Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia

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Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia
Imazon
(Imazon)
Lema "As árvores são nosso pulmão, os rios nosso sangue, o ar é nossa respiração, e a Terra, nosso corpo."
Fundação 1990 (28 anos)
Tipo Organização não-governamental
Sede Brasil Pará, Brasil
Presidente do Conselho André Guimarães
Sítio oficial http://imazon.org.br/

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia - IMAZON é um instituto de pesquisa, criado no dia 10 de julho de 1990, sediado na cidade de Belém[1], no Estado do Pará, norte do Brasil.

O Instituto não tem fins lucrativos e foi qualificado pelo Ministério da Justiça como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Entre as principais atividades de pesquisa do Imazon estão o diagnóstico, socioeconômico dos usos do solo na Amazônia; o desenvolvimento de métodos para avaliação e monitoramento desses usos; a realização de projetos demonstrativos; a análise de políticas públicas de uso do solo; e a elaboração de cenários e modelos de desenvolvimento sustentável para essas atividades econômicas.

Os estudos do Imazon contribuem para a efetivação de políticas de zoneamento e controle de território e uso dos recursos naturais na Amazônia. Além disso, o instituto avalia políticas ambientais atuais por meio de análises sobre cenários de devastação e seus impactos potenciais. A Instituição integra comissões técnicas, auxilia tomadores de decisão na elaboração de políticas públicas e elabora pareceres sobre temas emergentes no debate regional.

O Imazon é a única instituição não-governamental que monitora o desmatamento de maneira independente do governo. Boletins com as taxas de desmatamento para toda a região amazônica são lançados todos os meses.

História[editar | editar código-fonte]

Em meados de 1980, a destruição da Amazônia passou a chamar atenção em todas as mídias, o que levou a solicitar medidas urgentes. Devido a isso, se fez necessário ter pessoas capacitadas para lidar com todos os problemas relacionados ao desmatamento, de forma multidisciplinar. Foi a partir disso que o norte-americano e antigo pesquisador da EMBRAPA(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Christopher Uh, juntamente com Adalberto Veríssimo, David McGrath e Paulo Barreto fundaram o Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente) Recentemente, o Imazon assinou um Termo de Cooperação técnica com o Ministério Público do Pará para o monitoramento do desmatamento ilegal em unidades de conservação em terras indígenas.[2]

Missão[editar | editar código-fonte]

O Imazon tem como missão "Promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia brasileira por meio de estudos, apoio à formulação de políticas públicas, disseminação ampla de informações e formação profissional."

Visão[editar | editar código-fonte]

Em sua visão de futuro, "A Amazônia como uma área onde a biodiversidade, a cobertura florestal e os serviços ambientais associados estarão conservados e o desenvolvimento sustentável será implantado de modo a garantir condições de vida dignas para todos os habitantes da região."

Valores[editar | editar código-fonte]

Seus valores são:

Sustentabilidade, ética, uso do Método Cientifico e excelência na qualidade.

Programas[editar | editar código-fonte]

O Imazon possui uma diversidade de programas para que seja necessário alcançar todos os objetivos determinados, nos quais são chamados de: Monitoramento de amazônia, política e economia e também mudanças climáticas. Além disso, possuem programas para floresta, comunidade e sustentabilidade.

Monitoramento de Amazônia[editar | editar código-fonte]

O programa Monitoramento da Amazônia tem por objetivo monitorar e detectar o desmatamento, a exploração madeireira e outras formas de pressão humana por meio de imagens de satélite. As imagens captadas são divulgadas até o dia 20 de cada mês e indicam as reais condições de conservação, sua localização e se essas terras são públicas, privadas ou habitadas por indígenas. Com isso, são capazes de desenvolver propostas para as políticas públicas e para a contribuição na redução do desmatamento de degradação florestal por meio da fiscalização de campo.[3]

Municípios sustentáveis[editar | editar código-fonte]

O programa visa adotar um programa de desenvolvimento sustentável para o combate do desmatamento da Amazônia e o fortalecimento da gestão ambiental dos municípios O primeiro projeto implantado foi em 2008, no município de Paragominas, no qual era considerado o maior devastador da Amazônia. O projeto consistiu em conscientizar a população e mudar a economia para um modelo baseado em atividades sustentáveis, deixando de lado o desmatamento.[4][5]

Direito e sustentabilidade[editar | editar código-fonte]

O programa visa facilitar o desenvolvimento sustentável na região e do combate ao crime ambiental, essa ação se faz por meio da ampliação de leis ambientais. Com isso, buscam informar que o desmatamento é essencial para reduzir as emissões brasileiras

Mudanças Climáticas[editar | editar código-fonte]

O programa ‘Mudanças Climáticas’ visa criar ações para preparar e adaptar as populações que estão em locais impactados pelas mudanças climáticas. Há uma grande preocupação com a emissão de Gases do Efeito Estufa, uma vez que são resultantes do desmatamento. Essa ação é necessária, pois com a redução do desmatamento, voltará a ter um equilíbrio climático, evitando assim as catástrofes nos quais andam atingindo a sociedade.[6]

Política e economia[editar | editar código-fonte]

O objetivo programa busca promover a conservação dos recursos florestais na região amazônica, avaliando e subsidiando políticas públicas. O projeto visa também implementar unidades de conservação para o desenvolvimento econômico local.[7]

O estado da Amazônia[editar | editar código-fonte]

A cada mês, o Imazon divulga boletins a respeito do estado da Amazônia. Suas publicações são relacionadas ao desmatamento na Amazônia legal e o uso dessas terras. Além disso, focam no combate aos crimes ambientais, bem como as ameaças e programas necessários para a fiscalização das áreas protegidas. O desmatamento na Amazônia aumentou e área de floresta nativa desmatada cresceu cerca de 215%.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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