Living Theatre

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The Living Theatre é uma companhia de teatro Off Broadway norte-americana fundada em 1947 em Nova York. É um dos mais antigos grupos de teatro experimental ainda existente nos Estados Unidos. É conhecido por seus fundadores, a atriz e diretora Judith Malina e o seu marido pintor/poeta, cenógrafo, diretor Julian Beck; depois da morte de Julian Beck em 1985, outro membro da companhia Hanon Reznikov tornou-se co-diretor junto com Malina. Foi importante companhia do movimento contra participação norte-americana na Guerra do Vietnã, estimulando a desobediência civil, tendo sido considerada não grata pelo governo norte-americano na década de 1960. Luta pelo fim das fronteiras entre palco e platéia, das fronteiras entre arte e vida, e atores e público, chamando o público a participar ativamente na cena de seus espetáculos.

Julian Beck e Judith Malina presos no Brasil[editar | editar código-fonte]

Julian Beck e Judith Malina estiveram no Brasil, ao início dos anos de 1970, trabalhando com o grupo Teatro Oficina. Vieram convidados pelo grupo, para dar palestras sobre seu teatro inovador e anarquico.

Durante o Festival de inverno de Ouro Preto, o grupo foi preso, por posse de maconha. Mas a denúncia foi feita por que as apresentações do grupo chocaram a provinciana cidade mineira. 13 integrantes foram levados à prisão em Belo Horizonte. O caso ganhou repercussão mundial e um abaixo-assinado foi feito em protesto à prisão dos artistas, com assinaturas de John Lennon, Marlon Brando e Bob Dylan. Com tamanha visibilidade, o governo militar expulsou o grupo do Brasil, acusando-os de denegrir a imagem do país.[1]

Kaká Maia (Jornal “O Tempo”, Belo Horizonte, 01 de julho de 2001) descreve, com detalhes, a saga dos membros do Living em 1971, abaixo alguns trechos:

História[editar | editar código-fonte]

Conforme descreve a própria companhia, em artigo de seu site europeu. Esta companhia de teatro experimental norte-americana se tornou central junto ao movimento pacifista, contra a participação na guerra do Vietnã, e pela desobediência civil, pelo qual foi considerada indesejável pelo governo dos Estados Unidos.
Fundada em Nova York, fazia parte do movimento teatral Off-Broadway e considerava central em seu trabalho a criação teatral como momento coletivo de expressão da comunidade. Lutava pelo fim do palco, das fronteiras entre arte e vida, e atores e público, chamando o público a participar ativamente de seus espetáculo. Sua técnica se concentrava, nesta época, no aspecto gestual e corporal.
A criação coletiva do Teatro Oficina de São Paulo Gracias, Señor (1972) teve um grande diálogo com as produções do Living. Em 1999 abre o centro Living Europa em Rocchetta Ligure, na provincia de Alessandria. Em 2007 (abril) o Living Theatre abre um novo espaço no Lower East Side em Manhattan, apresentando remontagens de seus espetáculos. (Breve storia del Living, nov. 2009).

Espetáculos[editar | editar código-fonte]

  • Doctor Faustus Lights the Lights (1951) de Gertrude Stein;
  • The Connection (1959) de Jack Gelber; uma história sobre a geração beat através do jazz e da improvisação.
  • The Brig (1963) de Kenneth H. Brown, representação da prisão militar da base militar norte-americana de Okinawa;
  • Mysteries and Smaller Pieces (1964);
  • Antigone de Sofocle (1967) de Bertolt Brecht;
  • Paradise Now, apresentado no Festival de Avignon (1968);
  • Sette meditazioni sul sadomasochismo politico (1973);
  • Prometheus at the Winter Palace (1978)
  • The Yellow Methuselah (1982)
  • The Archaelogy of Sleep (1983)
  • The Body of God (1990),
  • Anarchia (1993),
  • Not in My Name (1994);
  • Utopia (1995);
  • Eureka de Edgar Alan Poe (2008)
Europa
  • Capital Changes,
  • Resistenza
  • Resist Now
  • Enigma.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Flávio de Carvalho, o comedor de emoções. J. TOLEDO. Editora Brasiliense/Editora UNICAMP. 1994.
  • Site europeu do living com fotos de montagens e da prisão no Brasil
  • Notícias (inglês) The Living Theatre's Hanon Reznikov Dies at 57
  • Neff, Renfrew (1970). The Living Theatre: U.S.A.
  • Rostagno, Aldo, with Judith Malina and Julian Beck (1970). We, the Living Theatre. New York: Ballantine Books.
  • The Living Theatre (1971). Paradise Now. New York: Random House.
  • Malina, Judith (1972). The Enormous Despair. New York: Random House.
  • Malina, Judith (1984). The Diaries of Judith Malina, 1947-1957. New York: Grove Press, Inc.
  • Mystic Fire Video (1989) Signals Through the Flames. Documentary. Originally released by The Living Theatre in 1983 as a motion picture, produced and directed by Sheldon Rochlin and Maxine Harris.
  • Flávio de Carvalho, o comedor de emoções. J. TOLEDO. Editora Brasiliense/Editora UNICAMP. 1994.
  • Kaká Maia. Jornal “O Tempo”, Belo Horizonte, 01 de julho de 2001. Detalhes da saga dos membros do Living em 1971 nas prisões de Minas Gerais.
  • "Corrêa, José Celso Martinez (1937)". Itaú Cultural.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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