miguel de Arruda, sob influencia do Cardeal D. Henrique e D. Sebastião
Aberto ao público Sim
Estilos arquitetónicos Maneirista.
Património Nacional
Classificação Logotipo Anta Vilarinho PT.png Imóvel de Interesse Público
(Decreto n.º 47 508, DG n.º 20)
Data 24-01-1967
DGPC 74276
Estado de conservação Bom
Geografia
País  Portugal

A Igreja de Santa Maria, ou Igreja Matriz de Estremoz situa-se na freguesia de Santa Maria, no Concelho de Estremoz, Distrito de Évora, Portugal.[1]

Edifício classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público desde 1967,[2] pelo IGESPAR, encontra-se aberto ao público para visita, de Terça-feira a Domingo, das 09:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30, sendo necessário solicitar a chave.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Originalmente existia uma igreja no mesmo local, de estilo românico, possivelmente ligada por arcos à Torre de Menagem do Castelo.[3][4] A existência dessa igreja primitiva encontra-se mencionada numa cantiga de Afonso X, o Sábio (1252-1284).[1][5]

As obras da actual igreja iniciaram-se em 1560, por ordem do Cardeal D. Henrique, só tendo sido concluídas no século XVII. Francisco Xavier do Rego, em 1730, descreve a igreja como um priorado da Ordem de Avis.[6]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Fachada ocidental
Fica uma igreja-salão

Possivelmente, terá sido projectada pelo arquitecto Miguel de Arruda, tendo muitas semelhanças com as igrejas de Santo Antão (1557), em Évora, de São Salvador de Veiros (1559), no concelho de Estremoz, e de Nossa Senhora da Lagoa (1563), de Monsaraz. Também existe a hipótese do seu arquitecto ter sido Afonso Álvares, arquitecto do Cardeal D. Henrique. Pero Gomes foi o Mestre de Obras.[7]

A planta da igreja "(...) consiste num rectângulo dourado, com o comprimento igual à diagonal do quadrado sobre a largura (...)".[8] É uma obra prima de geometria e simbologia geométrica; a largura de cada tramo é igual à terça parte da largura da igreja e o comprimento das sacristias é exactamente um quarto do comprimento dos tramos, obedecendo a uma rigorosa aplicação da relação dourada da maçonaria operativa ao desenho da estrutura.[1]

A fachada é sóbria, com a parede caiada de branco e três portas, sendo mais alta a central, com colunas de ordem jónica, arquitrave e frontão triangular. Dentro do recinto destacam as colunas de mármore, pelo seu tamanho e diâmetro. De referir a existência de diversas capelas; a Capela Baptismal, de estilo renascentista, o altar das Almas, de 1788, o altar de Santa Catarina de Alexandria, o altar do Santíssimo, a Capela-mor, com retábulo de 1620, os altares de São João Baptista, renascentista, o altar de São Bento, que veio da igreja anterior, o antigo altar do Corpo de Deus, agora altar dedicado a Nossa Senhora de Fátima, o altar de Nossa Senhora das Brotas e o altar dedicado às Onze Mil Virgens, com uma pintura de uma caravela portuguesa.[9][10]

Notas

  1. a b c d «Igreja de Santa Maria. Descrição na página oficial do Município de Estremoz». Consultado em 6/Mar/2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  2. IGESPAR, Ministério da Cultura de Portugal. «Ficha detalhada da Igreja de santa Maria». Consultado em 6/Mar/2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. MENDEIROS, José Filipe, Património Religioso de Estremoz, página 13-20, Estremoz, 2001
  4. COSTA, Mário Alberto Nunes Costa, Breve Recopilação... da Fundação, Antiguidade e Excelência de Estremoz, pág. 134, Coimbra, 1944
  5. Estremoz Marca, página 25, Estremoz, 2008
  6. Site do SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (Forte de Sacavém). «Igreja de Santa Maria». Consultado em 6/Mar/2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  7. MENDEIROS, José Filipe, Património Religioso de Estremoz, página 14, Estremoz, 2001
  8. KUBLER, Georges, A Arquitectura Portuguesa Chã - Das especiarias aos diamantes - 1521-1706, pág. 43, Lisboa, 1988
  9. ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal-Distrito de Évora, Vol. VII, Lisboa, 1975
  10. ESPANCA, Túlio, Notícia de quatro Igrejas Comendatárias da Ordem de Avis, A Cidade de Évora, nº 55

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • REGO, Francisco Xavier do, Descrição Geográfica Cronológica, Histórica e Crítica da Vila e Real Ordem de Avis, in Cadernos de Divulgação Cultural, ano I, n.º 1, Avis, Câmara Municipal de Avis, Novembro 1985 [1.ª ed. de 1730]
  • SERRÃO, Joaquim Veríssimo, Viagens em Portugal de Manuel Severim de Faria, Lisboa, 1947
  • SERRÃO, Joaquim Veríssimo, Livro das Igrejas e Capelas do Padroado dos Reis de Portugal, Lisboa, 1974;
  • SERRÃO, Victor, A Pintura Proto-barroca em Portugal, 1612-1657 (dissertação de doutoramento em História da Arte),Coimbra, 1992.

Ver também[editar | editar código-fonte]