Julian Beck

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Julian Beck
Nascimento 31 de maio de 1925
Nova York
Morte 14 de setembro de 1985 (60 anos)

Julian Beck (Nova York, 31 de maio de 1925 - Nova York, 14 de setembro de 1985) foi um importante ator dos Estados Unidos, ligado aos movimentos de vanguarda, diretor de teatro e poeta, pertencente ao grupo de teatro Living Theatre. Julian Beck, junto com sua mulher, a atriz Judith Malina estiveram no Brasil no início da década de 1970, trabalhando junto com o Teatro Oficina.Os dois estiveram presos por dois meses pelo Regime Militar.

Foi preso, juntamente com sua mulher, no Brasil, por causa de uma armação. Forjaram um porte de drogas para eles dois. Eles juraram ser mentira. Só estavam no Brasil para trabalhar com o diretor de cinema José Agripino.

Beck ficou mais conhecido por interpretar o malicioso Reverendo Kane de Poltergeist II: The Other Side, sendo que foi o ultimo filme que ele fez antes de morrer.

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Beck nasceu em Nova York, filho de Mabel Lucille, professora, e Irving Beck, um homem de negócios.[1]

Frequentou brevemente a Universidade de Yale, mas desistiu para seguir arte e escritura. Foi um pintor expressionista na década de 1940, mas a sua carreira transformou-se quando conheceu a sua futura esposa. Em 1943, conheceu Judith Malina e rapidamente partilharam sua paixão pelo teatro; eles fundaram o The Living Theatre em 1947.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Beck co-dirigiu o Living Theater até a sua morte. A principal influência do grupo foi Antonin Artaud, que adotou o Theatre of Cruelty, com intuito de chocar o público. Isto teve diferentes repercussões como por exemplo na peça The Connection (1959), de Jack Gelber, um drama sobre o vício de drogas, com atores que representavam escumalha e deambulavam pelo público a exigir dinheiro. O Living Theatre mudou-se de Nova York em 1964, depois de o Internal Revenue Service fechar a empresa, uma vez que Beck não pagou os 23.000 dólares em impostos. Depois de um julgamento sensacional, no qual Beck e Malina se representaram a eles próprios, foram considerados culpados.

A filosofia do teatro de Beck foi transferida para sua vida. Ele disse uma vez: "Nós insistimos em experimentos que eram uma imagem para uma sociedade em mudança. Se alguém pode experimentar no teatro, pode experimentar na vida". Ele foi indiciado múltiplas vezes em três continentes por acusações como conduta desordeira, exposição indecente, posse de narcóticos e falha em participar numa defesa civil.

Além do seu trabalho teatral, Beck publicou vários volumes de poesia refletindo as suas crenças anarquistas, dois livros: The Life of the Theatre e Theandric e teve várias aparições em filmes.

Em 1970, o trabalho de Beck foi denunciado ao lado de Eugène Ionesco e Samuel Beckett por Nëndori, o semanário literário da Albânia, por supostamente ser "inundado por misticismo e pornografia".[2]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]