João de Lemos
| João de Lemos | |
|---|---|
| Nascimento | João de Lemos Seixas Castelo Branco |
| Morte | 1890 (71 anos) Maiorca, Figueira da Foz |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | jornalista, poeta e dramaturgo |
João de Lemos Seixas Castelo Branco (Peso da Régua, 6 de maio de 1819 – Maiorca, Figueira da Foz, 16 de janeiro de 1890) foi um jornalista, poeta e dramaturgo português.
Foi muito considerado enquanto escritor, nomeadamente, por António Feliciano de Castilho que lhe havia de lhe dedicar várias páginas de enaltecimento. Até os seus contemporâneos da escrita consideraram-no o primeiro lírico do seu tempo. Bulhão de Pato considerou-o um “poeta de raça“, Aires Pinto de Sousa dedicou-lhe “Mais uma corda de lyra”, Francisco Gomes de Amorim fez-lhe versos e Gonçalves Crespo não se esqueceu de o aludir[1].
Biografia
[editar | editar código]João de Lemos era filho de Inácio Xavier de Seixas Lemos Castelo Branco (21 de setembro de 1771 - 23 de janeiro de 1843), 2.º Barão e 2.º visconde do Real Agradõ, fidalgo da Casa Real; comendador da Ordem de Cristo, cavaleiro da Torre e Espada, condecorado com a cruz de campanha n.º 2, da Guerra Peninsular, coronel do exército, casado a 7 de abril de 1812 com D. Maria do Carmo Vaz Pinto Guedes, filha e herdeira de José Vaz Pinto Guedes, capitão-mor de Penaguião, e de sua mulher D. Josefa Cândida da Silva[2].
O «trovador» João de Lemos, como era conhecido desde o tempo de Coimbra, onde se formou em direito, pela publicação do jornal poético O Trovador, interessantíssimo repositório das produções poéticas dum grupo de moços estudantes. Além dele, alma e director dessa publicação, faziam parte do Trovador Luís da Costa Pereira, António Xavier Rodrigues Cordeiro, Luís Augusto Palmeirim, José Freire de Serpa, Augusto Lima e Couto Monteiro.[3]

Ultrarromântico e estrénuo miguelista, adepto furibundo do Antigo Regime e da Monarquia tradicionalista que sempre ansiou, com todo o ardor que ressuscitasse, nasceu muito prosaicamente no Peso da Régua, em 1819, às vésperas, portanto, da Revolução de 1820. Mas toda a sua vida dedicou-a ele ao seu ideal político, tendo usufruído de grande prestígio dentro da corte dos talassas da época[4]. Após a queda do seu rei D. Miguel I de Portugal e do seu regime, exilou-se em Londres[5].
Colaborou em diversas outras publicações periódicas, de que são exemplo o jornal humorístico A Comédia Portuguesa[6] começado a publicar em 1888, a Revista Universal Lisbonense[7] (1841-1859) e a Revista Contemporânea de Portugal e Brasil [8] (1859-1865).
Obras poéticas
[editar | editar código]- O funeral e a pomba: poema em 5 cantos
- Cancioneiro (1858- 1859- 1866)
- I - Flores e Amores
- II - Religião e Pátria
- III - Impressões e Recordações
- O livro de Elisa: fragmentos (1869) (eBook)
- Canções da tarde (1875)
- Serões de Aldeia (1876)
- O tio Damião: poema lírico (1886)
- O Monge Pintor (1889)
Teatro
[editar | editar código]- Maria Pais Ribeira: drama em 4 actos
- Um susto feliz: comédia
Compilação de artigos jornalísticos
[editar | editar código]- Os Frades
- Ele e Ela
- A Inquisição de 1850
Referências
- ↑ João de Lemos: o Trovador Duriense (1), Tempo caminhado, 13 de Dezembro de 2012
- ↑ Real Agrado (Inácio Xavier de Seixas Lemos Castelo Branco, 2.º barão e 2.º visconde do), Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico,Volume VI, pág. 105. Edição em papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor. Edição electrónica © 2000-2015 Manuel Amaral
- ↑ REMÉDIOS, Joaquim Mendes dos. História da literatura portuguesa desde as origens até à actualidade. Lisboa: Lumen, 1921
- ↑ Antologia da poesia portuguesa, Volume II.
- ↑ João de Lemos: o Trovador Duriense (1), Tempo caminhado, 13 de Dezembro de 2012
- ↑ Rita Correia (24 de Junho de 2011). «Ficha histórica: A comedia portugueza : chronica semanal de costumes, casos, politica, artes e lettras» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 10 de Setembro de 2014
- ↑ Revista universal lisbonense : jornal dos interesses physicos, moraes e litterarios por uma sociedade estudiosa (1841-1859) cópia digital, Hemeroteca Digital
- ↑ Pedro Mesquita (6 de dezembro de 2013). «Ficha histórica:Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 13 de Abril de 2014
- Nascidos em 1819
- Mortos em 1890
- Poetas de Portugal do século XIX
- Comediógrafos de Portugal
- Escritores miguelistas
- Jornalistas de Portugal do século XIX
- Nobres de Portugal do século XIX
- Alumni da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
- Portugueses expatriados na Inglaterra
- Exilados de Portugal
- Naturais de Peso da Régua