Vale de Jizreel

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Panorâmica do vale de Jizreel visto do monte Tabor, que marca o limite norte dessa pequena planície

O vale de Jizreel ou de Jezrael, também chamado planície de Esdrelão (em hebraico: עמק יזרעאל‎; transl.: Emek Yizreél; em árabe: مرج ابن عامر‎; transl.: Marj ibn Ámer) é uma grande planície fértil e um vale interno no sul da região da Galileia, parte norte de Israel.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O vale de Jizreel deve o seu nome à antiga cidade de Jezrael (em árabe: زرعين; transl.: Zir'in) situada em uma pequena colina com vista para o limite sul do vale, embora alguns estudiosos pensem que o nome da cidade originou-se do nome do clã que a fundou. A cidade é mencionada na Estela de Merneptá.[1] Em português também se usa o topónimo planície de Esdrelão[2] (do grego koiné Esdraelon).

História[editar | editar código-fonte]

As primeiras referências históricas datam dos séculos XV e XIII a.C., quando aconteceram respetivamente as guerras de Megiddo e Kadesh, onde os exércitos do Antigo Egito dos faraós tentaram subjugar os cananeus. No periodo bíblico, as tribos de Aser, Zebulom e Isaccar detiveram o domínio do vale, a primeira na parte litorânea, a segunda no centro e a terceira na região que chega ao rio Jordão. Os árabes chegaram no primeiro século da Hégira, trazendo com eles o islã. Por ser local estratégico, de passagem de mercadores e viajantes que cruzavam a Palestina histórica, o vale de Jizreel foi palco de inúmeras batalhas, como por exemplo a de Ain Jalut (em árabe: عين جالوت), não longe do monte Gilboa, em 1260. Nessa batalha sangrenta, os mamelucos lutaram contra os mongóis, que estavam a planejar invadir o Egito.

Depois da Primeira Guerra Mundial, os turcos foram substituídos pelos ingleses no controle da área (ver Mandato Britânico). Até 1949, porém, a maioria das terras da região ainda estava em mãos de donos árabes, e muitos deles fugiram ou foram expulsos durante o conflito árabe-israelense, e hoje o vale de Jizreel é uma área predominantemente judaica. Os judeus começaram a chegar em massa no começo dos anos 20, e fundaram inúmeros kibutzim e moshavim, inclusive Nahalal, o mais antigo moshav, que foi criado em 1921.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O vale é limitado ao sul pelos planaltos de Samaria e pelo monte Gilboa, ao norte pela Baixa Galileia, ao oeste pela cordilheira do monte Carmelo e ao leste pelo vale do Jordão. É a vertente norte do que um dia foi um braço do mar Morto, antes deste ter-se separado do Mediterrâneo, há muitos milhares de séculos. Estando no norte do país, o vale é servido por chuvas mais que o Neguev, a sul, o que favorece a agricultura. O rio Quisom atravessa-o, desembocando na cidade de Haifa.

Principais cidades[editar | editar código-fonte]

  • Afula, 40 000 habitantes. Cidade em desenvolvimento, é o principal centro econômico do vale, sendo conhecida como sua "capital". É a maior cidade judaica da Galileia, embora em população seja menor que Nazaré, de maioria árabe.
  • Bete-Seã, 17 000 habitantes. Pequena cidade, importante ponto de referência para os povoados do sul do Lago Kinneret e do norte do vale do Jordão.

Referências

  1. Cheyne and Black, Enciclopédia Bíblica
  2. Dias, Geraldo J. A. Coelho (2006), As religiões da nossa vizinhança: História, Crença e Espiritualidade, Universidade do Porto, p. 127, ISBN 9789728932169, http://books.google.pt/books?id=ndlK2HkuadYC&pg=PA127&q=esdrelão, visitado em 4 de dezembro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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