Jōmon Sugi

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Pix.gif Jōmon Sugi *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Jomon Sugi Panorama.jpg
Vista da árvore
País  Japão
Critérios (vii)(ix)
Referência 662
Região** Yakushima
Histórico de inscrição
Inscrição 1993  (17.ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

Jōmon Sugi (em japonês: 縄文杉) é uma árvore Cryptomeria (em japonês: 屋久杉) localizada em Yakushima, um Património Mundial da UNESCO do Japão. É a mais antiga e maior árvore da ilha, estimada entre 2 170[1] e 7 200 anos de idade.[2][3][4][5] Outras estimativas da idade da árvore incluem "pelo menos 5 000 anos",[6] "mais de 6 000 anos"[7] e "mais de 7 000 anos de idade".[8] O nome da árvore é uma referência ao período Jōmon da pré-história japonesa.[9]

Localização[editar | editar código-fonte]

A árvore está localizada na face norte de Miyanoura-dake, o pico mais alto de Yakushima, a uma altitude de 1 300 metros. A descoberta da árvore em 1968 provocou movimentos para proteger as florestas de Yakushima e deu origem à indústria turística da ilha, que compõe mais da metade de sua economia.[6]

Jōmon Sugi é acessível através da Trilha de Kusugawa (a leste de Miyanoura) e da Trilha de Arakawa (começando na represa de Arakawa), mas requer uma caminhada de quatro a cinco horas na montanha.[10] Após a designação de Yakushima como Património da Humanidade em 1993, as autoridades locais restringiram o acesso à árvore a uma plataforma de observação construída a uma distância de 15 metros dela.[1]

A árvore tem uma altura de 25,3 m (83,0 ft), e a circunferência do tronco tem 16,4 m (53,8 ft)[11] Tem um volume de aproximadamente 300 m³ (10 600 ft³), tornando-a a maior conífera no Japão.[12] A datação por anéis dos galhos da árvore, conduzida por cientistas japoneses, indicou que Jōmon Sugi tem pelo menos 2.000 anos de idade.[12] No livro Remarkable Trees of the World (2002), o arborista Thomas Pakenham descreve Jōmon Sugi como "uma sombria árvore titã, levantando-se do chão esponjoso mais como rocha do que madeira, seus braços musculares vastos estendidos acima do emaranhado de cedros jovens e cânfora".[12]

Em 2005, vândalos tiraram da árvore um pedaço de casca de 10 cm (3,94 in) de cada lado.[1]

Em abril de 2009, Jōmon Sugi foi associada à Tāne Mahuta, na Floresta Waipoua da Nova Zelândia.[13]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c «Vandals damage Japan's World Heritage tree». UPI NewsTrack. 25 de maio de 2005. Consultado em 25 de agosto de 2008 
  2. English, Andrew (15 de abril de 2006). «Hydrogen island». The Daily Telegraph. Consultado em 25 de agosto de 2008 
  3. Yamaguchi, H.; Nishio, S. (1995). «Water surrounding Jomon-sugi, a mysterious cedar tree growing in Yakushima Island for 7200 years». Journal of the Japan Society of Civil Engineers (em Japanese). 80: 86–89. ISSN 0021-468X 
  4. Elsey, Teresa, ed. (dezembro de 2003). Let's Go Japan 1st ed. [S.l.]: Macmillan. p. 634. ISBN 978-0-312-32007-2 
  5. Kanagy, Ruth (2004). Living Abroad in Japan. [S.l.]: Avalon Travel Publishing. p. 11. ISBN 978-1-56691-672-1 
  6. a b Dodd, Jan; Simon Richmond (2001). The Rough Guide to Japan 2nd ed. [S.l.]: Rough Guides. 767 páginas. ISBN 978-1-85828-699-0 
  7. Arnold, Wayne (2 de junho de 2005). «A wet climb through a green wonderland». The New York Times. Consultado em 26 de setembro de 2013 
  8. Walder, Rebecca; Brown, Jackum; Brown, David (2006). «Asia». 501 Must-Visit Destinations. [S.l.]: Octopus Publishing. ISBN 978-0-75372-214-5 
  9. Hobson, Jake (2007). Niwaki: Pruning, Training and Shaping Trees the Japanese Way. [S.l.]: Timber Press. 86 páginas. ISBN 978-0-88192-835-8 
  10. Thompson, Chuck (2002). The 25 Best World War II Sites, Pacific Theater: The Ultimate Traveler's Guide to the Battlefields, Monuments & Museums. Col: Greenline Historic Travel Series. [S.l.]: Greenline Publications. p. 26. ISBN 978-0-9666352-6-3 
  11. Tsumura, Yoshihiko (2011). «Cryptomeria». In: Kole, Chittaranjan. Wild Crop Relatives: Genomic and Breeding Resources: Forest Trees. [S.l.]: Springer Berlin Heidelberg. p. 53. ISBN 978-3-642-21250-5 
  12. a b c Pakenham, Thomas (2003). Remarkable Trees of the World. [S.l.]: W. W. Norton & Company. 51 páginas. ISBN 978-0-393-32529-4 
  13. «Iconic trees in world-first partnership». Stuff.co.nz. 24 de abril de 2009. Consultado em 8 de outubro de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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