Incompetência istmocervical

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Incompetência istmocervical
Classificação e recursos externos
CID-10 N88.3
CID-9 622.5
DiseasesDB 2292
MeSH D002581
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Incompetência istmo-cervical - IIC é a incapacidade do colo uterino de manter uma gravidez.

Isto decorrente por defeitos anatômicos ou funcionais. O orifício interno apresenta-se incompetente para reter o concepto. A incidência da incompetência istmo-cervical segundo a literatura é de 1.1000. Geralmente a mulher somente descobre que possui incompetência uterina após uma ou mais perdas sem motivo aparente.

Causas[editar | editar código-fonte]

As causas de incompetência istmo-cervical podem ser de dois tipos: congênitas ou adquiridas. As causas congênitas são aquelas que levam a uma má-formação do canal ístmico-cervical, exemplo: maior concentração de fibras elásticas que fibras musculares. As causas adquiridas, por sua vez, são aquelas que levam a uma deformidade deste canal após o nascimento (ex.: partos com utilização de fórceps, partos traumáticos, dilatação forçada do colo uterino, conização, tumoração istmo-cervical (miomas. etc.)[1][2]

A IIC leva a perdas gestacionais a partir da décima oitava semana, quando o bebê ainda não está pronto para viver fora do útero materno. Geralmente as perdas são inevitáveis, quando não monitoradas por um bom profissional, pois o colo dilatada sem dor. Por vezes a bolsa estoura sem aviso prévio.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Até hoje não existe tratamento para a temida IIC (responsável por 35% das perdas gestacionais) nem consenso entre os médicos sobre possíveis cautelas. Existem medidas de precaução, que mesmo assim são discutidas entre os médicos. As medidas de precaução geralmente são: - Repouso moderado à absoluto - Cerclagem antes da 13ª semana de gestação - Medicamentos inibidores de contração uterina precoce (Inibina, Dactil), AAS. Mas os médicos também não concordam plenamente com esses medicamentos, existindo ressalvas quanto a seu uso. O que se sabe até hoje é que o repouso absoluto costuma ajudar a manter a gestação até pelo menos a 34ª semana, quando então o pulmão do bebê estará melhor desenvolvido. Solicitar o medicamento para amadurecimento do pulmão também é uma medida preventiva.

A cerclagem está em desuso, atualmente mulheres com história prévia de incopetência cervical ou com colo do útero curto à ultrassonografia transvaginal, utilizam progesterona tópica como medida preventiva.

Cerclagem[editar | editar código-fonte]

Cerclagem é como uma costura em volta do colo uterino antes da 13ª semana de gestação com um, dois ou mais pontos, dependendo do grau da IIC. É feita com anestesia local ou radial e, na maioria das vezes, não há necessidade de internação. A linha utilizada é em sua maioria a usada em cardiologia. Além disso, existem diversas técnicas de cerclagem ou ainda, circlagem, como é escrita em alguns livros. Não é uma técnica 100% garantida, mas, mesmo assim, consegue aumentar as chances de uma gravidez com sucesso. Também existe a cerclagem interna, pouco usada no Brasil. Esta é feita com uma cirurgia de grau maior, e tem mais riscos que a outra. Antes de recorrer à cerclagem, converse com seu ginecologista para saber se ele está habilitado para esse procedimento. Apesar de simples, a realização da cerclagem exige estudo e acompanhamento por parte do médico.

Após a cirurgia, como medida cautelar, deve-se realizar o ultrassom mensalmente para medir o colo uterino. Colo uterino menor que 3cm exige cautela e repouso absoluto, pois corre-se risco de rompimento dos pontos da cerclagem.

Referências

  1. Althuisius, Sietske M.; Dekker, Gustaaf A; Hummel, Pieter; Bekedam, Dick J; van Geijn, Herman P. (novembro de 2001). «Final results of the Cervical Incompetence Prevention Randomized Cerclage Trial (CIPRACT): Therapeutic cerclage with bed rest versus bed rest alone». American Journal of Obstetrics and Gynecology (em inglês). 185. EUA. pp. 1106–1112  Parâmetro desconhecido |accessadoem= ignorado (ajuda)
  2. «Cervical Incompetence - Protocol #40» (PDF). Maternal Fetal Medicine, University of New Mexico (em inglês). Março de 2011. Consultado em 14 de abril de 2012 

Relato de Caso http://mileumafraldas.blogspot.com/2015/12/incompetencia-istmo-cervical-iic.html